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Estímulo
ao biodiesel pode ser votado amanhã
04/10/2005- A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e
Desenvolvimento Rural da Câmara Federal pode votar amanhã o projeto de lei
5.690/05, do deputado Betinho Rosado (PFL-RN), que fixa um limite mínimo para a
produção de biodiesel nas
regiões Norte e Nordeste. Pelo texto, a fabricação do combustível nessas regiões
corresponderá a pelo menos 20% do total do País. A proposta estabelece ainda que
a produção deve contar com matérias-primas geradas pela agricultura familiar.
O biodiesel, na opinião do
parlamentar, pode constituir uma alternativa para diminuir as disparidades inter
e intraregionais e para erradicar ou diminuir a miséria do campo. A legislação
em vigor fixa em 5% a porcentagem mínima obrigatória de adição de
biodiesel ao óleo diesel
comercializado ao consumidor final, em qualquer parte do Brasil. O relator,
deputado Osvaldo Coelho (PFL-PE), recomenda a aprovação do projeto, com emenda.
Reforma agrária
Outro destaque da pauta é o projeto de lei 3142/04, da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ),
que assegura à mulher que seja chefe de família o direito de aquisição de terras
públicas oriundas de ações discriminatórias ou de processo de desapropriação
para assentamentos da reforma agrária. A proposta garante ainda a participação
igualitária na composição das comissões agrárias responsáveis pelo
encaminhamento dos pedidos de aquisição e desapropriação de terras e pelo
processo de seleção dos beneficiários.
Pesca industrial
Outro projeto de lei na pauta (3933/04), do deputado Nilson
Pinto (PSDB-PA), inclui a pesca industrial entre as atividades vinculadas ao
setor rural para fins creditícios, fiscais ou tributários. A classificação
beneficia as empresas que se dedicam exclusivamente à captura e/ou
industrialização de pescados, ainda que efetuem essa atividade com
matérias-primas de terceiros.
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Ainda
sem biodiesel
09/10/2005-A
Petrobrás já recebeu da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) todas as
informações que solicitou sobre a agricultura familiar na região Centro-Sul do
estado. Os dados foram pedidos para que a
estatal avalie a
viabilidade de uma usina de biodiesel
em São Mateus do Sul. Nos relatórios enviados à
empresa, a Seab explica
que é possível envolver até 50 mil famílias no projeto e que elas já estão aptas
a fornecer soja para a Petrobrás. Outras duas culturas, amendoim e nabo
forrageiro, potenciais fontes de óleo, seriam desenvolvidas com apoio técnico da
Emater e Iapar. A fábrica de biodiesel
teria capacidade para produzir 40 mil toneladas por ano e custaria R$ 15 milhões.
A estatal ainda não bateu o martelo sobre o investimento.
Soja na mesa
Duzentos supermercadistas das Regiões Sul e Sudeste foram os primeiros
brasileiros a provar pratos e sobremesas feitas com creme e condensado de soja.
Os produtos, que substituem os tradicionais, de leite, são inéditos em larga
escala no Brasil e estão sendo lançados pela cooperativa Cocamar, de Maringá. O
público-alvo são as pessoas que buscam uma vida mais saudável e quem não tolera
a lactose. O preço do creme de soja – o primeiro a chegar às gôndolas, nesta
semana – é salgado: em média 15% a mais que o creme de leite. As ações de
lançamento dos produtos, que levam a marca Purity, custarão R$ 1,7 milhão à
cooperativa. Pesquisa da ACNielsen aponta que o consumo mundial de produtos à
base de soja cresceu 31% entre 2003 e 2004.
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Rodrigues
lança Plano Nacional de Agroenergia
13/10/2005 - O ministro da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, lança nesta sexta-feira (14-06), a
partir das 8h30, no Campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq),
em Piracicaba (SP), o Plano Nacional de Agroenergia. O projeto será apresentado
pelo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio
Crestana.
O Plano faz parte do objetivo estratégico do governo federal para aumentar a
produção de biocombustíveis,
por meio do etanol,
biodiesel, florestas energéticas,
biogás e aproveitamento de resíduos e dejetos. A partir de 2008, será
obrigatório o uso de 2% de biodiesel
no diesel, o que representa quase 1 bilhão de litros de
biodiesel por ano.
Consórcio:
O projeto, liderado pela Embrapa, prevê a criação simultânea de um consórcio
brasileiro de agronergia, que reunirá vários setores, como as indústrias de
petróleo e automobilística, bem como um fundo voltado para o setor. Em parceria
com universidades e principais empresas de máquinas agrícolas em atuação no País,
a Embrapa está realizando testes e adaptações para que os motores dos tratores
aceitem mistura de 5% a 20% de biodiesel
(soja, mamona ou girassol). Durante o evento, haverá mostra de equipamentos e
maquete do Pólo de Biocombustível que será instalado na Fazenda Experimental
Areão, em Piracicaba.
Segundo o ministro Roberto Rodrigues, o
biodiesel ganha em todo o mundo uma dimensão cada vez mais
relevante. “Alemanha e França já trabalham com volumes significativos. A
Alemanha, por exemplo, produz quase 1,2 bilhão de litros”, afirmou.
Especialistas prevêem que, nas próximas décadas, o agronegócio mundial estará
estruturado em quatro macro segmentos: alimentação, fibras, biomassa, plantas
ornamentais e nichos especializados.
Rodrigues destacou o aspecto social do uso do
biodiesel e citou o exemplo da mamona
no semi-árido nordestino. A expectativa de ação social, a oferta de soja e o
preço recorde histórico do petróleo são fatores destacados pelo ministro que
devem impulsionar o biodiesel.
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Bertin terá primeira usina de biodiesel a
partir do sebo bovino
17/10/2005-
Chiara
Quintão - O Grupo Bertin anunciou sexta-feira a instalação da
primeira usina de biodiesel
produzido a partir de sebo bovino. A unidade, que inicia a operação em junho de
2006, será instalada em Lins (SP). Os investimentos iniciais na planta vão somar
R$ 40 milhões, segundo informou o diretor de negócios de
biodiesel e de higiene e limpeza do
Bertin, José Luiz Toledo. Há duas semanas, a Dedini Indústria de Base foi
contratada pelo frigorífico para fornecer os equipamentos da usina.
A fábrica terá capacidade produtiva de 100 mil toneladas de
biodiesel, ou 110 milhões de litros.
"Será a maior usina de
biodiesel de sebo bovino do mundo",
diz o vice-presidente da Dedini, José Luiz Olivério. Ele destaca que a planta
poderá atender 14% da demanda nacional de
biodiesel, considerando-se a mistura obrigatória de
2% do biocombustível ao diesel a partir de 2008.
Estima-se um consumo nacional de 800 milhões de litros de
biodiesel para atender à parcela de
2%.
Segundo Olivério, a maior parte do biodiesel
produzido será vendida ao mercado e a outra parte, consumida por máquinas
agrícolas, caminhões e ônibus do grupo, que passará a ser auto-suficiente em
combustível. "Vamos desenvolver testes com uso de misturas de 2% de
biodiesel ao diesel e depois de 5%",
diz Toledo. O custo de produção de biodiesel
de sebo é 30% menor que o fabricado de óleos vegetais, de acordo com o vice-presidente
da Dedini, mas o rendimento é, em média, 5% menor.Atualmente, o Bertin consome
120 mil toneladas de sebo bovino por ano, sendo metade de produção própria e
metade adquirida de terceiros por sua divisão de higiene e limpeza. Para a
fabricação de biocombustível, o frigorífico deve aumentar suas compras da
matéria-prima. ‘Existe um excedente de 80 mil toneladas de sebo bovino no País,
que, em alguns momentos, é exportado", afirma Toledo.
A planta de biodiesel do Bertin
será flexível quanto à matéria-prima a ser utilizada, podendo utilizar óleos
vegetais. Ele explica que será utilizado metanol em vez de etanol para a
transesterificação, pois a combinação do sebo com etanol resulta em
saponificação (formação de sabão). "Se fosse usado etanol, o
biodiesel seria mais "verde", mas
mesmo usando metanol, poderá contribuir para reduzir o efeito estufa", diz
Olivério. A expectativa é que a usina consuma, nesse processo, 15 milhões de
litros de metanol ano, produzido por refinarias da Petrobras.
A Dedini elabora seis orçamentos de plantas de
biodiesel a partir de sebo bovino,
com capacidades produtivas que variam de 12 milhões de litros/ano a 110 milhões
de litros/ano. Cerca de 60 projetos de fábricas de
biodiesel de óleos vegetais estão em
avaliação pela empresa. A Dedini foi responsável pela construção da unidade do
Grupo Agropalma, localizada em Belém, com capacidade de produção anual de 8
milhões de litros de biodiesel
por ano a partir do óleo de palma.
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