BIODIESELWORLD

O maior evento do mundo em Biodiesel.

 

                

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Agora, o bicombustível para pesados

 

Depois do sucesso dos automóveis bicombustíveis, que já representam quase 40% das vendas de modelos novos no País, as empresas se preparam para a produção em série de caminhões e ônibus com motores flexíveis. Nessa categoria, em vez de gasolina e álcool, o abastecimento será com diesel e gás natural. Também haverá opção do tricombustível, com o uso do biodiesel. A projeção é de que essa tecnologia seja lançada comercialmente até o fim do próximo ano.


Segundo a Delphi, uma das empresas que desenvolvem sistemas flexíveis, o caminhão ou ônibus bicombustível vai reduzir os gastos por quilômetro rodado. A estimativa é de que a mistura de diesel e gás sairá 30% mais barata e emitirá menos poluentes. O sistema vai usar diesel nas partidas e, depois de 1,2 mil rotações por minuto, o gás será injetado, podendo chegar a uma proporção de 90% a 95% de gás.


O sistema vai mudar a cara do Brasil, pois teremos muitos ganhos em relação ao meio ambiente, ao bolso do consumidor e à balança comercial, pois a importação de petróleo será reduzida, afirma Vicente Pimenta, gerente de Qualidade e Desenvolvimento de Projetos Especiais da Delphi. Segundo ele, em regiões onde não há oferta de gás, o veículo poderá rodar só com o diesel.


A Delphi já negocia o fornecimento do sistema, totalmente desenvolvido no Brasil, com fabricantes de motores e uma grande montadora. O sistema será apresentado quarta-feira a técnicos e empresários de 24 países durante seminário sobre combustíveis alternativos que será realizado no Rio de Janeiro, organizado pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil).


Pimenta calcula que o uso do gás pode proporcionar economia de R$ 20 por hora constante em que o veículo rodar. Para uso em ônibus nas cidades, a economia deve ficar entre R$ 8 e R$ 10 por hora de rodagem. No futuro, veículos pesados bicombustíveis ou abastecidos com biodiesel devem ter participação tão importante na frota brasileira quanto a dos automóveis flexíveis, diz.


O motor receberá um sistema eletrônico que vai dosar o uso dos dois combustíveis. A partida ocorre com a queima do diesel, mas na sequência passa para o gás. Os cilindros do produto devem ser encaixados no chassi. Segundo Pimenta, esse sistema original vai custar bem mais barato do que a transformação informal em oficinas. Além disso, o usuário poderá rodar 100% com diesel ou então com 90% a 95% de gás e o restante com diesel.


BIODIESEL
Independente da tecnologia bi ou tricombustível, o uso do biodiesel também vai crescer no País. Todas as montadoras de caminhões e ônibus participam do Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico de Biodiesel, o ProBiodiesel, do governo federal, para testar o desempenho dos veículos.


A mais adiantada é a Volkswagen, a primeira a lançar no mercado um automóvel bicombustível, há dois anos. A empresa espera ter o sinal verde para o uso comercial do sistema em veículos pesados no fim deste ano ou início de 2006.


O governo já aprovou o uso de 2% de biodiesel - óleo vegetal extraído de sementes de soja, mamona, girassol e dendê, entre outros - ao diesel derivado do petróleo. Essa mistura, segundo as montadoras, não exige alterações nos motores.


As empresas se anteciparam e testam porcentual maior, de 5%. Já há interessados também no mix de 20%, mas testes com essa proporção ainda não começaram. Na semana passada, em visita à fábrica da Volks em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Lula conheceu um ônibus fabricado em Resende (RJ) que utiliza biodiesel e um caminhão da Bebidas Ipiranga de Ribeirão Preto (SP) que utiliza o mesmo combustível.


O engenheiro de Produto da Volks Gian Marques calcula que, para cada porcentual de adição de biodiesel há redução equivalente em emissões de poluentes. Segundo ele, na Europa e EUA o biodiesel está sendo extraído da colza, planta típica de regiões frias, mas o produto é adicionado ao metanol, menos eficiente que o álcool da cana-de-açúcar.


A Coca-Cola (Bebidas Ipiranga) tem uma frota já em circulação em Ribeirão Preto (SP) de caminhões abastecidos com 5% de biodiesel à base de soja fornecidos pelo LADETEL-USP/Ribeirão ( Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas). Oito veículos são monitorados pela Volks, que já comprovou a eficiência da mistura. A montadora aguarda a validação da tecnologia para lançar o produto oficialmente.

 


A Volks também testa o produto em dois ônibus na Viação Real, do Rio de Janeiro. Nos próximos dias, fará outra parceria com a fabricante de biscoitos Piraquê, que terá em sua frota 4 caminhões movidos com 5% de biodiesel.


Antes do lançamento em série dos veículos, as empresas querem garantia de abastecimento. Hoje, o País tem apenas duas usinas de biodiesel. Para atender a demanda com 2% de mistura, seria necessária a produção de 800 milhões de litros ao ano de biodiesel. Com 5%, seriam necessários 2 bilhões de litros, diz Marques.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

 

Petrobras sobe preço de diesel no interior

 

Ao lançar o novo diesel menos poluente, na semana passada, a Petrobras aumentou o preço do produto que possui maior teor de enxofre (500 partes por milhão) e é utilizado fora dos grandes centros urbanos.


A diferença de preço entre o diesel que antes era vendido nos grandes centros e o comercializado no interior era de R$ 0,0148 por litro. A distância caiu para R$ 0,004 por litro. Já a diferença entre o antigo diesel metropolitano e o novo produto foi reduzida de R$ 0,0272 para R$ 0,0104 por litro.


O novo diesel 500 atenderá às regiões urbanas onde são consumidos 70% do diesel metropolitano e onde existe a maior concentração de poluentes: Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Baixada Santista, São José dos Campos, Belo Horizonte e Vale do Aço (MG). Já o antigo diesel metropolitano, que possui 2.000 PPM (partes por milhão), continuará sendo comercializado nas demais capitais.
Segundo a Petrobras, o objetivo do realinhamento de preço é evitar que o caminhoneiro das grandes cidades abasteça no interior, o que tornaria inócuo o lançamento do produto menos poluente.


O diretor jurídico do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes), Guido Silveira, disse que a medida foi positiva, pois ajuda a evitar distorções de mercado.


A entidade, diz, havia detectado fraudes em postos que vendiam em grandes centros o diesel do interior antes do realinhamento de preços. A Petrobras investiu R$ 750 milhões para produzir o diesel menos poluente.

Fonte: Folha de São Paulo

 

A PROSPERIDADE É VERDE

 

Cerca de quatro milhões de hectares de terra estão cobertos pelo verde da folha de cana, atingindo o resplendor natural do momento que antecede o início da colheita. Nos próximos meses, dezenas de milhares de trabalhadores e veículos estarão mobilizados, dia e noite, para o corte, transporte e 358 milhões de toneladas do produto, em um ciclo virtuoso que dinamizará a economia em todos os segmentos!


Junto com o início da moagem, o setor canavieiro recebe uma safra de boas notícias. No mercado interno, as montadoras de veículos, animadas com o desempenho dos carros com motor bicombustível, decidiram massificar as vendas, introduzindo o sistema flex nos chamados “populares”, responsáveis por mais de 70% da comercialização de veículos no Brasil. E como a maioria dos proprietários prefere abastecer com álcool, o crescimento está garantido. No campo internacional, diversos países se dobraram à realidade e resolveram misturar álcool a gasolina como forma de reduzir os índices de emissão de poluentes veiculares, criando uma potencialidade de consumo exuberante!

Sem dúvida, são informações excelentes, mas os líderes setoriais as recebem, também, como indicadores de responsabilidade. “Temos a missão de garantir o abastecimento local e cumprir todos os contratos internacionais. Criamos a estrutura adequada e hoje estamos prontos para atender à demanda”, assegura Eduardo Carvalho, presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo. Para os próximos anos, porém, ele estima a necessidade de mais 200 milhões de toneladas de cana, o que equivale a um crescimento superior a 55% em relação à produção atual.

 


Para os produtores de açúcar e álcool, os riscos de desabastecimento já não existem. “O setor está vivenciando um momento especial. As crises passaram porque os investimentos foram vultuosos e hoje a capacidade instalada encontra-se acima do consumo”, explica José Pessoa de Queiroz Bisneto, presidente do Grupo José Pessoa, que conta com 8 usinas. Mantendo a política da preparação para um mercado crescente, mais duas usinas do grupo deverão entrar em operação brevemente.

 


Da parte do plantador de cana, a tarefa de aumentar a área cultivada também não é problema. De acordo com Manoel Carlos Azevedo Ortolan, presidente da Canoeste (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) e Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da região Centro Sul do Brasil) o ideal seria uma previsão de demanda por área plantada, mas é possível faze grandes alterações no curto prazo. “O setor foi reconhecido como estratégico e entrou em um ritmo de progresso definitivo. Boa parte da área hoje destinada à pecuária será transferida à cana”, prevê. As duas entidades totalizam cera de 15.000 associados.

 

 

 

Fonte: Brasilagro

UE eleva em 35% produção de biodiesel

 

A produção de biodiesel na União Européia (UE) aumentou 35% em 2004 em comparação com ao resultado de 2003. A capacidade de produção de biodiesel da região poderá superar as 4 milhões de toneladas até meados de 2006, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, www.fas.usda.gov) divulgado na semana passada.

 
A expectativa no aumento da produção até 2006 é em decorrência dos esforços do bloco para promover combustíveis mais limpos, segundo a Federação do Setor de Óleos Vegetais (Fediol) da UE. O European Biodiesel Board (EBB) confirma que a produção na região subiu 35% em comparação com a de 2003. A produção de 2004 foi avaliada em 1,85 milhão de toneladas.


Parte dos 80% do biodiesel da UE é produzida de óleo de semente de colza, e cerca de um terço da safra dessa semente em 2004 foi utilizada para a produção de biodiesel. A demanda por óleo de semente de colza para produzir biodiesel aumentou vertiginosamente no ano passado à medida que a capacidade de produção de biocombustível cresceu rapidamente devido aos esforços para reduzir a dependência da UE das importações de combustíveis fósseis e para reduzir as emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa.


A Comissão Européia (CE) está examinando planos para conceder benefícios fiscais vinculados ao preço do petróleo para biocombustíveis. A comissária Mariann Fischer Böel pretende instituir uma comissão para estudar iniciativas especiais destinadas ao estímulo à produção.

Fonte: Gazeta Mercantil
 

 

Villaverde participa da abertura de seminário sobre biodiesel em Canoas

 

 

O líder do Governo Lula, deputado Adão Villaverde (PT), participou, no auditório da Refap, em Canoas, da abertura do Seminário Biodiesel no Rio Grande do Sul. No evento, promovido pela refinaria Alberto Pasqualini (Refap S/A), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) e Programa Gaúcho de Biodiesel do Governo do RS, o parlamentar destacará as principais iniciativas que vêm sendo implantadas pelo governo federal no setor.

 

De acordo com Villaverde, o governo está viabilizando recursos para pesquisa, através da criação do Programa Brasileiro de Biodiesel (o ProBiodiesel), coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e que é composto por 11 ministérios, com o lançamento de editais dos fundos setoriais.

 

Villaverde ressalta também que o Programa Nacional de Produção de Biodiesel, com o novo marco regulatório que permite a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel produzido do petróleo,poderá significar uma economia anual de 160 milhões de dólares com a redução da importação, e geração de 150.000 empregos, especialmente na agricultura familiar.

 

O deputado ainda chama a atenção para a criação de linha específica de crédito para a agricultura familiar, através do Pronaf, visando incentivar a produção de mamona e outras matérias-primas para a produção do Biodiesel. E, por fim, salienta a importância do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) que, além de outras fontes, inclui como meta a implantação de usinas movidas à biomassa.

 

Participaram da abertura do seminário, os presidentes da Refap SA, Ildo Henz,e da CGTEE, Júlio Quadros, e o secretário estadual de C&T, Kalil Sehbe Neto.

 

 

Fonte: Assembléia Legislativa do RS-André Pereira

 

AUTONOMIA COM ÁLCOOL E BIODIESEL

 

Há cerca de um ano, a Agência Internacional de Energia (AIA) alertava para a alta do petróleo, com os impactos decorrentes na economia global. Ademais, o mundo está consumindo cada vez mais o combustível fóssil, sem nenhuma racionalidade.


Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou, solenemente, que os mercados de petróleo deverão permanecer com os preços altos.


Os contratos celebrados para a entrega do petróleo neste mês registraram as vendas a 54 dólares/barril.


Inquestionavelmente, a fase do petróleo barato ficou para trás. Alguns analistas mencionam a cotação na marca de 100 dólares/barril.
O Brasil está próximo da auto-suficiência em petróleo. Mesmo assim, a permanência do preço em níveis historicamente altos tem um impacto sobre o Brasil. Há um ano, o barril era cotado a US$ 30. Por enquanto, a Petrobrás tem segurado o preço dos combustíveis derivados do petróleo.


A política de preços continua a mesma do governo FHC: a estatal acompanha o preço do mercado internacional, buscando uma média de preço de longo prazo e uma cesta de produtos e fornecedores (Golfo do México, Argentina e Argélia).


Falta-nos um mecanismo transparente de reajuste dos combustíveis. Os preços da gasolina, diesel e do GLP vêm sendo mantidos abaixo dos custos de oportunidade para atingir os objetivos macroeconômicos e políticos.


Em 2000, a Petrobrás chegou a adotar a fórmula de reajuste trimestral dos combustíveis, para cima ou para baixo, de acordo com a variação do petróleo e do dólar.


A FGV aponta defasagem entre os preços domésticos e internacionais de 16% na gasolina e 19% no diesel. Para os analistas (Banco Pactual, Tendências e Expectro Consultoria), a defasagem da gasolina seria de 24% e do diesel, 20% , respectivamente.


A nossa política de preços conflita com a dos países desenvolvidos, onde os preços oscilam conforme a variação do preço do óleo bruto.


Em decorrência, o Comitê de Política Monetária já advertiu: "A permanência do preço do petróleo alto passou a representar um serio risco para a trajetória futura da inflação brasileira".


Mudanças nos preços dos combustíveis são sempre terríveis para os consumidores. A gasolina tem um peso muito grande no IPCA: o combustível representa cerca de 5% do resultado final. Parece pouco, mas o item cereais, que inclui feijão e arroz tem peso de apenas 1,29%.


A autoridade monetária tem, reiteradamente, declarado que não haverá reajuste nos preços dos combustíveis domésticos em 2005.


O cenário poderá ser modificado com a ampliação da produção alcooleira, além da incrementação do biodiesel. Tanto o álcool de cana como os óleos vegetais, além dos benefícios para o meio-ambiente, porque poluem menos que os derivados do petróleo, podem ajudar o País na busca da independência energética e da desvinculação da economia brasileira da indústria do petróleo internacional.

Fonte: Luiz Gonzaga Bertelli, Diretor da Divisão de Energia do Depto. de Infra-Estrutura (Deinfra) da FIESP


 

 

 

Biodiesel traz novas perspectivas para o Ceará

 

 

A entrada do biodiesel na matriz energética brasileira abre novas perspectivas para o Ceará em investimentos. O Estado, que tem hoje uma unidade experimental em Quixeramobim, com capacidade de produção de 500 litros/dia do combustível, prepara-se para receber, ainda este ano, mais duas usinas piloto: uma no município de Piquet Carneiro e outra em Tauá.



Em fase de andamento, estão também projetos para o plantio e a extração do óleo da mamona, utilizado para produção do combustível, em Quixadá e Crateús.



Segundo Expedito Parente Júnior, diretor técnico da Tecbio, empresa incubada no Parque Tecnológico da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec), responsável pela assessoria técnica e industrial dos projetos de Tauá e Piquet Carneiro, as novas usinas — capazes de produzir 2,4 mil litros/dia de biodiesel, cada — contam com o apoio do Dnocs, que liberou recursos de R$ 1,2 mi. Ambas estão previstas para entrar em operação em seis meses.



Empresas como Brasil Ecodiesel e Olveq Indústria de óleos vegetais, que apostam no potencial da região de Crateús e Quixadá, respectivamente, também vão contribuir para incrementar a produção do combustível no Estado.



De acordo com o gerente institucional da Brasil Ecodiesel, Arlindo Pereira, a empresa pretende atuar em toda a cadeia produtiva, desde o plantio da mamona, passando pela extração do óleo, até a produção do biodiesel. Para tanto, estão sendo implantados na região dois tipos de projetos: um, baseado em assentamentos já existentes — com 11 mil hectares plantados, beneficiando 6 mil famílias — e outro em um assentamento privado, com investimentos de R$ 2 mi, que irá beneficiar mais 700 famílias.



A produção vai abastecer uma usina de extração de óleo de mamona da empresa, em construção no Crateús. Com capacidade de produção de 500 mil litros/ dia, a usina recebeu investimentos de R$ 3 mi. “Além disso, a Brasil Ecodiesel já está em negociação com o governo do Estado para implantação, entre 2006 e 2007, de uma usina de biodiesel no complexo portuário do Pecém, cujos investimentos somam R$ 15 mi”, complementa Pereira.



Já a Olveq, investiu R$ 260 mil em uma usina de extração de óleo de mamona, em Crateús, com capacidade para produção de 40 mi litros/dia, prevista para operar até o final de 200. “Já estamos de olho na possível instalação de uma usina de biodiesel da Petrobras no município”, destaca Renato Carneiro, um dos diretores da empresa.

 

Fonte: Diário do Nordeste

 

 Biodiesel a caminho

 

Goiás se prepara para a colheita da primeira safra de mamona destinada à fabricação de biodiesel, enquanto conclui sua política de incentivos ao setor. São, pelo menos, sete lavouras da cultura, que é uma das principais opções de fornecimento de matéria-prima para o combustível alternativo no Estado. A soja e o caroço de algodão são as duas outras fontes vistas como mais prováveis para Goiás, ambos com a vantagem da alta disponibilidade.

Em setembro deve estar em completo funcionamento a indústria que vai inaugurar a fabricação do óleo em Goiás. Empresa constituída há um ano para processamento da mamona começa a construí-la em breve em Paraúna, onde cinco produtores aderiram à sua proposta de parceria. Outro parceiro mantém cultivo em Indiara, na mesma região, e pelo menos dois outros, um em Rio Verde e outro em Santo Antônio da Barra, já apostam na cultura, sem contrato com a mesma firma.


Preço

Eles têm sido atraídos por incentivos como a oferta de insumos e o compromisso de compra do produto, mas também pela perspectiva de descoberta de cultura com melhores preços do que os grãos. Enquanto a saca de 60 kg de soja está abaixo de R$ 30,00 o mesmo volume da mamoma alcança R$ 54,00, em São Paulo. Alta cotação para produto nobre, do qual já se conhecem, aproximadamente, 700 derivados, informa o polonês Michal Kozlowski, um dos cinco sócios-proprietários da empresa Excell Goiás Agroindústria S/A.

O processamento será em uma outra fábrica a ser instalada posteriormente em Anápolis. Projeto mais ambicioso e que deve envolver, a longo prazo, investimento superior a R$ 30 milhões. Koslowski havia optado inicialmente por Belo Horizonte, de onde transferiu-se para Goiânia, com a esposa Ana Lívia Kozlowski, bióloga e sócia no empreendimento. Chegaram quando começava a ser discutido no Estado o incentivo ao setor


Fonte: O Popular – Goiânia/GO
-Marly Paiva

 

Empresários criam associação do biodiesel

 

De olho na edição da Medida Provisória 227, que institui o Programa Nacional do Biodiesel e cria incentivos para a produção do insumo, e na Lei 11.097/05, que introduz o combustível na matriz energética nacional, um grupo de empresas e entidades de pesquisa acaba de oficializar o surgimento da primeira entidade nacional voltada ao tema. Trata-se da Associação Brasileira das Industrias de Biodiesel (ABiodiesel).


Integram a diretoria da entidade executivos da óleos Vegetais do Paraná (Oleveg),  Ecológica Mato Grosso Indústria e Comércio Ltda. (Ecomat) , Seeds Indússtria e Comércio de óleeos Vegetais Ltda. e Gerar Tecnologia . A diretoria conta ainda com a participação do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas, da Universidade de São Paulo (USP-Ribeirão Preto).


O governo federal tem por objetivo tornar obrigatória, a partir de 2008, a mistura de 2% do ˜combustível limpo ao óleo diesel vendido no Brasil. Hoje, o País importa 18% dos 36,8 bilhões de litros de óleo diesel que consome a um custo de US$ 1,22 bilhão. A adoção de 2% ao biodiesel cria um mercado potencial de 800 milhões de litros de combustível. Com o aumento para 5%, previsto para ocorrer até 2013, estima-se que o negócio renda US$ 400 milhões.


Segundo o presidente da entidade, Nivaldo Rubens Trama, o objetivo é congregar os diversos segmentos de interesse na implantação o da indústria da nova matriz entre eles: produtores; processadoras; fabricantes de máquinas e equipamentos; universidades e instituições de pesquisa e distribuidores de derivados de petróleo.


Atualmente, a sede provisória da associação funciona em um dos prédios da Faculdades Associadas São Paulo (FASP), na capital paulista. Isso porque Trama, que é dono da Oleveg e da fábrica nacional de utilitários Matra , também dirige a FASP . Embora o site da ABiodiesel ainda esteja em fase de construção, ele já permite o cadastro de empresas interessadas em se associar.


O surgimento da ABiodiesel foi divulgado ontem durante o lançamento do segundo Congresso Internacional de Biodiesel, que será¡ promovido nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo.


Ainda durante o evento foi aprovada pela Câmara Setorial Especial de Biocombustível a articulaçãoo para a criação de um selo de qualidade para o combustível. Entre os envolvidos no projeto estão o grupo suêco SGS e a Fundação Vanzolini , especialistas em certificações.
 

Fonte: DCI - Giseli Cabrini/Guilherme Rios

 

 

BANANÃO, NÃO, DENDEZÃO

 

Lula quer ser recordado pelo Programa Nacional de Biodiesel. Duda Mendonça já decidiu usá-lo como o principal ponto da campanha eleitoral do ano que vem. Toda vez que Lula vai inaugurar alguma usina de mamona ou de dendê, no interior do país, o publicitário e sua equipe se agregam alegremente à comitiva, a fim de colher imagens para a propaganda do governo.


A última inauguração ocorreu na usina da Agropalma, em Moju, Pará. Além de Lula e Duda Mendonça, compareceram ao evento outros quatro ministros. Na ocasião, Lula declarou que o biodiesel é a melhor “resposta ao esgotamento das reservas mundiais de petróleo”. Declarou também que a mamona e o dendê serão a “redenção de nosso país”, produzindo 250.000 empregos e “muita inclusão social, sobretudo para a parte mais pobre de população”.


A declaração do presidente pode parecer redundante, considerando que, em teoria, somente os mais pobres precisariam de inclusão social. Não é o que pensa Lula. De fato, o dono da Agropalma é Aloysio Faria, o segundo homem mais rico do país. Não é só porque ele tem 3 bilhões de dólares guardados no banco que, segundo Lula, deve ser automaticamente excluído da sociedade.


Outro banqueiro que apostou no biodiesel foi Daniel Birmann. Virou o rei da mamona. Ergueu uma usina no Piauí, em parceria com o governador do Estado, o petista Wellington Dias. Ao mesmo tempo em que apóia os petistas na campanha do biodiesel, Birmann se opõe a eles na campanha do desarmamento, já que é proprietário da CBC, a maior fábrica de munições do país. Birmann sempre soube aproveitar oportunidades. No apagão de FHC, lucrou com as termelétricas.


Na era Lula, mudou de ramo e passou a lucrar com o óleo de mamona. Em março, Birmann recebeu uma multa recorde da CVM, por ter praticado irregularidades societárias. Apesar disso, poderá contar com todas as regalias oferecidas pelo governo federal aos produtores de biodiesel, como o financiamento especial do BNDES e a isenção de impostos PIS e Cofins.


Na inauguração da Agropalma, Lula apresentou alguns números. Segundo ele, “com a mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao combustível, vamos economizar 160 milhões de dólares ao ano”. O cálculo lulista é pura engabelação. Ele simplesmente ignorou todos os gastos do governo, como o financiamento dos bancos estatais, a renúncia fiscal, os 550 milhões de reais para aumentar a produção, os 100 milhões de reais distribuídos à agricultura familiar, os 8 milhões investidos em pesquisa, os 10 milhões do DNOCS.

Pior: ele ignorou também o valor que será pago aos produtores de biodiesel para comprar o combustível. Pela conta lulista, Aloysio Faria e Daniel Biormann forneceriam o biodiesel de graça. Só que não é bem assim. O biodiesel, na verdade, custa mais caro do que o diesel importado. Para se tornar viável, deverá ser subsidiado. Quem pagará por ele será o consumidor, sempre que encher o tanque. É mais um exemplo da pródiga contabilidade petista: o governo só pensa no dinheiro que arrecada, e não no que gasta.


O Brasil, com Lula, já não é mais o Bananão. Agora é o Mamonão. É o Dendezão

Fonte: Revista Veja, edição nº 1904 - Diogo Mainardi
 

 

 

2O CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL

 

1ª BIODIESELWORLD

CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO

DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO E A INDÚSTRIA DO BIODIESEL

Maior evento do mundo

 em Biodiesel
 

 

- Palestras

- Discussões

- Networking


- Exposição de Tecnologias de Produção e Uso do Biodiesel

Além de apresentar o

2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL

Local: Parque e Palácio do Anhembi
Data: 7 a 10 de Novembro de 2005
São Paulo – SP – BRASIL

· A Conferência e Exposição vão explorar o crescente interesse por biocombustíveis no mundo

· A Conferência contará com especialistas representando a indústria internacional de biocombustíveis, representantes da comunidade acadêmica e representantes de programas governamentais de biodiesel em diversos países

· A Conferência contará com a presença de especialistas na área de álcool e biodiesel como engenheiros, políticos, industriais e profissionais de marketing

· Os tópicos a serem discutidos incluem legislação energética e incentivos governamentais para biocombustíveis, construção de plantas comerciais de biodiesel, fontes de matérias primas, conversão da biomassa, comercialização do biodiesel nos mercados de commodities e muitos outros tópicos relacionados com o desenvolvimento da indústria do biodiesel

· Neste evento os participantes terão a oportunidade de observar as últimas inovações na indústria do biodiesel, além de encontrarem líderes da indústria nacional e internacional, líderes políticos e acadêmicos que estarão participando da feira

PRESS RELEASE

2005

 

GALERIA DOS CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2005

JANEIRO

FEVEREIRO

MARÇO

ABRIL

 

 

GALERIA DOS CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2004
     
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO
ABRIL MAIO JUNHO
JULHO AGOSTO SETEMBRO
OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

 

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