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Produtores
de mamona do RN insatisfeitos com a Petrobras
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A produção de biodiesel a partir da mamona
sequer começou em escala pré-industrial, no Rio Grande do Norte, e já
enfrenta problemas que abalam a credibilidade junto ao agricultor. A
insatisfação vem do campo - dos municípios produtores da Serra de Santana,
principalmente - de onde os produtores denunciam que a Petrobras não teria
comprado a matéria-prima necessária à produção do combustível. As 2.500
toneladas, segundo a Emater, tiveram que ser comercializadas com empresas
privadas, inclusive de fora do Estado.
O gestor em Agronegócio da Mamona da Emater (Instituto de Assistência
Técnica e Extensão Rural), Domingos Sávio de Azevedo Cabral, afirma que o
problema maior foi a logística para adquirir o produto. “Não deveria ter
acontecido. Mas se aconteceu...”, disse.
Segundo ele, houve certo descontentamento por parte de alguns produtores em
função da companhia não ter comprado a produção. “Existe, agora, certa
resistência por parte dos produtores em plantar mamona. Mas isso é normal
nessa fase de qualquer projeto”, afirmou.
O secretário interino de Agricultura do Governo do Estado, Ronaldo
Fernandes, disse que chegou a encaminhar uma recomendação à Petrobras para
que houvesse uma reunião com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O objetivo seria montar uma estratégia capaz de escoar a produção. “A safra
de 2004 encalhou e os agricultores venderam quase tudo às empresas
privadas”, destacou.
A Petrobras e o Governo do Estado, através da Emater, assinaram um protocolo
através do qual a companhia federal se comprometeu a comprar a produção de
três mil hectares de mamona, em áreas sob assistência do Instituto de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte. Mas segundo o
coordenador do Programa de Biodiesel da Petrobras, Ulisses da Costa Soares,
a compra só não ocorreu porque a matéria-prima necessária à fabricação do
biodiesel foi parar nas mãos dos atravessadores.
“Não compramos quase nada. Mas isso porque eles conseguiram quem pagasse
melhor. Não foi desinteresse, mas uma questão de mercado. A reclamação é
infundada e deve partir de uma minoria que comprou mamona para atuar como
atravessador e não conseguiu vender”, rebateu Ulisses Soares. Ele destacou
que o mais importante no Programa do Biodiesel do Governo Federal é
justamente o agricultor. E completou dizendo que “se ele consegue vender por
um preço melhor, não é a Petrobras quem vai impedir”.
Segundo informações do coordenador, o Programa do Biodiesel não sofrerá
atraso no cronograma em função dos produtores terem vendido quase toda a
produção às empresas privadas. A primeira das duas plantas de biodiesel da
Petrobras, no Rio Grande do Norte, não utiliza mamona e vai iniciar a
produção em escala pré-industrial no próximo mês. A mamona servirá apenas à
segunda planta, cujo início da produção só deve ocorrer a partir de
setembro.
O objetivo da Petrobras é comprar a mamona para fabricar o óleo vegetal que
será adicionado em 2% na composição do óleo derivado do petróleo. O cultivo
da mamona para uso no Programa do Biodiesel começou há pouco mais de dois
anos no Rio Grande Norte. Ulisses Soares não descartou a possibilidade da
Petrobras recorrer aos produtores de outros estados para garantir a
estabilidade do programa no RN.
Petrobras culpa cartelização do setor
A Petrobras atribui o problema à cartelização no comércio da mamona e à
desorganização do cooperativismo no Rio Grande do Norte. Apenas uma
cooperativa, a de Produtores do Município de Alexandria, atendeu às
exigências necessárias à transação comercial com a companhia.
Desde que assinou o protocolo com a Emater (Instituto de Assistência Técnica
e Extensão Rural), a Petrobras comprou cerca de 30 toneladas de mamona.
Pouco, reconhece o coordenador do Program de Biodisel da companhia, Ulisses
da Costa Soares. Segundo ele, como ainda não há demanda das plantas de
biodisel, as aquisições se restringem à utilização para plantio de mamona em
projetos sociais.
“Isso é momentâneo devido à especulação comercial do produto. Vai passar e,
até lá, temos que fortalecer o cooperativismo para garantir que o produtor
não vai perder nas mãos de ninguém”, disse Ulisses referindo-se aos
atravessadores.
A Cersel, uma das cooperativas através da qual a Petrobras compraria a
produção da área de zoneamento da mamona - que inclui 29 municípios -
apresentava alguma pendências com o poder público. Isso, segundo Ulisses
Soares, impede qualquer negócio com a Petrobras. “A companhia não pode sair
comprando essa produção a cada produtor, individualmente”, ressaltou.
O programa tem como objetivo desenvolver e tornar comercialmente viável a
tecnologia, além de gerar renda ao homem do campo nas regiões onde outras
culturas se tornam impraticáveis.
O plantio da mamona ocorre logo após as primeiras chuvas da estação chuvosa
e a colheita cerca de seis meses depois, segundo especialistas. Ou seja, a
safra 2005 a Petrobras só vai encontrar a matéria-prima em quantidade
suficiente se chover. Caso contrário, corre o risco de pagar o preço cobrado
pelos atravessadores.
Fonte: Tribuna do Norte
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Senador Hélio Costa critica
Medida Provisória do biodiesel |
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O senador Hélio Costa (PMDB-MG) criticou nesta segunda-feira pontos da
Medida Provisória 227/04, que trata da tributação do combustível obtido a
partir de óleos vegetais, o biodiesel. O senador lamentou a tributação
excessiva da atividade - 11,37% contra 13% do diesel convencional.
Fonte Agência
Senado
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Aprovada MP que
regulamenta cobrança de Cofins e PIS sobre biodiesel
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A Câmara dos Deputados aprovou quarta-feira a medida provisória que
regulamenta a cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social (Cofins) e da contribuição ao Programa de Integração Social (PIS)
sobre a venda de biodiesel. O texto determina que a contribuição para o PIS/Pasep
e a Cofins incidirão, uma única vez, nas vendas realizadas pelo produtor ou
importador de biodiesel, às alíquotas de R$ 120,14 e de R$ 553,19 por metro
cúbico. A proposta aprovada pela Câmara precisa ainda ser votada pelo Senado.
A MP aprovada completa a regulação sobre o programa do biodiesel. Esse
programa determina a mistura de 2% de biodiesel, combustível renovável
produzido a partir de plantas como a mamona, a palma e o milho, ao óleo
diesel.
O relator da matéria, deputado Ivan Ranzolin (PP-SC), acrescentou um artigo
para permitir que as cooperativas que tiverem crédito desses tributos possam
compensá-los com qualquer outro tributo ou contribuição administrados pela
Receita Federal. O artigo permite, ainda, que o crédito seja pago em
dinheiro.
Ranzolin afirmou que só incluiu esses dispositivos no texto porque os
negociou com o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP).
"O Mercadante aprovou e por isso eu coloquei no texto", disse. O deputado
contou que essa autorização já havia sido tratada durante a discussão da
medida provisória 219, que tratava da Cofins. Na ocasião, Mercadante teria
apoiado a proposta.
O relator tentou isentar vários outros produtos da PIS/Cofins mas foi
derrotado no plenário. Ele queria retirar o tributo sobre toda a cadeia do
trigo, que vai desde o grão até o pãozinho, passando pelos panificados finos
e massas.
Fonte: Agência
Estado
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Cena mede emissão de CO2 na
agricultura |
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O Cena (Centro de Energia
Nuclear da Agricultura) desenvolve pesquisas, de âmbito mundial, que medem a
emissão e seqüestro de CO2 (gás carbônico) na agricultura. Os estudos
indicam que o sistema de plantio direto –– sem o preparo do solo –– reduz a
emissão de CO2 em 0,5 tonelada por hectare plantado por ano.
No Brasil esse montante chega a 10 milhões de toneladas por ano. A colheita
da cana-de-açúcar sem a queima da palha também gera uma economia de
1,6 tonelada de carbono emitida por hectare por ano.O professor do
Departamento de Geoquímica ambiental do Cena e coordenador da pesquisa,
Carlos Cerri, alerta para a importância ambiental dessas alternativas que
diminuem as conseqüências do efeito estufa.
Os estudos são desenvolvidos no Brasil, na África e na Índia.Cerri afirmou
que após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto –– em fevereiro deste ano
––, que prevê a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa,
aumentou a importância de mensurar quais medidas podem ser tomadas para
diminuir essa emissão.
"Há duas formas de fazer, uma reduzindo a emissão dos gases e outra fixando
(seqüestrando) o carbono na terra", disse. Segundo Cerri, o sistema de
plantio direto na agricultura brasileira, método que dispensa o preparo da
terra, reduz a emissão de CO2 no ambiente em 0,5 tonelada por hectare ao ano.
O índice foi obtido por intermédio de um levantamento realizado no setor
agrícola que mostra resultados dos últimos 20 anos."Ao adotar o plantio
direto em substituição ao preparo do solo com aração e gradagem, que libera
CO2 na atmosfera, o Brasil deu um grande passo para a sustentabilidade. As
formas tradicionais da agricultura favorecem a ação de microorganismos que
acabam liberando o estoque de carbono do solo para a atmosfera", falou Cerri.
"Segundo ele, o plantio direto, além de evitar este processo, acaba por
retirar quantidades do gás carbônico da atmosfera.Cerri afirmou que na
agricultura brasileira o sistema de plantio direto já é aplicado em cerca de
22 milhões de hectares. Ele contou que a modalidade foi adotada inicialmente
na década de 1970, registrando um aumento exponencial nos últimos oito anos.
"Principalmente em cultura de grãos, como milho e soja, os agricultores
estão adotando o plantio direto", afirma.CANA – Cerri disse que não são
somente os processos de tratamento do solo que provocam a emissão de CO2. "Há
outras práticas na agricultura, como a queima da cana-de-açúcar, por
exemplo", falou.
Ele explicou que quando a cana não é queimada também aumenta o
seqüestro de CO2 no solo. "A redução da emissão de gás da colheita da
cana sem a queima chega a 1,6 toneladas de carbono por hectare ano, é
uma quantia considerável", disse Cerri.
Pelo Protocolo de Kyoto, essa economia de CO2 ainda não pode ser vendida no
mercado de créditos de carbono. "Esperamos que a partir de 2012 a colheita
da cana in natura já possa ser um crédito de carbono e o dinheiro
recebido por ela deva ser revertido em capacitação dos bóias-frias para
outras funções, por exemplo", falou Cerri.
Ele afirmou que os benefícios atuais são ambientais, pela redução do efeito
estufa e da emissão de poluentes.O Brasil está hoje em 17º lugar em emissão
de gases de efeito estufa, sem considerar o desmatamento. Nesse caso, salta
para o 5º lugar.As análises são feitas há dez anos e são contínuas.
"Temos pesquisas em todo o Brasil, na África e na Índia. Há alguns contatos
para atuarmos também na China", falou Cerri.Para a realização dos
levantamentos, o Cena conta com a colaboração de pesquisadores visitantes do
IRD (Institut de Recherche pour le Développement), da França e alunos de
pós-graduação da Esalq.Os resultados das pesquisas são apresentados a
agricultores e produtores agrícolas em palestras e encontros para a
conscientização dos benefícios ambientais que a forma de plantar e colher.
Fonte: Jornal de Piracicaba -
Flávia Romanelli
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Essa mensagem é enviada em conssonancia da nova
legislação sobre correio eletronico, Seção 301, Paragrafo (a) (2) (c) Decreto S.
1618, Titulo Terceiro aprovado "105 Congresso Base das Normas Internacionais
sobre SPAM". Este e-mail não poderá ser considerado SPAM, pois inclui uma forma
de ser removido. Para ser removido de futuros correios, simplesmente envie um
e-mail para atendimento@biodieselbrasil.com.br Assunto: REMOVER.
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GALERIA DOS CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2005 |
CLIPPINGS - 2003
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informações, visite o Portal Biodiesel Brasil,
www.biodieselbrasil.com.br
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