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28/06/2005
- O Brasil conta com um número oficial para a safra de
cana-de-açúcar. O primeiro levantamento da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) para o ano-safra 2005/06 indicou produção de 450,2
milhões de toneladas de cana, safra que é colhida entre abril e novembro
no Centro-Sul e no período de setembro a março nas regiões Norte e
Nordeste. Do total previsto, 401,3 milhões de toneladas serão destinadas à
indústria sucroalcooleira, ou seja, para a produção de açúcar ou de
álcool.
A
maior parte da cana-de-açúcar deve ser destinada para a produção de
açúcar. Serão 218,7 milhões de toneladas para esse fim, o que deve render
27,2 milhões de toneladas do produto.
A industrialização total de álcool (hidratado, anidro e neutro) demandará
182,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar da safra atual.
Com esse volume será possível produzir 17,5 bilhões de litros do
combustível, calculam técnicos da estatal. O restante, 48,7 milhões de
toneladas, será aplicado para outros fins, como a produção de cachaça,
rapadura e ração animal.
O diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Silvio Porto,
explicou que o aumento das demandas interna e externa por açúcar e álcool
levou a estatal a realizar o primeiro levantamento para safra de
cana-de-açúcar. “Precisávamos ter um número oficial”, comentou ele, ao
anunciar o resultado do primeiro levantamento.
No mercado interno, a demanda por álcool tem crescido no embalo dos carros
bicombustíveis, que funcionam com álcool ou com gasolina. Porto afirmou
que, de acordo com as montadoras, 48% dos carros que saem dos pátios das
fábricas são bicombustíveis. As perspectivas para o álcool também são
promissoras no mercado externo, resultado do Protocolo de Kyoto, que tem
por objetivo reduzir a poluição do ar. Álcool e biodiesel
são alternativas aos combustíveis tradicionais, como o petróleo,
considerados mais poluentes.
Também para o açúcar o cenário é favorável, avaliou. Porto lembrou que a
União Européia deverá reduzir os subsídios concedidos aos produtores de
açúcar, resultado da derrota sofrida pelo bloco em disputa na Organização
Mundial do Comércio (OMC).
Entre as safras 1995/96 e 2004/05, a produção de cana-de-açúcar no Brasil
cresceu 51,07%. No mesmo período, a produção de álcool aumentou 19,59%, de
12,671 bilhões de litros para 15,153 bilhões de litros. A produção de
açúcar cresceu 100,36%, de 13,235 milhões de toneladas para 26,518 milhões
de toneladas.
Agronegócios
- Novo preço auxilia em comércio
28/06/2005
Thomaz Antônio Perez da Silva Meirelles
O Plano Agrícola e Pecuário 2005/06 prevê a correção dos preços
mínimos de alguns produtos. A correção dos preços dos produtos
regionais procurou ampliar o apoio às culturas das regiões Norte e
Nordeste. A mamona em baga terá o valor reajustado em 10,8%, passando
de R$ 30,30 para R$ 33,56 (60 kg) com o objetivo de viabilizar a
produção de
biodiesel.
Para 2006, nossos principais produtos regionais terão os seguintes
preços mínimos:
* Juta/malva embonecada – tipo 2 – R$ 0,92 kg (reajuste de 8,2%)
* Castanha-do-brasil – R$ 40,00 hectolitro (reajuste de 11,1%)
* Guaraná – R$ 5,65 kg (reajuste de 13,0%)
O arroz, milho e feijão também tiveram os preços alterados. O plano
estabelece a realização de zoneamento agrícola para as culturas de
banana, café, caju, cevada, mamona, mandioca e uva. Espero,
sinceramente, que o Amazonas esteja incluído no roteiro do zoneamento
para a banana e mandioca.
Agricultura empresarial tem R$ 44,35 bi para gastar neste ano
O ministro Roberto Rodrigues anunciou que será disponibilizado R$
44,35 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2005/2006. Somando-se
aos R$ 9 bilhões destinados à agricultura familiar, o governo Lula
está direcionando R$ 53,35 bilhões para o financiamento, custeio e
comercialização da safra 05/06.
O referido plano prevê ajustes pontuais em alguns programas do BNDES,
relacionados aos limites de financiamento e itens financiáveis, com
destaque para:
Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e
Implementos Associados e Colheitadeiras): elevação do limite de
crédito de 80% para 90% do valor do bem, para produtor com renda
agropecuária bruta anual superior a R$ 150 mil; manutenção do limite
de 100% do valor do bem para produtor com renda agropecuária bruta
anual inferior a R$ 150 mil;
Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de
Valor à Produção Agropecuária): elevação do limite de R$ 20 milhões
para R$ 35 milhões e manutenção da possibilidade de adicional de 100%
para investimentos em outras unidades da federação ou no âmbito de
cooperativas centrais; inclusão de projetos de adequação ambiental
ainda não enquadrados, de adequação sanitária e de industrialização de
cachaça;
Propflora (Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas):
inclusão de despesas de mão-de-obra, compatíveis com custos regionais,
como item financiável, e inclusão de projetos de produção de madeira
destinada à queima no processo de secagem de produtos agrícolas;
Modeagro (Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de
Recursos Naturais): inclusão de projetos de adequação ambiental de
propriedades rurais aos itens já financiáveis;
Prodeagro (Programa de Desenvolvimento do Agronegócio): inclusão de
projetos relacionados à agregação de valor na produção de flores e
aqüicultura;
Prodefruta (Programa de Desenvolvimento da Fruticultura): apoio ao
desenvolvimento da fruticultura brasileira, especialmente no âmbito do
Programa de Produção Integrada de Frutas – PIF Brasil; e Finame
Agrícola Especial - inclusão de manutenção ou recuperação de tratores
agrícolas e aquisição de aviões de uso agrícola como itens
financiáveis.
Outros destaques
A Semaf e Fepesca inauguraram, na última sexta-feira, o ponto único
para desembarque, comercialização e distribuição de pescado,
localizado na orla fluvial do porto da Panair, cujas atividades serão
desenvolvidas na madrugada. Em discurso, o prefeito Serafim afirmou
que a implantação do terminal pesqueiro, prevista para iniciar neste
ano, resolverá todos os demais problemas da cadeia produtiva do
pescado. Se o pescado regional não for amparado por uma política
pública federal de comercialização, mesmo com o terminal pesqueiro,
alguns problemas persistirão.
Deputado Luiz Castro solicitou do ministro da Agricultura e presidente
da Conab a realização do comodato dos armazéns convencionais,
localizados no Distrito Industrial, com o governo do Estado. Lembro
que, esta reivindicação, ele já havia feito quando estava na Sepror. A
iniciativa do deputado merece elogios, entretanto, acredito, que o
governo federal já concretizou a inaceitável venda do imóvel à
iniciativa privada.
A comunidade Cueiras do Tarumã-Açu foi beneficiada com o curso de
avicultura “Criação de galinhas caipiras” promovido pela Secretaria
Municipal do Trabalho Emprego e Renda, dirigida pelos amigos Praia e
Milson Paschoalino. Sugiro à Semtra que comunique aos novos criadores
de aves que, a Conab, nos próximos dias, estará reiniciando a venda de
milho em grãos para o preparo da ração.
Dedico, esta coluna, à minha querida e inesquecível Vó Deolinda,
também chamada carinhosamente de “Queixo”. Saudades do bife acebolado,
cocada e das suas rebeldias (normal aos 92 anos de idade). Não podemos
ser egoístas, Deus também merece sua companhia. Até um dia.
Esta coluna é publicada às terças-feiras e é elaborada sob a
coordenação do administrador e técnico da Conab Thomaz Meirelles
Recursos
do Pronaf financiam lavoura de matéria-prima para o biodiesel
28/06/2005
-
Rosamélia de Abreu Repórter da Voz do Brasil
Brasília - Mais de 50 mil famílias de agricultores familiares poderão
aumentar sua renda trabalhando com lavouras destinadas à produção de
biodiesel.
Atualmente, de acordo com o coordenador do Programa de Biodiesel do
Ministério do Desenvolvimento Agrário, Arnoldo de Campos, 17 mil
famílias estão plantando dendê, girassol, mamona e soja para a produção
de biodiesel.
Segundo o coordenador do Programa do Biodiesel, o Programa Nacional de
Agricultura Familiar (Pronaf) dispõe de R$ 100 milhões em créditos para
esses produtores. "O agricultor terá acesso a uma nova linha de crédito
para iniciar a cultura de oleaginosas, sem comprometer as lavouras que
já trabalha, com milho, arroz ou feijão. O novo empréstimo não
comprometerá os recursos que o produtor já vem pedindo para suas
culturas tradicionais. É mais uma linha de financiamento". O limite de
crédito e as condições do financiamento vão seguir as mesmas regras do
Pronaf.
Arnoldo de Campos alerta que, antes de decidir fazer parte da cadeia
produtiva do
biodiesel, é preciso haver
integração entre o agricultor e a indústria que vai comprar o produto
para transformá-lo em
biodiesel.
"Isoladamente, o agricultor não deve plantar mamona, dendê, girassol e
soja sem já ter um comprador negociado pela sua cooperativa, associação
ou federação. É preciso que ele tenha segurança de que vai plantar, vai
colher e vai vender o produto por um bom preço para aumentar a sua
renda".
FETAG-PI
realiza seminário
28/06/2005
-Toda
a diretoria da FETAG-PI estará reunida de terça a quinta-feira (28 a
30 de junho), no Centro Socopinho, na estrada para União, para o
Conselho Deliberativo da Federação. Dois representantes de cada
sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais filiados à FETAG-PI
devem participar do conselho.
Também foram convidados dois diretores da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). O Conselho Deliberativo da
FETAG-PI é realizado duas vezes ao ano, sempre nos meses de junho e
dezembro. A intenção é avaliar toda a atividade da Federação e
planejar metas.
A partir de terça-feira, os participantes do conselho acompanham a
prestação de contas do ano de 2004, discutem as atividades realizadas
pela Federação nos últimos seis meses, debatem sobre plano de trabalho
da FETAG-PI e aprovam o regimento interno do 4º Congresso Estadual de
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, que acontece em fevereiro de
2006.
Outro importante tema a ser tratado é a preparação do Grito da Terra
Piauí, que vai acontecer nos dias 27 e 28 de julho. O objetivo dessa
manifestação de trabalhadores e trabalhadoras rurais é levar às ruas
de Teresina mais de 2 mil agricultores.
Além dessas atividades do âmbito interno da FETAG-PI, os sindicalistas
fazem uma análise conjuntural da situação vivida pelos agricultores
familiares.
Entre os principais temas a serem discutidos está o plantio de mamona
no Estado para produção do
biodiesel.
As reuniões já tiveram início no final de semana com a Comissão
Estadual de Mulheres e a Comissão Estadual de Jovens. A abertura
oficial do Conselho Deliberativo será 9h de terça-feira.
Biodiesel
ganha linha especial de financiamento
28/06/2005 - O
governo federal criou um estímulo especial para as lavouras de
oleaginosas e de mamona destinadas à produção de
biodiesel.
Com o Plano Safra 2005-2006, o agricultor familiar poderá solicitar um
novo empréstimo, específico para a produção de oleaginosas, independente
do montante utilizado na safra de verão precedente. A expectativa é que
sejam fechados 50 mil contratos do Pronaf para a produção de biodiesel
no período, o que representará a liberação de cerca de R$ 100 milhões.
O coordenador do Programa de Biodiesel do Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA), Arnoldo de Campos, disse que a principal característica
da linha é possibilitar que o trabalhador rural tenha uma atividade
adicional, sem deixar de atuar no plantio de milho, arroz e feijão.
Atualmente, 20 mil famílias fazem parte da cadeia produtiva do
biodiesel,
sendo 16 mil deles vivem na região Nordeste do País. “Esta nova linha
vai viabilizar a cultura da safrinha. Os agricultores manterão suas
produções de milho e mandioca. Já na safrinha, farão o plantio de
oleaginosas”, explicou Campos.
Projetos
do Nordeste são prioridades para Lula
28/06/2005- Transposição, duplicação da BR-101 e Transnordestina são anunciadas
para o 2º semestre deste ano
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem a lista de
prioridades do seu Governo para o próximo semestre. Entre as obras
consideradas prioritárias três estão no Nordeste: a transposição de
águas do São Francisco, a duplicação da BR-101 e a Transnordestina. De
acordo com o presidente, a licitação para as obras de transposição das
águas do rio São Francisco deverá sair agora em julho. O projeto
representa um investimento de quase R$ 4 bilhões, devendo "matar a
sede de 12 milhões de famílias que hoje vivem no semi-árido
nordestino", principalmente entre Ceará, Rio Grande do Norte,
Pernambuco e Paraíba.
Lula destacou a região Nordeste como prioridade a integração das
bacias do São Francisco. De acordo com o presidente, o investimento é
de quase R$ 4 bilhões. "Uma coisa extremamente importante é que nós
fizemos um decreto desapropriando dois quilômetros e meio ao longo de
duas margens do canal. Dá aproximadamente 350 mil hectares de terra
para que a gente faça projetos de assentamentos para a agricultura
familiar, para que essas pessoas possam produzir e viver
dignamente",explicou o presidente.
O presidente também destacou como prioridades as construções da
Transnordestina, ferrovia que ligará os nove estados do Nordeste aos
portos de Pecém (CE) e Suape (PE), e a rodovia BR 101 Nordeste, que
integrará a região e promoverá o turismo. De acordo com Lula, a
licitação do projeto da rodovia deverá ocorrer em setembro, e o início
das obras no mês seguinte.
“Uma coisa extremamente importante é que nós fizemos um decreto
desapropriando dois quilômetros e meio ao longo de toda a margem do
canal, nas duas margens do canal. Dá aproximadamente 350 mil hectares
de terra para que a gente faça projetos de assentamentos para a
agricultura familiar, para que essas pessoas possam produzir e viver
dignamente", acrescenta.
Biodiesel
Outro projeto é a produção de
biodiesel
na região, óleo combustível alternativo que tem como matéria-prima a
mamona, a soja, o dendê, o nabo forrageiro e outras. Lula destacou as
vantagens do combustível alternativo: pode diminuir a poluição causada
pelo óleo diesel, ao ser usado como aditivo, pode ser usado em carros
e tratores, é renovável e permitirá reduzir a dependência do país em
relação ao petróleo.
"À medida que a gente começa a produzir
biodiesel
e colocar um percentual no óleo diesel, como nós colocamos hoje o
álcool na gasolina, o que é que vai acontecer? Nós vamos precisar
importar menos petróleo, significa que nós vamos reter dinheiro aqui
no Brasil e vamos poder fazer outros projetos para desenvolver o
Brasil", explicou.
Bicombustível
No final de 2004, o governo federal permitiu a mistura de 2% do
biocombustível, o que deve proporcionar uma economia anual de US$ 160
milhões com a importação de diesel, segundo o Ministério de Minas e
Energia. O presidente lembrou que o
biodiesel
vai marcar a história do Brasil como o Proálcool (programa que
incentivou a produção de álcool da cana-de açúcar, lançado na década
de 70) e que o país tem condições de ser o maior produtor do
combustível alternativo. Uma das metas de Lula é vender o biodiesel
para outros países, como o Japão.
Licitação sai em 14 de julho
A licitação da obra do Programa de Integração do São Francisco deve
oferecer 14 lotes simultâneos para as empresas ou consórcios que se
formarem para participar da construção. A informação é do ministro da
Integração Nacional, Ciro Gomes. Ele disse que os interessados em
participar devem retirar, no ministério, o edital para a obra, que vai
contar com estações elevatórias e dois canais. Juntos eles somam 720
quilômetros.
“Vão ganhar quaisquer que sejam aquelas empresas ou consórcios que
oferecerem o menor preço com a segurança de que têm condição, boa
técnica para executar a obra”, adiantou. O ministro informou que
esse processo será concluído no dia 14 de julho e que o custo da obra
será de R$ 4,5 bilhões.
Ciro Gomes estima que o governo vai investir ainda mais R$ 5 bilhões
na realização do Projeto de Revitalização do São Francisco, que já
está sendo executado.
Lula
diz que licitação das obras do São Francisco sai em julho
27/06/2005
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta
segunda-feira, durante o programa de rádio "Café com o Presidente",
transmitido pela Radiobrás, que a licitação das obras de transposição
das águas do rio São Francisco sairá em julho, representando um
investimento de cerca de R$ 4 bilhões.
Segundo Lula, o projeto vai matar a sede de 12 milhões de famílias que
vivem no semi-árido nordestino, principalmente no Ceará, Rio Grande do
Norte, Pernambuco e Paraíba. "Uma coisa extremamente importante é
que nós fizemos um decreto desapropriando dois quilômetros e meio ao
longo de toda a margem do canal, nas duas margens do canal. Dá,
aproximadamente, 350 mil hectares de terra para que a gente faça
projetos de assentamentos para a agricultura familiar, para que essas
pessoas possam produzir e viver dignamente."
Outro projeto citado por Lula é a produção de
biodiesel
na região, óleo combustível alternativo que tem como matéria-prima a
mamona, a soja, o dendê, o nabo forrageiro. O presidente ainda
destacou as vantagens do combustível alternativo: "pode diminuir a
poluição causada pelo óleo diesel, ao ser usado como aditivo, pode ser
usado em carros e tratores, é renovável e permitirá reduzir a
dependência do país em relação ao petróleo".
"À medida que a gente começa a produzir
biodiesel
e colocar um percentual no óleo diesel, como nós colocamos hoje o
álcool na gasolina, o que é que vai acontecer? Nós vamos precisar
importar menos petróleo, significa que nós vamos reter dinheiro aqui
no Brasil e vamos poder fazer outros projetos para desenvolver o
Brasil", explicou Lula.
No final de 2004, o governo federal permitiu a mistura de 2% do
biocombustível, o que deve proporcionar uma economia anual de US$ 160
milhões com a importação de diesel, segundo o Ministério de Minas e
Energia. O presidente lembrou que o
biodiesel
vai marcar a história do Brasil como o Proálcool (Programa Nacional do
Álcool) e que o país tem condições de ser o maior produtor de
combustível alternativo. Uma das metas de Lula é vender
biodiesel
para outros países, como o Japão.
O presidente também citou as construções da Transnordestina, ferrovia
que ligará os nove Estados do Nordeste aos portos de Pecém (CE) e
Suape (PE), e a rodovia BR-101 Nordeste, que integrará a região e
promoverá o turismo. De acordo com Lula, a licitação do projeto da
rodovia deverá ocorrer em setembro, e o início das obras no mês
seguinte.
Estradas
O presidente Lula disse ainda que o governo está investindo R$ 3,8
bilhões na recuperação das estradas do país. Muitas obras, segundo
ele, devem começar entre julho e setembro, entre elas a duplicação da
BR-101 Sul, no trecho entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina,
conhecida como a estrada de integração do Mercosul.
Para Lula, a melhoria na estrada vai aumentar a capacidade de
exportação e importação do país, além de estimular o turismo na
região. "Eu penso que o Brasil, com as estradas novas que estamos
fazendo, com as estradas que estamos recuperando, certamente o Brasil
vai ter um ganho. Vai perder menos produtos, vai demorar menos tempo
para que a gente embarque os nossos produtos. Isso vai facilitar a
vida do Brasil."
O presidente mencionou ainda a inauguração da duplicação, em julho, da
Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte. "Nós vamos
inaugurar a BR-116, que liga todo o sul do país a São Paulo, e vai
ficar apenas a Serra do Cafezal, que vai ser feita pela empresa que
ganhar a concessão."
Licuri
- Ouro verde do semi-árido
27/06/2005
- Trabalho de pesquisa mostra a importância do licuri no combate à
fome, na melhoria da qualidade de vida do trabalhador rural e na sua
conscientização sobre planejamento rural e incentivo ao agronegócio
ARI DONATO
O óleo agridoce que escorre da polpa e da fibra do licuri é tão saboroso
quanto a amêndoa – ou popularmente coquinho –, vendida em forma de
rosário nas feiras livres do Nordeste, de Pernambuco até o sul da Bahia,
e igualmente rico em cálcio, magnésio, cobre e zinco. Saborosos e
nutritivos também são os produtos alimentícios desenvolvidos a partir da
polpa e da amêndoa do licuri, em forma de conserva, barra de cereais e
farinha, experimentados dia 17 passado, durante uma feira pela passagem
do Dia do Químico, no Centro Federal de Educação Tecnológica na Bahia (Cefet/BA),
em Salvador.
Os alimentos, consumidos avidamente pelos que foram à feira, são o
resultado de dois anos de estudos do Grupo de Pesquisa e Produção em
Química do Cefet/BA sobre o potencial do licuri e sua utilização no
preparo de alimentos para a merenda escolar. Da família das palmáceas
(Cocos coronata), de drupas – fruto carnoso provido de um núcleo muito
duro – comestíveis, cuja medula fornece fécula e a semente, óleo, é uma
planta nativa do Brasil, conhecida também por ouricuri, aricuri, nicuri
e alicuri.
A escolha do vocábulo licuri para nomear o trabalho de pesquisa foi
justificada pela professora Djane Santiago de Jesus, uma das
químicas responsáveis pelo estudo, por traduzir o falar da maioria das
pessoas entrevistadas em Salvador (no bairro de Cajazeiras) e Jequié
(região de semi-árido). “Nosso propósito é mostrar o valor nutricional
já comprovado do licuri e, em paralelo, o peso econômico que pode ter
para o Estado”, resumiu a professora, que coordena o setor de
pós-graduação e pesquisa do Cefet/BA.
Os estudos de pesquisa em torno do valor do licuri começaram em 2003,
contando com participação da também química Núbia Moura Ribeiro, do
Cefet/RJ, e da professora Mirtânia Leão, tendo recebido aval do
Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e financiamento do
Centro Nacional de Pesquisa (CNPq). Na proposta, o grupo de trabalho do
Cefet/BA indicou o uso do licuri no enriquecimento da merenda escolar e
na produção de biodiesel,
uma proposta, dizem as professoras, que despertou o interesse da
Petrobras.
“O retorno social é muito grande, pois, enquanto se estimula o
consumo do licuri, que é rico em nutrientes, amplia-se o mercado, com a
sistematização da produção, atualmente desmotivada”, argumentou a
professora Mirtânia Leão, acrescentando que, apesar do potencial
nutritivo e oleaginoso do licuri, a planta tem sido pouco explorada
comercialmente. “Para suprir essa lacuna, o Cefet/BA está
desenvolvendo este programa de valorização da planta”, destacou.
Após estudos e pesquisas de campo em Salvador e Jequié, o grupo conclui
que os preços baixos inviabilizam a comercialização do licuri e sugere a
proteção do ecossistema da exploração indevida, por meio da
conscientização da população sobre o potencial desse recurso vegetal.
“Um quilo de amêndoas custa no máximo R$ 1 e, quando vendido em feiras
populares, muitas vezes, o lucro é usado na compra de alimentos de valor
nutritivo mais baixo”, citam.
Na visão das pesquisadoras, o uso sistematizado do licuri vai contribuir
para o combate à fome, melhoria da qualidade de vida do trabalhador
rural e sua conscientização sobre planejamento rural e incentivo ao
agronegócio. Nesta linha, elas desenvolveram projetos para a utilização
do licuri em conserva e na forma de barra de cereais e estudam a
elaboração de farinha da polpa, geléia, iogurte, sorvete e cocada e,
também, no setor dos cosméticos. “Nós mostramos o que se pode produzir
com esta palmeira e esperamos que setores específicos da sociedade dêem
amplitude a este trabalho”, diz a professora Djane.
TAMBÉM EM MESTRADO – Uma análise feita pelo Grupo de Pesquisa e Produção
em Química do Centro Federal de Educação Tecnológica na Bahia mostra que
na polpa do licuri estão os minerais cálcio, magnésio, cobre e zinco e,
na amêndoa, cálcio, magnésio, cobre, zinco, ferro, manganês e selênio.
Segundo registro da Revista Brasileira de Botânica, essas substâncias
químicas estão em cerca de 4,5% da polpa e, na amêndoa, 50% da
constituição é de óleo. “É um forte elemento no combate à fome”,
ressalta a professora Mirtânia Leão.
A planta tem o nome científico Syagrus coronata (Martius) Beccari e
chega a medir de 7 a 11 metros de altura e 25 centímetros de diâmetro.
Os cachos de licuri têm em média 1.357 frutos e a polpa e amêndoas podem
ser consumidas in natura. Delas também é extraído um óleo usado em
culinária e, além da polpa e da amêndoa do fruto, o licuri gera cera das
folhas. As fibras e a casca dos frutos podem ser aproveitadas como fonte
energética, como suporte para despoluição de efluentes e para trabalhos
artesanais.
O trabalho das pesquisadoras do Cefet/BA mostra que esta palmeira
suporta as secas prolongadas, conseguindo florescer e frutificar por um
longo período do ano, atraindo e segurando o homem em regiões inóspitas.
“Entretanto, a falta de políticas agrícolas e de informação da
população do semi-árido tem levado ao declínio da cultura do licuri”,
concluem. Este potencial do licuri está sendo mostrado em dissertação de
mestrado, desenvolvida por Francisco José Brito Duarte, no
programa de pós-graduação em Química da Universidade Federal da Bahia,
sob orientação da professora Djane Santiago de Jesus.
Problemas
do biodiesel
27/06/2005É preciso discutir a concessão de isenção fiscal temporária para
grandes produtores
Há
tantos programas e projetos lançados, mas está na hora de saber em que
estágio se encontra o do biodiesel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou muita confiança quando
lançou o Programa Nacional do Biodiesel, no ano passado, para
industrialização de plantas oleaginosas. É o tipo de produto que sobra
no País, a começar de sementes de girassol, mamona, soja, palma e outras
espécies típicas de muitos estados brasileiros. A meta traçada prevê que
o biodisel (2% adicionados ao óleo diesel) seja vendido em todos os
postos de abastecimento de combustíveis no País, dentro de três anos.
O governo promete crédito e assistência técnica a micros e pequenos
agricultores inscritos no Programa Nacional de Agricultura Nacional (Pronaf)
– uma das principais apostas do governo petista –, além da desoneração
fiscal do biodiesel
produzido pelos pequenos plantadores. Muitos empresários, na ocasião do
lançamento do programa,embora elogiando o alto sentido social da
proposta, argumentaram que o programa pouco tinha para ser vitorioso.
Primeira indagação: como absorver a produção de mamona, girassol, soja,
palma e castanhas oleaginosas plantadas em dezenas de milhares de
propriedades espalhadas pelo território nacional? Qual seria a
sistemática para a recepção, armazenagem, seleção, ensacamento,
distribuição de centenas de milhares de toneladas e logística de
transporte?
Outra questão é a localização das usinas. Minas saiu à frente e dispõe
de pequenas fábricas, em diferentes regiões do Estado: Cássia
(Sudoeste), Varginha (Sul), Itatiaiçu (Central), Iguatama (Centro-Oeste)
e Barbacena (Central). Mas a maior unidade do Brasil será implantada no
Vale do Jequitinhonha, com inauguração prevista para 2008, faltando
definir apenas o município em que vai ser construída. Ao mesmo tempo,
ainda não se sabe se a tecnologia usada para a soja, por exemplo, serve
também para o girassol e outras sementes e plantas. O
engenheiro-agrônomo Afonso Lopes, da Universidade Estadual de São Paulo
(Unesp), considera difícil obter o produto básico de pequenas glebas que
não usem sistemas mecanizados de preparo da terra, plantio e colheita.
Por sua vez, o coordenador do Programa Biodiesel, Miguel Dabdoud (SP),
não demonstra otimismo, dizendo que muita gente está empolgada, mas,
quando faz as contas, acaba desistindo de investir no programa. É
preciso discutir a concessão de isenção fiscal temporária para grandes
produtores.
Biocombustíveis
diminuíriam a dependência do petróleo
27/06/2005
PARIS - O desenvolvimento dos biocombustíveis é positivo para os países da
Agência Internacional de Energia (AIE) já que contribui para diminuir sua
dependência do petróleo, mas também para os países do Sul, que são os principais
produtores e onde podem ter usos domésticos e agrícolas. "O uso de
biocombustíveis líquidos, como o etanol e o
biodiesel no setor
do transporte de todos os países pode reduzir a dependência do petróleo" e, em
muitos países do Sul, poderia ser utilizada "para cozinhar e para ser aplicada
nas necessidades agrícolas", indica a AIE em comunicado.
Essas são algumas das conclusões de um seminário realizado nesta agência
vinculada à OCDE que reúne os principais consumidores de energia e que foi
patrocinado pela Fundação das Nações Unidas e pelo governo brasileiro. Os
participantes, entre os quais havia seis ministros, vários embaixadores,
empresários e especialistas em biocombustíveis, ressaltaram os avanços
tecnológicos que lhes dão grandes potencialidades. Aludiram ao fato de que
muitos países estão contemplando a possibilidade de elevar acima do objetivo
inicial de 10% de biocombustíveis a mistura utilizada nos combustíveis.
"Este nível é considerado um bom objetivo a curto prazo, porque requer poucas
mudanças na distribuição do combustível ou nos motores dos carros", afirma a
AIE. No horizonte de 2025, o etanol poderia substituir 25% da gasolina utilizada
como combustível, de modo que em certos países isso permitiria substituir as
importações de petróleo.
O diretor executivo adjunto da AIE, William Ramsay, disse que os participantes
do seminário tinham detectado "um número destacável de novas políticas para
ampliar a produção de biocombustíveis para ser usado em países em
desenvolvimento e industrializados".
Ramsay também fez referência a "um grande número de novos investimentos tanto
na produção como no desenvolvimento de novas tecnologias de biocombustíveis". De
acordo com este responsável pela agência, os biocombustíveis representam "uma
oportunidade única" de desenvolver a cooperação entre países do Sul e entre
estes e os países do Norte. (EFE)
ANP negocia projetos com a Gazprom
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) negociará com o consórcio estatal russo
Gazprom possíveis projetos de cooperação energética e de participação russa em
licitações brasileiras no setor. O anúncio foi feito pela Embaixada do Brasil em
comunicado sobre a atual visita à Rússia de uma missão parlamentar e comercial
brasileira, da qual faz parte o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima.
Durante a visita, que vai até o dia 29, vão se reunir empresários brasileiros
com diretores de companhias russas dedicadas ao processamento de combustíveis. O
comunicado destaca que o Brasil ocupa o quinto lugar na América Latina, após
Venezuela, Bolívia, Trinidad e Tobago e Argentina, de reservas provadas de gás
natural, que, no caso brasileiro, somam 450 bilhões de metros cúbicos. O Brasil
consome anualmente cerca de 14 bilhões de metros cúbicos de gás, dos quais
importa da Bolívia 5 bilhões e outros 340 milhões da Argentina.
Em junho de 2003, o governo brasileiro iniciou um projeto de desenvolvimento das
infra-estruturas de transporte de gás para abastecer com esse combustível,
inclusive importado, as regiões Sudeste e Nordeste. Em particular, o governo
estuda a possibilidade de liquefação do gás natural extraído no trecho superior
do Amazonas para transportá-lo pelo rio em navios cisterna.
Além de Moscou, os empresários brasileiros visitarão São Petersburgo e a cidade
siberiana de Krasnoyarsk para manter contatos e se adaptarem à experiência e às
tecnologias russas de processamento de hidrocarbonetos, construção de navios,
agricultura e proteção do meio ambiente.
Segundo estimativas da Câmara de Comércio Russo-brasileira, os contratos que
serão negociados durante esta visita dos empresários e parlamentares brasileiros
à Rússia podem elevar o comércio bilateral em US$ 1 bilhão nos próximos três
anos. (EFE)
Alta
do petróleo é oportunidade, diz BC
27/06/2005 - DA
ENVIADA ESPECIAL A BASILéIA
A avaliação dos presidentes de bancos centrais reunidos em Basiléia é que os
preços do petróleo devam permanecer em nível elevado pelos próximos dois ou três
anos. Para o presidente do BC, Henrique Meirelles, essa tendência representa
para o Brasil uma oportunidade de investir em fontes alternativas de energia. "Isso representa para o Brasil uma oportunidade histórica, que é exatamente a
oportunidade de investir mais ainda, de uma forma consistente, na energia
renovável, seja o álcool, seja o
biodiesel ou mesmo a hidrelétrica",
afirmou Meirelles.
Argentina
O presidente do BC argentino, Martín Redrado, ao ser questionado sobre
reportagem do diário "Clarín" segundo a qual o FMI teria pedido ao governo do
país que aceite flexibilidade maior no câmbio -crítica à compra de dólares, que
estimularia a inflação-, respondeu: "Se o FMI tem um problema com isso, eles
estão equivocados. Os dólares que estamos comprando estão sendo completamente
esterilizados pela emissão de notas e títulos".
Agricultora
resolve investir na flor
24/06/2005
- Dirceu
Portugal-
Campo
Mourão – Depois de prever prejuízos nas culturas de aveia, trigo, triticale e
milho, tradicionais para a época, a agricultora Ligia Lílian Peri resolveu
investir em uma cultura diferente em Juranda, região centro-oeste do estado. Ela
ocupou 13 alqueires da propriedade com girassol, e pretende destinar a produção
para a indústria de biodiesel
e cooperativas da região, interessadas na planta para a produção de óleo
comestível. “É um ramo novo e promissor, que tem um custo muito baixo
comparado com as tradicionais culturas”, afirma Peri. Segundo ela, por ser
uma inovação na agricultura da região, ainda é tempo de descobrir mercado.
“Estamos avaliando o mercado interessado para investir mais na próxima safra.”
Além de ser resistente às intempéries, a cultura do girassol requer menor
investimento no plantio e pode ser colhida com o mesmo maquinário utilizado na
colheita da soja. Segundo o técnico agrícola José Nilton Lemes dos Santos,
o desenvolvimento do girassol é rápido – leva de 100 a 110 dias – , ajuda a
melhorar a estruturação do solo, e a palhada (restos de colheita) ainda
fortalece o desenvolvimento da cultura de milho. “Há relatos de agricultores
que plantaram milho após colher o girassol e tiveram uma excelente produção”.
O técnico afirma que, com as constantes perdas e o preço baixo da saca das
culturas tradicionais, a tendência é o agricultor apostar no girassol. “É um
ramo novo com investimento menor, que está incentivando o agricultor.” Ele
explica que, para cada alqueire de girassol plantado são lançados ao solo em
média 10 quilos de semente, a um custo de R$ 3 o quilo. No plantio de aveia, são
necessários 120 quilos de semente a um custo de R$ 0,50 o quilo. “A diferença
de custo de produção é muito alta”, avalia.
Segundo Santos, o girassol tem a sua importância na produção de grãos, na
rotação de culturas, no sistema convencional ou plantio direto, e na integração
lavoura-pecuária. “É uma cultura de fácil adaptabilidade a diferentes regiões e
sem grandes investimentos”, finaliza.
FCStone abre primeira filial no País
24/06/2005 - Márcio Rodrigues
De olho no potencial do agronegócio brasileiro, noticiado ontem pela
imprensa internacional, o grupo norte-americano FCStone Consultoria em
Futuros e Commodities Ltda . acaba de inaugurar sua primeira filial em
território verde-e-amarelo. O escritório, localizado em Campinas (SP),
atende hoje a 30 clientes. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos há
mais de 3 mil clientes e mais de 300 em outros países.
Segundo o presidente da FCStone, Curtis R Goulding, no futuro o Brasil
deve representar uma fatia importante nos negócios da norte-americana. A
empresa, especialista em consultoria de gerenciamento de risco nos mais
diversos mercados de commodities agrícolas, está voltada hoje no Brasil
aos segmentos de soja, milho, trigo e algodão. Mas o filão do momento
está no chamado mercado de combustíveis limpos, como o etanol (álcool
derivado da cana-de-açúcar) e o
biodiesel, além do próprio açúcar.
“O segmento do biodiesel
avança bastante no conhecimento para produzir a matéria-prima e para
transformá-la no produto final. No entanto, a questão da comercialização
ainda é uma incógnita’”, afirma Goulding.
O grupo empresarial atua há mais de 25 anos nos Estados Unidos e na
América Latina. Com uma equipe de 425 funcionários, o FCStone conta com
20 escritórios instalados em várias partes do mundo.
Com vistas em iniciar o trabalho na área de combustíveis limpos,
diretores da empresa estiveram reunidos nesta terça-feira com o
secretário do Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Roberto
Cabral, e o secretário executivo da Indústria do Comércio, Fabrício
Oliveira. “Levamos uma proposta de trabalho ao governo da Paraíba.
Queremos participar, junto aos investidores do setor de biodiesel
e ao próprio governo, dos programas voltados para o segmento, no estado.
A idéia é participar do processo desde o início, a fim de criar uma base
de conhecimento sólida para esse nicho, minimizando os riscos e
utilizando-a nas estratégias e formas de comercialização”, explica
Goulding.
Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel (ABIOdiesel)
, Nivaldo Rubens Trama, ainda serão necessários cerca de dois
anos para iniciar a comercialização de
biodiesel no
Brasil. “Esse é o tempo necessário para obtermos volume para
negociar. De qualquer forma, uma empresa norte-americana que tenha
conhecimentos sobre os processos de comercialização de commodities é
muito bem-vinda e pode ajudar os empresários que têm interesse nesse
negócio.”
Segundo dados da associação, já existem hoje oito projetos em
andamento — envolvendo as empresas Ecológica Mato Grosso Indústria e
Comércio Ltda. (Ecomat), Ceralit , Adequim , Biolix , AgroDiesel ,
Fusermann Biodiesel , Petroquímica Capital (Petrocap) e Brasil Ecodiesel
— que prevêem a produção de 444 milhões de litros do “combustível
limpo”. Apesar de todos esses projetos, segundo a direção da
ABIOdiesel, somando-se a capacidade de produção plena dos oito projetos
à das duas usinas já em operação — SoyMinas e Agropalma — o volume
totalizaria cerca de 450 milhões de litros. Ou seja, atenderia apenas
56% da necessidade do País. A adoção obrigatória da mistura de 2% do
biodiesel
a partir de 2008 gerará uma demanda potencial de 800 milhões de litros.
Para o consultor de administração de risco da FCStone, Eber Cardoso, o
Brasil é a menina-dos-olhos da agricultura, atualmente. “Atuamos há
quatro anos no Brasil, mas, diante das intenções da empresa de ampliar a
participação nesse mercado, houve a necessidade de implantar uma filial
aqui.”
Segundo o consultor, a idéia do trabalho prestado pela empresa é
minimizar os riscos e maximizar os ganhos de seus clientes. “O
contratante nos paga uma mensalidade e, caso entenda que o resultado do
nosso trabalho não está atendendo às expectativas, pode suspender o
trabalho no momento em que o desejar. Além disso, ganhamos uma
porcentagem sobre a corretagem que exercemos”. Cardoso não revelou
valores, mas garante que os preços são acessíveis e compensatórios.
Ainda de acordo com o consultor, atualmente a FCStone é a terceira maior
operadora de bolsas, excluindo as instituições financeiras, nos Estados
Unidos, e a quinta maior do mundo.
Alberto
pede a Lula que ‘toque o Brasil’
23/06/2005O
senador Alberto Silva (PMDB-PI) pediu da tribuna ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva que “toque o Brasil”, porque o mais
importante para os brasileiros é a criação de empregos. Para ele, é
triste ler a recente pesquisa que mostrou 50 milhões de pessoas que
vivem com menos de meio salário mínimo por mês no país.
“Presidente,
pelo amor de Deus, assuma o comando e toque o país para frente. Quando
as CPIs (comissões parlamentares de inquérito) terminarem, os culpados
serão punidos e Vossa Excelência terá o reconhecimento público dos
brasileiros”, afirmou.
Alberto Silva disse ter tido “boa impressão” da ministra Dilma Rousseff,
que assumiu a Casa Civil no lugar de José Dirceu. Ele propôs à ministra
que “tire das gavetas” dois projetos que poderão gerar emprego, os quais
ele vem defendendo - a produção de
biodiesel em pequenas áreas das
regiões Norte e Nordeste e a recuperação de 40 mil quilômetros de
rodovias em 18 meses. Ponderou que a economia com diesel, os estragos de
caminhões e as perdas de grãos compensarão os gastos da recuperação.
O
novo ciclo da cana-de-açúcar
23/06/2005
Na mente do brasileiro, a produção de
cana-de-açúcar sempre esteve associada a dois estereótipos. Primeiro, ao
senhor-de-engenho, personagem que -- da época das capitanias
hereditárias às gravuras de Jean Baptiste Debret ou às páginas de José
Lins do Rego -- extraía um poder político quase ilimitado da riqueza dos
canaviais. Segundo, em tempos mais recentes, ao coronel usineiro --
figura associada aos escândalos de corrupção, à promiscuidade com o
Estado e ao primado da força das armas sobre a razão econômica. Pois a
realidade atual não poderia estar mais distante desses estereótipos.
O aumento do consumo de açúcar e de álcool no mundo está transformando o
setor canavieiro no mais promissor negócio da agroindústria brasileira.
Desde a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool, em 1990, a mão
pesada do Estado foi substituída pela lei do mercado. Com isso, uma nova
geração de produtores de cana aposentou o conchavo político como meio de
subsistência e passou a encarar o negócio com uma visão profissional. O
resultado é uma verdadeira revolução no mundo da cana.
As dimensões dessa transformação são superlativas. De 2000 para cá, as
exportações brasileiras cresceram de 258 milhões de litros de álcool
para 2,4 bilhões, e as receitas, de 33 milhões de dólares para quase
meio bilhão por ano. O açúcar brasileiro já movimenta 70% dos contratos
na bolsa de mercadorias de Nova York. E esses números ainda devem
crescer. Um levantamento da consultoria MB Associados mostra que, nos
próximos dez anos, as exportações de álcool podem alcançar 6,9 bilhões
de litros -- quase o triplo do total embarcado no ano passado. As de
açúcar têm potencial para atingir 20,5 milhões de toneladas, um
crescimento de 30%. Para atender à crescente demanda externa, os
canaviais começam a avançar sobre outras culturas. A previsão é que a
área de cana plantada aumente 50% até 2015. O impacto na cadeia de
produção -- da compra de máquinas, passando pela colheita, aos embarques
no porto -- será enorme. Pelas estimativas da Unica, entidade que reúne
produtores paulistas, o faturamento do setor pode dobrar até o final da
década, atingindo 25 bilhões de dólares anuais. Hoje, a única atividade
rural com cifras tão graúdas é a agroindústria da soja, que movimenta 30
bilhões de dólares por ano.
Energia para crescer
Previsão de exportações de açúcar e de álcool para os próximos dez
anos(1)
Exportações de açúcar (em milhões de toneladas)
2005 16,0
2010 18,1
2015 20,5
Exportações de álcool (em bilhões de litros)
2005 2,7
2010 4,3
2015 6,9
(1) Para um cenário de crescimento anual de 5%
"Estamos assistindo a um novo ciclo da cana-de-açúcar", afirma Plinio
Mário Nastari. Trata-se de um fenômeno totalmente diferente da bolha
gerada pelo Proálcool, nos anos 70 e 80. Com o setor regulamentado, o
Estado determinava quanto plantar, quando e por quanto vender. Agora, os
empresários estão erguendo uma indústria eficiente, com base em
indicadores de produtividade e tecnologia moderna. Na Índia, outro
grande produtor de cana, há 25 milhões de pequenos fornecedores que
ainda empunham facões. No Brasil, os usineiros se agruparam em
companhias agrícolas, dividem máquinas, distribuição e comercialização,
e o nível de tecnologia vem subindo. Há tratores monitorados por
satélite, máquinas de adubagem com controle eletrônico e colheitadeiras
de precisão. Cerca de 25% das propriedades mecanizaram a colheita -- em
Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, sede de quase 30% da produção
canavieira do país, foram 50%.
Do passado, ficou a tradição familiar. No comando das 80 maiores entre
as mais de 300 usinas do país, estão sobrenomes de elite. Os Ometto, clã
mais tradicional do interior paulista, comandam as duas maiores usinas:
a Da Barra, cujo dono é Rubens Ometto, do grupo Cosan, e a São Martinho,
administrada por Homero Corrêa de Arruda Filho. Os Junqueira estão por
trás da comercializadora Crystalsev, parceira da americana Cargill em
portos, usinas no Brasil e fábricas no exterior. Trata-se de uma das
maiores famílias rurais do mundo, com quase 100 000 descendentes do
casamento de Elena Maria e João Francisco Junqueira, que, no século 18,
eram donatários de sesmarias em Minas Gerais. Os Balbo hoje personalizam
a agricultura auto-sustentável no setor. Criaram a Native, marca de
açúcar orgânico de Sertãozinho, interior de São Paulo, exportada para
mais de 30 países. Os Zillo, do grupo Zillo Lorenzetti, detêm três
usinas e cultivam cana em 15 municípios no centro-oeste do estado de São
Paulo. Do interior da França, onde mora, o líder familiar José Luiz --
um empresário enérgico que, nos anos 80, presidiu a Copersucar --
palpita nos negócios do grupo.
Como as famílias se multiplicam mais rápido que as usinas, são comuns
divergências nas partilhas entre parentes. Recentemente, os herdeiros de
uma das estirpes mais tradicionais da cana, os irmãos Biagi, viveram
momentos de tensão. O irmão mais velho, Maurílio Biagi Filho, fez um
acordo com os sete irmãos e abandonou uma das maiores usinas do Brasil,
a Santa Elisa, em Sertãozinho. Foi ali que ele havia nascido, passado
parte da infância e tocado os negócios por quase 45 anos. Pelo acordo,
Maurílio ficou em outras três usinas. Entre elas, a Moema, de Orindiuva,
em São Paulo, cujo faturamento triplicou em apenas cinco anos e hoje
está em 400 milhões de reais por ano. A unidade exporta quase 70% da
produção de açúcar.
Os maiores
Quais são os grandes grupos do setor sucroalcooleiro(1)
Copersucar
Cooperativa de comercialização formada pela associação de 29 usinas
paulistas. Possui uma refinaria e um terminal portuário
Faturamento: 4,5 bilhões de reais
Cosan
Grupo produtor e comercializador controlado pelo empresário Rubens
Ometto. Tem 13 usinas (quatro delas e um terminal portuário em sociedade
com o grupo francês Tereos)
Faturamento: 2 bilhões de reais
Crystalsev
Empresa comercializadora que reúne nove usinas. É sócia em três
terminais portuários e em usinas com a americana Cargill
Faturamento: 1,5 bilhão de reais
Nova América
Empresa produtora e comercializadora controlada por três irmãos da
família Rezende Barbosa. É dona da marca União. Tem duas usinas, uma
trading e um terminal portuário
Faturamento: 800 milhões de reais
(1) Dados de 2004
Fonte: empresas
A maior aposta dos usineiros nesse novo ciclo é o recém-nascido mercado
internacional de álcool combustível, ou etanol, como aditivo à gasolina.
Com o preço do barril de petróleo em alta, o mundo se vê obrigado a
achar um combustível mais barato -- e a adição do álcool é uma opção
natural. "Com o preço do petróleo nas alturas, o álcool se tornou
competitivo", diz José Carlos Hausknecht, da MB Associados. Para as 30
nações industrializadas, entre as 141 que aderiram aos protocolos de
Kyoto, pesa ainda a responsabilidade de reduzir as emissões de gás
carbônico -- e aí, novamente, o álcool é uma alternativa. "O mundo está
ávido por um substituto do petróleo", diz Nastari. "O álcool despontou
como alternativa viável no curto prazo."
Até os Estados Unidos, por pressão ambiental, começaram a usar o etanol
misturado à gasolina. A produção americana passou de 5 bilhões de litros
em 1994 para 13 bilhões de litros no ano passado. Em 2005, os americanos
devem fabricar 15 bilhões de litros de álcool de milho e de outros
cereais. Quanto mais países adotarem o etanol, melhor para o Brasil. Em
visita ao Japão, uma das fronteiras promissoras para o álcool
brasileiro, a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um
esforço para rebater as críticas das companhias locais de petróleo -- a
Nippon Oil exibiu estudos afirmando haver desvantagens no uso do álcool
brasileiro. Além da oportunidade externa, as usinas nacionais já
funcionam a todo o vapor para dar conta de um fenômeno restrito ao
Brasil: os carros com motor bicombustível -- movidos a álcool, gasolina
ou uma mistura de ambos. A aceitação superou as expectativas mais
otimistas. O primeiro carro bicombustível foi lançado em março de 2003
pela Volkswagen, e, em abril deste ano, as vendas chegaram a 67 500
veículos novos, superando pela primeira vez as de modelos a gasolina. Os
bicombustíveis já representam 49,5% dos veículos novos leves do país.
A febre do álcool mudou também o mapa do setor. Os usineiros nordestinos
agora se expandem pelo Centro-Sul, onde as chuvas e novas técnicas de
plantio no cerrado têm aumentado a produtividade. O grupo Tércio
Wanderley -- que controla, em Alagoas, a Coruripe, maior usina do
Nordeste -- tem hoje três unidades em Minas Gerais. Entre os grupos que
mais cresceram está o J. Pessoa, de José Pessoa de Queiroz Bisneto,
descendente de usineiros de Pernambuco. Ele vem estendendo seus domínios
no Sudeste por meio de aquisições desde os anos 90.
O grupo já tem oito usinas em operação e três em construção. Em São
Paulo, Ribeirão Preto está deixando de concentrar os negócios do setor.
Hoje existem 45 projetos de construção de novas unidades, um
investimento de 4 bilhões de reais, principalmente em Minas Gerais e em
outras áreas do interior paulista. Quase metade dos novos
empreendimentos está na região de Araçatuba, reduto da pecuária, onde as
terras são até um terço mais baratas que em Ribeirão Preto. A Dedini,
principal fabricante de equipamentos para usinas, está erguendo uma
fábrica na cidade. A pujança assusta até os empresários mais
experientes. "Há projetos de usina um ao lado do outro", diz Roberto de
Rezende Barbosa, presidente do grupo Nova América, dono da marca de
açúcar União. "Não dá para saber quantos vão vingar." Outro risco é o
excesso de oferta. "Temos potencial para crescer, mas não podemos
antecipar a demanda e gerar excedentes", diz João Carlos de Figueiredo
Ferraz, presidente da Crystalsev.
O açúcar vive uma expansão diferente. O consumo cresce 2% ao ano, e as
vendas enfrentam forte concorrência dos adoçantes. Mas dois fatores
podem mudar essa situação. O primeiro é a urbanização nos países em
desenvolvimento. Quanto mais habitantes nas grandes cidades, maior o
consumo de produtos industrializados que incluem açúcar na receita, como
ketchup ou Coca-Cola. Os chineses, que vivem um êxodo do campo para a
cidade, são os maiores consumidores em potencial. Há três anos, o
consumo per capita de açúcar na China era de 6 quilos.
Hoje, é de 8. Se essa tendência continuar, o crescimento pode ser estron
doso -- no Brasil, o consumo é de 55 quilos e, nos Estados Unidos, de
77. Os usineiros também ficaram animados com a decisão da Organização
Mundial de Comércio de condenar os subsídios às exportações dos países
da União Européia. Se a sentença for cumprida, nos próximos dois anos se
abrirá um mercado de 1,2 bilhão de dólares por ano para o açúcar
brasileiro. A vantagem brasileira
O Brasil tem o menor custo de produção de açúcar e de álcool entre os
principais competidores do mercado internacional
Açúcar (em dólares por tonelada) (1) ÁLCOOL (em dólar por litro)
Produtor Custo Matéria-prima Custo Matéria-prima
"Mas o maior desafio do setor não está além das fronteiras do país",
afirma Renato Gennaro, consultor da BCS, área de consultoria da IBM.
"Está em melhorar a qualidade da gestão." Uma pesquisa com empresários e
executivos de 40 grupos do Centro-Sul identificou vários pontos fracos
nesse quesito. Há resistência à profissionalização, e 90% dos
entrevistados não entregariam o comando a um executivo.
O estudo afirma ainda que falta planejamento estratégico -- o usineiro
não enxerga adiante da próxima safra. O caixa da empresa ainda se
confunde com o bolso do dono. Os empresários olham mais para o próprio
quintal que para a logística. Pelas estimativas da BCS, muitos grupos
não terão força para sobreviver ao novo ciclo da cana. "Os mais fracos
terão de deixar o mercado", diz Gennaro.
A tendência é que sejam absorvidos por empresas estrangeiras. "O
concorrente não é mais a usina vizinha", diz Carmen Ruete de Oliveira,
do grupo Virgolino de Oliveira, no interior paulista. "É a
multinacional, que tem acesso a juros menores e logística mais
eficiente." A americana Cargill comprou em maio a Açucareira Corona,
dona de duas usinas paulistas. A alemã Südzucker, a maior produtora de
açúcar do mundo, passou os últimos dois anos rondando as maiores usinas,
sem fechar negócio. "O processo de consolidação do setor vai se
intensificar", diz Gennaro. "Hoje há 40 grupos controlando 60% do
mercado. Em 20 anos, essa fatia vai estar nas mãos de cinco ou seis
grandes grupos."
Biodiesel
cearense na mira dos alemães
Em plena crise
energética, ocasionada pela alta do petróleo, rigorosas leis “verdes” sobre
energia renovável e desativação de usinas nucleares, a Alemanha tem interesse em
conhecer os projetos-pilotos de produção de biodiesel do Ceará. A oportunidade
para troca de experiências será o XXIII Encontro Econômico Brasil-Alemanha, de 3
a 5 de julho, em Fortaleza, onde poderá ser conferida a eficiência dos ônibus
movidos a biodiesel de mamona metílico a 20% (B20).
A iniciativa é do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec) e contempla
projeto-piloto, com uma frota de 12 veículos e chances de evoluir para acordo de
pesquisa entre os governos alemão, cearense e brasileiro. A experiência do
Estado deve seguir por dois anos e pode ser expandida. Depende de entendimentos
com instituições parceiras. Já em Dortmund (Alemanha) podem ser feitos testes em
veículos com etanol puro brasileiro, informa Fernando Nunes, presidente do Nutec.
A utilização do biodiesel e possíveis parcerias serão discutidas pela Comissão
Mista Brasil-Alemanha. Faz parte do Encontro, no dia 3, reunião técnica entre
representantes dos dois países. Um protocolo de intenções entre governos e
empresários já foi assinado.
De acordo com o presidente do Nutec, faltam acertar detalhes como o fornecimento
de novos motores para a frota experimental e a fonte de recursos para custear o
combustível. O Nutec tem biodiesel para atender a demanda, estimada em 182.500
litros em dois anos, e vai manter a equipe para monitoramento com reforço de
pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Os gastos estimados com o biodiesel somam R$ 657 mil. “Uma quantia pequena,
esperamos que o governo federal banque esse custo”, afirma. A utilização do
biodiesel, conduzida pelo Nutec e a parceira Tecnologias Bioenergéticas (Tecbio),
empresa de desenvolvimento de projetos para usinas, vai render ainda acordo com
a Prefeitura de Fortaleza para o uso de biodiesel de mamona a 5% em 10 ônibus da
Companhia de Transportes Coletivo (CTC) e outras duas empresas privadas, a Via
Máxima e Via Urbana.
O Nutec já comanda também planta-piloto, base de um novo projeto que entra em
operação em setembro deste ano. A nova usina, que envolve recursos de R$ 100
mil, do Nutec, e outros R$ 400 mil, da Financiadora de Estudos e Projetos
(Finep), terá capacidade de produção de 2,5 mil litros/dia.
“O volume é suficiente para abastecer todos os testes agendados pelo governo da
Alemanha e da Prefeitura, garante o engenheiro químico Expedito José de Sá
Parente, diretor da Tecbio.
2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL
1ª
BIODIESELWORLD
CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO
DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO E A INDÚSTRIA DO BIODIESEL
Maior evento do mundo em Biodiesel
- Palestras
- Discussões
- Networking
- Exposição de Tecnologias de Produção e Uso do Biodiesel
Além de apresentar o
2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL
Local: Parque e Palácio do Anhembi Data: 7 a 10 de Novembro de 2005
São Paulo – SP – BRASIL
· A Conferência e Exposição vão explorar o crescente interesse por biocombustíveis no mundo
· A Conferência contará com especialistas representando a indústria
internacional de biocombustíveis, representantes da comunidade acadêmica e
representantes de programas governamentais de biodiesel em diversos países
· A Conferência contará com a presença de especialistas na área de álcool e biodiesel como engenheiros, políticos, industriais e profissionais de marketing
· Os tópicos a serem discutidos incluem legislação energética e incentivos
governamentais para biocombustíveis, construção de plantas comerciais de biodiesel, fontes de matérias primas, conversão da biomassa, comercialização do biodiesel nos mercados de commodities e muitos outros tópicos relacionados com o
desenvolvimento da indústria do biodiesel
· Neste evento os participantes terão a oportunidade de observar as últimas
inovações na indústria do biodiesel, além de encontrarem líderes da indústria
nacional e internacional, líderes políticos e acadêmicos que estarão
participando da feira