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BIODIESELWORLD
O maior evento do mundo em
Biodiesel. |
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MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA - aea/sae |
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EM NOVEMBRO SÃO PAULO SE
TRANSFORMA NA CAPITAL MUNDIAL DA AGROENERGIA E DOS BIOCOMBUSTÍVEIS |
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A promoção de 7 a 10 de novembro, no Parque Anhembi em São Paulo, da Feira
Internacional do Setor Sucroalcooleiro – Feisucro 2005 e do seu conjunto de
eventos paralelos e simultâneos, servirá para transformar São Paulo na
capital mundial da agroenergia e dos biocombustíveis.
Isto porque, enquanto que no Pavilhão de Exposições do Anhembi as principais e
empresas líderes no fornecimento de máquinas, equipamentos, insumos, serviços e
tecnologia estarão mostrando seus produtos aos 50 mil produtores nacionais e 5
mil estrangeiros que visitarão o conjunto de eventos, nos auditórios que compõem
o Parque Anhembi, produtores, técnicos e autoridades do setor estarão discutindo
cenários, tendências e tecnologias com o objetivo não só de colocar o Brasil na
liderança mundial de produção dos biocombustíveis – etanol e biodiesel – mas
também com o propósito de engajar os representantes dos 55 países que até hoje
apenas produzem cana e açúcar, a também adotarem o bem sucedido programa
brasileiro de produção de energias limpas e renováveis a partir da
cana-de-açúcar, a exemplo do que o Brasil já faz com larga competência há mais
de três décadas.
Com o apoio do Governo Federal, dos 22 Estados que formam a Coalização
Pró-Etanol, de entidades que representam os fornecedores de cana do setor (Feplana
e Orplana), dos usineiros representados através dos seus sindicatos filiados à
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mais entidades e
instituições como Alcopar (Paraná), Sociedade Rural Brasileira, Amcesp, Faesp e
Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, a Feisucro certamente cumprirá
com o seu papel de divisor na promoção de eventos da cadeia produtiva canavieira
brasileira e internacional.
O setor vem se agigantando e já não cabem mais ações regionais e menores do que
as expectativas estão a exigir. Se antes, o setor tinha “quem nele mandava”
e “nele ditava as regras”, hoje o setor é muito maior do que a pequenez
da visão de alguns de seus pseudo-líderes, que, ainda bem, estão se afastando
dando lugar a lideranças ativas, com visão estratégica e compromissados com
todos os elos da cadeia produtiva.
Para citarmos apenas um dos eventos que compõem o conjunto de atividades, o
Congresso Mundial do Biodiesel, vale revelar que o seu “charmain” prof. dr.
Miguel Dabdoub está iniciando uma viagem aos Estados Unidos, a convite de
autoridades daquele país, para divulgar este que será o maior evento de
biodiesel até então promovido no Planeta.
Para quem não sabe, o prof. dr. Miguel Dabdoub, como Coordenador do Projeto
Biodiesel Brasil e presidente da câmara setorial de biocombustíveis de São
Paulo, já está assessorando a implantação de programas de biodiesel no Paraguai,
Bolívia e, nos próximos dias, atendendo a convite da presidência da República
Dominicana, fará uma apresentação ao governo daquele país, relatando as
experiências positivas que vem obtendo através das pesquisas desenvolvidas no
Laboratório de Desenvolvimento de Energias Limpas da USP em Ribeirão Preto,
usando sempre o etanol (álcool anidro de cana-de-açúcar).
Com efeito, as empresas que investirem e participarem da Feisucro 2005 e do seu
conjunto de eventos paralelos e simultâneos estarão assegurando suas
participações neste novo e promissor ciclo que a cadeia produtiva da
cana-de-açúcar está vivendo. Já os que desperdiçarem esta oportunidade, estarão
fadados a assistirem, passiva e lamentavelmente, o crescimento e o sucesso dos
seus concorrentes.
A oportunidade é única: ou se engajam neste processo que vai colocar o Brasil na
liderança mundial da agroenergia e na produção dos biocombustíveis com
tecnologia 100% “verde-amarela” ou estarão fadados ao insucesso, sem
direito a recuperarem o tempo perdido. Afina, só sobrevivem os vencedores,
aqueles que tiverem a sensibilidade e a visão estratégica de saberem diferenciar
o sucesso do fracasso.
(Ronaldo
Knack é Jornalista, bacharel em Administração de Empresas e Direito)
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Estado amplia leque de opções vegetais |
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- 21/06/2005 - Eduardo Gomes
MT oferece caroço
de algodão, girassol e soja
O governo federal quer matar alguns coelhos com
uma só cajadada com o
biodiesel
derivado de produtos vegetais: produzir combustível social com a utilização da
mão-de-obra de assentamentos da reforma agrária e da agricultura familiar,
reduzir a poluição atmosférica e incluir à sua matriz energética mais um produto
genuinamente brasileiro e que não pode ser afetado por conjunções internacionais
como é o caso do petróleo.
Quanto a proposta de produzir não há dúvida. Porém, ainda não há definição de
política para o
biodiesel
e seu projeto avança na base do “achômetro”: acho que vai ser, acho que pode
ser.
Mesmo com a compreensível falta de regulamentação, inclusive técnica por parte
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a perspectiva de se produzir
um substituto, ou pelo menos, componente no óleo diesel cria clima de otimismo
tanto nos eixos de produção agrícola em escala quanto nas áreas extrativistas.
O projeto prevê para o Nordeste brasileiro, o Norte de Minas Gerais e a região
Norte ou Amazônica, a utilização da mamona e do babaçu como matérias-primas
principais. Em Mato Grosso um leque de alternativa inclui na lista o caroço de
algodão, girassol safrinha e a soja.
Biodiesel ainda não é uma palavra de domínio público. Esse verbete significa
combustível produzido a partir de fontes vegetais renováveis, e se propõe a
substituir o velho e bom diesel na frota pesada, nos tratores e equipamentos
agrícolas e da construção civil, e na geração de energia elétrica.
As vantagens do
biodiesel
sobre o diesel são muitas. No campo ambiental ele não lança metais pesados no
ar, a exemplo do enxofre, que é acumulativo. Seu custo de produção se comparado
ao do diesel, que depende do petróleo importado, é bem menor.
A matéria-prima do
biodiesel
é produzida em larga escala em Mato Grosso. O quê da questão para utilizá-lo
enquanto matriz energética alternativa é o preço do equipamento para processá-lo
em todas as fases, desde o esmagamento da soja ou girassol até as reações
químicas.
Um pequeno conjunto integrado para degomar e processar o óleo, com capacidade
para produzir 100 litros/hora custa em torno de R$ 600 mil. O alto custo é comum
em todos os novos produtos do avanço tecnológico. Quando a lei da oferta e da
procura jogar esse preço no chão, Mato Grosso terá amplo caminho a percorrer
movido a biodiesel.
De olho no nicho de mercado mato-grossense, industriais do setor de
biodiesel batem
barracas em feiras, exposições e nos pátios de grandes laminadoras e empresas
rurais. Pelo jeito, o reinado do diesel começa a ruir.
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Dilma, a dona da Casa Civil |
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- 21/06/2005 - Eumano Silva
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Colaborou Lilian Tahan
Ministra terá a
função de arrumar a pasta, Jaques Wagner deve assumir a articulação política
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva escolheu a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff,
para substituir José Dirceu na chefia da Casa Civil. A decisão foi confirmada no
final da tarde de ontem e deu início à reforma na equipe preparada pelo Palácio
do Planalto para conter a crise política decorrente das acusações do deputado
Roberto Jefferson (PTB-SP).Na nova função, a ministra atuará como uma grande
gerente do governo e não terá atribuições políticas.
O nome mais cotado para a Coordenação Política, hoje ocupada pelo ministro Aldo
Rebelo, é o do atual chefe da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES), Jaques Wagner, com quem o presidente teve longa
reunião ontem à noite, junto com o prefeito de Aracaju, Marcelo Déda (PT). Ao
final do encontro, a indicação de Wagner estava praticamente certa, mas a
formalização ficou para hoje. Em uma das alternativas estudadas ontem pelo
Planalto, Wagner acumularia as funções atuais e a coordenação política.
Em favor de Wagner, pesa o bom relacionamento que tem com Dilma. Os dois
formariam a dupla palaciana responsável por tocar o governo. Ela tem a missão de
arrumar a Casa Civil, fazer a máquina administrativa andar e, ele, ficaria com
as relações com os políticos. No Congresso, contariam com a ajuda de Dirceu, dos
líderes governistas, e de outros parlamentares hoje com cargo no governo, como
Eunício Oliveira, das Comunicações; Eduardo Campos, da Ciência e Tecnologia; e
Aldo Rebelo.
As movimentações de ontem demonstraram a disposição de Dirceu de manter forte
influência nos rumos de governo, apesar do desgaste sofrido com as acusações de
Jefferson. Ao anunciar a saída, na última quinta-feira, Dirceu manifestou
intenção de agir como se continuasse na equipe de Lula, embora tenha de se
defender das denúncias.
Vantagem
O ministro demissionário trabalhou pelas escolhas de Dilma e Wagner. O nome do
coordenador do CDES tem a vantagem de não representar confronto com Aldo Rebelo,
auxiliar admirado pelo presidente, mas praticamente descartado da atual função,
embora ainda desse sinais de pretender ficar no cargo. Integrante do
PCdoB, o coordenador político enfrenta desde o ano passado as pressões de vários
setores do PT. O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (SP), por exemplo,
muitas vezes se posicionou para ocupar o lugar de Aldo.
Outras mudanças na equipe de Lula ainda dependem de conversas com os partidos
aliados. As negociações mais complicadas são travadas com o PMDB (leia na página
3). A mexida planejada pelo presidente inclui redução do número de ministros. Os
partidos aliados contam também com a diminuição do peso do PT no governo. O
critério dificulta a entrada de Marcelo Déda na coordenação política, uma das
propostas surgidas na semana passada.
O assunto foi tratado na última quarta-feira, véspera da queda de Dirceu,
durante reunião dos líderes governistas com alguns ministros no Planalto. Na
ocasião, Aldo Rebelo e Eunício Oliveira cobraram desprendimento do PT em relação
aos cargos de primeiro escalão. O enfraquecimento do partido decorrente das
denúncias feitas por Jefferson aumentou a pressão dos aliados por maior espaço
na Esplanada.
Dilma recebeu o convite para a Casa Civil na quinta-feira, mesmo dia da queda de
Dirceu, e demorou a dizer “sim”, por temer quebra na continuidade nos rumos das
Minas e Energia. A ministra viajou com o presidente para Assunção, no Paraguai,
no domingo e manteve suspense até o final da tarde de ontem. A decisão de
aceitar foi comunicada durante reunião com o presidente, Dirceu e os ministros
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Fazenda, Antônio Palocci. Em seguida,
Lula chamou Wagner e Déda.
Com a saída de Dilma das Minas e Energia, o cargo fica interinamente com
Maurício Tolmasquin, ex-secretário-executivo da pasta e atual presidente da
Empresa de Pesquisa Energética, estatal criada pela atual ministra. Um dos nomes
mais cotados para assumir a função em definitivo é o do atual presidente da
Eletrobrás, Silas Rondeau, ligado ao ex-presidente da República e atual senador
pelo Amapá, José Sarney (PMDB). Rondeau atende ao critério de dar continuidade à
administração de Dilma, mas depende das conversas de Lula com os peemedebistas.
MAIS UM PROBLEMA
Dilma Rousseff terá uma boa briga pela frente para resolver: o bate-boca entre o
presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral, e o diretor de Gás e Energia da
Petrobras, Ildo Sauer. Delcídio acusa o diretor de ser o responsável pelas
denúncias de má gestão durante seu período de diretoria na estatal. Agora o
senador quer a cabeça de Sauer e espera resolver o assunto com Dilmal. “Ela
pediu que eu não falasse mais no assunto”, disse o senador. “Mas ainda vou
conversar com a Dilma sobre isso.” A Petrobras nega que Sauer tenha sido a fonte
das críticas.
perfil
Fama de durona
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, faz jus ao passado de
guerrilheira, a fama de durona e de boa gerente. Na clandestinidade, a mineira
de 57 anos era conhecida como Wanda e Patrícia quando integrou movimentos de
esquerda como o Política Operária (Polop) em 1967 e, a partir de 1969, o Comando
de Libertação Nacional (Colina), que pregava a luta armada contra a ditadura e,
mais tarde, se tornaria a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Também foi presa e torturada durante o regime militar.
Com o fim da ditadura, filiou-se ao PDT. Pelo partido, foi secretária de Energia
e Comunicações do ex-governador gaúcho Alceu Collares. Neste período, chegou a
se desentender com a esposa de Collares, Neusa Canabarro, conhecida pela forte
ascendência na gestão do marido e pelo temperamento exaltado.
Comprar briga, aliás, faz parte da sua trajetória. Primeira mulher à frente do
Ministério de Minas e Energia, Dilma enfrentou os empresários do setor elétrico
ao refazer o modelo regulatório da área. Ouviu críticas, mas acabou impondo sua
vontade. Também lançou programas ambiciosos, como o Luz para Todos e o
biodiesel.
Mesmo não tendo a simpatia de todos, Dilma ganhou o respeito dos maiores
empresários do país. O mesmo não se pode dizer quanto aos parlamentares, que
reclamam da sua pouca paciência em recebê-los. A falta de tato político a levou
a duas derrotas no Senado em indicações para a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
No trabalho, é obstinada, detalhista e, principalmente, centralizadora. Para
compor sua equipe, exigiu técnicos habilitados, alguns vindos do Rio Grande do
Sul. Separada do marido e mãe de uma filha, ela passa os finais de semana na sua
casa em Porto Alegre, onde ouve música clássica e assiste a filmes. Vaidosa,
seguiu a dieta adotada pelo presidente Lula e ganhou uma nova silhueta.
Com o seu antecessor na Casa Civil, o deputado federal José Dirceu (PT-SP),
guarda apenas um embate: a construção da usina de Angra III, onde ela manteve
posição contrária. Formada em Economia e com mestrado em Teoria Econômica, Dilma
também foi secretária de Energia e Comunicações do governo gaúcho de Olívio
Dutra.
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Mamona ganha terreno |
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20/06/2005 - Lourival Werneck
Em Manhuaçu, na
Zona da Mata, tradicionais produtores de café trocam o grão pela oleaginosa
Tradicionais
produtores de café, os agricultores da região de Manhuaçu, na Zona da Mata,
estão apostando na mamona e já se preparam para colher mais de 4,5 milhões de
quilos ainda este ano. Segundo o Sindicato Rural de Manhuaçu, a cultura pode
render um faturamento significativo aos produtores, nessa primeira safra. O
projeto-piloto deu certo, com lavouras de qualidade, que atraem investidores e
prometem se multiplicar.
O projeto começou depois da divulgação de experiências positivas no Sul de Minas
e em Caratinga. “A necessidade faz com que a gente reaja. Precisávamos de um
produto que pudesse ajudar na colheita do café, já que muitos produtores não
conseguem empréstimo para o custeio”, explicou o presidente do sindicato, Lino
da Costa e Silva. Ao todo, mais de 3,8 mil quilos de sementes foram entregues
aos produtores interessados. “Foi muito bem aceita a nossa proposta. A região
agora tem muita mamona já plantada”, comemora.
Com sementes geneticamente melhoradas, as mamonas da espécie guarani e IAC 80
apresentam alta produtividade e um ciclo rápido. A maior parte foi semeada em
novembro e agora está sendo feita a colheita. Segundo os agricultores, a
produção na região superou muitos campos do Nordeste, onde estão os tradicionais
estados produtores. “Enquanto produzem 600 quilos por hectare, a produção aqui
supera mil quilos por hectare”, contou o empresário Hélio Teixeira.
A mamona é apontada como uma cultura de manejo fácil, com quase nenhuma praga e
que se ajusta muito bem ao formato da agricultura familiar. Mais de 90% das
propriedades da região de Manhuaçu são mantidas apenas por famílias e têm
pequenas áreas. “É uma cultura que serve para o pequeno produtor e que agora
oferece uma segurança maior por essa demanda assegurada”, destacou Lino.
Um dos exemplos é dado pelo agricultor José Paula, de Palmeira, zona rural do
município. “Ela não tem uma renda boa igual ao café, mas, como é mais rápida e
vem antes da colheita do café, fica mais fácil para gente pagar a mão-de-obra”,
conta o agricultor. Quem também apostou foi Izidora Alves de Almeida, mesmo sem
muita confiança. “Eu desconfiei que não daria certo, porque brotou muito feia e
fraca, mas depois ficou viçosa e agora está muito bonita”, conta a produtora do
córrego Palmital, que plantou mamona no fim de 2004 e que a considerava como uma
praga na propriedade.
UTILIDADE A mamona tem um uso forte na aviação, medicina e na área de
cosméticos, mas são relacionadas mais de 700 aplicações industriais. Dela se
pode retirar farelo para adubo orgânico voltado para a fruticultura; torta magra
e torta gorda animal para ração, depois da eliminação das toxinas; óleo refinado
para
biodiesel
ou exportação e óleo hidrogenado escamado ou pulverizado, entre outros.
O sindicato, segundo o empresário Hélio Teixeira, pretende buscar garantias para
implantar uma usina de esmagamento da mamona. Depois de esmagada, o óleo
extraído deverá ser transportado para uma usina de
biodiesel, onde o
combustível será fabricado da mistura do óleo de mamona, álcool e ácido.
Paulo Alexandre, de 72 anos, agricultor em São Pedro do Avaí, lembra que o pai
falava sobre a mamona, mas nunca imaginou que um dia ela seria combustível. “Eu
sei que não vai dar dinheiro igual ao café, mas um sobrinho meu plantou e vi que
dá dinheiro para pagar pelo menos a mão-de-obra”, afirma.
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Brasil estimula as
oleaginosas |
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- 20/06/2005
Pesquisa e incentivo fiscal objetivam elevar a produção para o biodiesel
De olho no potencial de mercado para os combustíveis
renováveis, o governo federal e os estados vêm desenvolvendo pesquisas e
estimulando, a partir de incentivos fiscais e tributários, a produção, por
agricultores familiares, de oleaginosas para desenvolvimento de
biodiesel. No RS,
os grãos que mais se adaptam às condições de solo e de clima são a mamona, o
girassol, a canola e a soja. Segundo o coordenador executivo do Programa
Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel/RS),
David Chazan, o uso de óleo dessas sementes não chega a ser novidade entre os
produtores, mas, com a nova legislação, há o estabelecimento de parâmetros de
pureza e acidez.
Uma usina instalada em Erechim deverá começar a transformar óleo de soja em
biodiesel
até o final deste ano. Uma outra instalada em Rio Grande deverá processar
mamona. 'Há várias empresas solicitando recursos junto ao BNDES e com
interesse em participar do processo', adianta Chazan. Ele cita dois grupos de
cooperativas em processo adiantado, uma delas em Horizontina. 'Tudo será feito
pela iniciativa privada. O papel do Estado é a questão tributária, é de
estimular os empresários do setor agrícola e da indústria e aplicar estudos de
viabilidade', acrescenta.
A União projeta uma movimentação de 1 bilhão de dólares até 2013, quando a
adição de até 5% de óleos vegetais no diesel fóssil será compulsória, conforme
a Lei do Biodiesel. 'Até 2008, o limite obrigatório será de 2%', revela o
diretor do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria da Agricultura,
Adoralvo Schio. 'Estamos estudando a viabilidade de um projeto de pesquisa da
mamona ao Comitê Gestor do Biodiesel. Uma implantação vai depender do
zoneamento agrícola, de variedades recomendadas e de um projeto sanitário.' A
maior preocupação, revela, é o mercado. De acordo com o assistente técnico da
Emater, Alencar Rugeri, no RS a mamona pode ter um rendimento médio de 50%.
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Agronegócio e
energia |
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20 /06/ 2005
A
função da agricultura não é só produzir alimentos. A tradição milenar de gerar e
prover alimentos não é mais a única função de agricultores e pecuaristas. Hoje,
soma-se a essa meta a necessidade de se produzir energia renovável para
substituir a matriz energética calcada no combustível fóssil, poluente e finito.
A entrada em vigor do Protocolo de Kyoto aponta para essa urgência.
Medidas dos governos dos Estados Unidos e da Europa visam acelerar o
desenvolvimento da energia renovável a partir de matérias-primas da agricultura,
com a produção e o consumo dos combustíveis renováveis. Diretrizes semelhantes
já alcançam os países asiáticos.
Essa tendência global implica a gestão integrada de agricultura e florestas para
dar mais eficiência à administração desse capital. São atividades com enorme
saldo positivo do ponto de vista energético. As políticas públicas devem
conciliá-las em prol da sustentabilidade econômica, social e ambiental.
Para o Brasil, com suas potencialidades de terra e clima, abre-se um leque
promissor de oportunidades na área da agricultura energética. Um exemplo vivo
dessa perspectiva é a bem-sucedida experiência do etanol e do programa de
biodiesel.
Atualmente, 40% dos carros produzidos no Brasil são bicombustíveis. No final de
2004, essa proporção não passava de 27%. A produção dos óleos vegetais se
prepara para nova arrancada para o caso do
biodiesel.
Há quatro meses, a Agência Nacional de Petróleo baixou a Resolução n 42,
permitindo a mistura de 2% de biodiesel
ao óleo diesel. Em 2013, quando essa proporção subir para 5% de forma
compulsória, o País precisará produzir dois milhões de toneladas de óleos
vegetais só para suprir a demanda, o equivalente a 40% da produção atual de óleo
de soja.
As boas perspectivas, no entanto, esbarram nos gargalos do setor, tais como a
logística. O produtor brasileiro é o mais competente do mundo. Os problemas
começam quando a safra sai da fazenda. Hoje, 70% de nossos produtos chegam ao
mercado pelo meio de transporte mais caro: o caminhão. O meio mais econômico, a
via fluvial, escoa apenas 10% da produção. Os 20% restantes são transportados
por ferrovia, cuja malha limita-se a alguns trechos, praticamente com a mesma
extensão de 1940 – 30 mil quilômetros.
Nos últimos cinco anos, os caminhões reduziram a velocidade média em 40% em
razão do estado deplorável em que se encontram nossas rodovias. Para realizar o
mesmo percurso, demora-se 40% mais tempo, o que obriga os agricultores a
contratarem 40% a mais de caminhões para honrar seus compromissos, isso sem
levar em conta aumentos nos volumes transportados.
Estão em tramitação, após longo período de maturação, cinco projetos de
Parcerias Público-Privadas (PPPs) para melhorar as condições das rodovias.
Nenhum foi concretizado até o momento. A iniciativa privada quer investir nesse
setor, mas precisa da definição dos marcos regulatórios de forma a garantir o
retorno e a segurança mínima para seus investimentos.
Além da criação de uma política para o transporte de carga, temos de rever a
política tributária. É preciso acabar com o Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS) da forma como é praticado atualmente. A exemplo
dos norte-americanos, precisamos de um imposto nacional a ser cobrado na ponta
final de compra, de uma única vez.
Atualmente os incentivos fiscais de cada estado incidem diretamente nas decisões
das empresas. O industrial não instala a fábrica no local ideal, mas no que
oferece mais benefício, ou foge dele quando a política tributária estadual lhe é
desfavorável.
Todos esses temas serão tratados no "4 Congresso Brasileiro de Agribusiness",
nos dias 23 e 24 de junho, em São Paulo. O Brasil não pode ser prejudicado por
este e outros desvios de conduta. O movimento em torno da energia renovável
exige mudanças estruturais, imprescindíveis para o desenvolvimento social e
econômico do País.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 3)(Carlo Lovatelli - Presidente da Associação
Brasileira de Agribusiness (Abag).)
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E SE NÃO FOR O ÁLCOOL? |
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Dilma
Roussef, a Ex - ministra de Minas e Energia que na semana passada visitou a
região de Ribeirão Preto, poucos sabem, é uma pessoa muitoimportante para todos
nós. Talvez por sua discrição, peculiar às personalidades discretas e
competentes, é pouco conhecida. No início do governo do presidente Lula, não
parecia simpática ao setor sucroalcooleiro. Mas não deixou de dialogar com os
empresários para conhecer nossos pontos de vista e considerar nossas
reivindicações que, em suma, são de toda a nossa comunidade.
Hoje, a ministra Dilma Roussef é uma de nossas parceiras mais significativas.
Teve a humildade para mudar pontos de vista, o que revela sua grandeza, e
segurança para defendê-los de forma destemida.
Ela percebeu antes de muitos de nós, empresários, que o mundo já se mexe para
rodar - e voar - a álcool. Entre os hemisférios Norte e Sul, Ocidental e
Oriental, todos estão de olho no Brasil e sua descoberta da única alternativa
energética ao petróleo - e limpa e renovável. Tem consciência de que é hora de
incentivar a produção de outra energia, mais racional, econômica e que distribui
riqueza, na cidade e no campo, enquanto é consumida.
Historicamente, o país percorre caminhos inexplicáveis na hora de ampliar seu
leque de opções energéticas, até descobrir que é refém do principal fator de
avanço da economia. O Brasil, parece incrível, é refém da eletricidade, que
(ainda) precisa importar da Argentina, do Paraguai e da Venezuela; importa
petróleo; importa tecnologia para manter suas duas sempre incipientes usinas
nucleares e importa gás da Bolívia, agora conflagrada, e que nos ameaça deixar
na mão. Como se vê, a única energia importante e genuinamente nacional vem da
biomassa da cana-de-açúcar, que produz álcool combustível e eletricidade, a
partir do bagaço. Nessa modalidade somos auto-suficientes e não dependemos de
ninguém.
Essa condição aproximou a ministra Dilma Roussef do setor sucroalcooleiro e ela
participa pessoalmente ou com emissários dos contatos e negócios com outros
países. Maio e junho foram intensos. O presidente Lula, levou a bandeira do
álcool do Brasil aos EUA, Coréia e Japão e a todos os países que ele visitou e
nos visitaram.
Aqui, depois de ser recebido pelo presidente, o primeiro-ministro de Belize,
Said Musa, foi ao Centro de Tecnologia Canavieira, em Piracicaba, e à Cia.
Energética Santa Elisa, em Sertãozinho. Conheceu as mais avançadas técnicas
mundiais de pesquisa e cultivo da lavoura canavieira e a melhor tecnologia de
produção. Como ele, a reação de todos que nos procuram é uma sucessão de
espantos: "Como as usinas podem gerar até eletricidade para abastecer seu país!?
O mesmo pode se dar em meu país!"
O Brasil também ajudará Barbados na reestruturação de sua indústria de
processamento de cana e uso da cana-de-açúcar como alternativa. O ministro das
Relações Exteriores Celso Amorim está certo de que, com o Protocolo de Kyoto, a
demanda por álcool como combustível aumentará muito, e o país está preparado
para transferir o conhecimento acumulado.
Enquanto isso, Israel planeja entrar no mercado de etanol a partir de árvores
transgênicas, entre elas o eucalipto. A empresa israelense CBD Technologies já
trabalha com Álamo geneticamente modificado. Seu próximo mercado-alvo é a
indústria de polpa e de papel, e ela espera, ainda este ano, testar eucaliptos
no Brasil, em parceria com a Cia. Suzano de Papel e Celulose.
Na Índia, maior produtora mundial de cana, nove usinas responderam positivamente
à idéia de instalarem suas próprias unidades geradoras de energia, segundo
afirmou o comissariado de açúcar de Maharashtra na última segunda-feira. De
acordo com Patangrao Kadam, ministro da Cooperação, espera-se uma geração de
pelo menos 150 MW de energia através da utilização do bagaço como combustível no
processo de co-geração. A tecnologia da região de RibeirãoPreto poderá
participar da iniciativa - afinal ela pioneira no Brasil em co-geração a partir
do bagaço, há quase vinte anos.
Imagine: o presidente Bush fez fortes apelos ao Congresso Norte-Americano no mês
de maio, pedindo incentivo ao desenvolvimento de combustíveis alternativos, como
biodiesel e o etanol, para tornar os EUA menos dependente de petróleo
estrangeiro. Você acreditaria nesta notícia um ano atrás?
Também em meados de maio, os chanceleres da Jamaica e do Brasil assinaram três
acordos para o crescimento da cooperação e ajuda técnica de produção de álcool e
açúcarnaquele país.
A Austrália lançou plano de ação para reativar a indústria de açúcar e
"aniquilar os mitos relativos ao uso de álcool como combustível", segundo o
ministro da Inovação, Tony McGrady. O plano prevê conceder incentivos para
estocagem do E-10 -- mistura de etanol com gasolina na proporção de 10%.
Semana passada, Colômbia, Suíça e Paraguai decidiram optar definitivamente pelo
álcool como principal fonte alternativa. O Uruguai voltou a cultivar
cana-de-açúcar.
Muito adiante desses países, o Brasil celebra em 2005, trinta anos do uso
intenso do álcool para rodar sem poluir e com um recorde: as vendas de veículos
flex-fuel e a álcool atingiram a marca de 70.320 unidades em maio, dos quais,
67.560 do tipo flex e 2.760 exclusivamente a álcool. Elas representam 51,50% das
vendas totais de veículos leves de passageiros no mês. O resto é movido a
gasolina.
Quanto aos empresários, podemos aproveitar a lição de humildade da ministra
Dilma Roussef, para não nos encantarmos com o momento favorável para o álcool,
como ocorreu no auge do Proálcool, nem nos tornarmos subservientes ou seduzidos
a essa nova oportunidade, agora em nível mundial, que se apresenta.
Precisamos de cautela, sabedoria e humildade, sim, para mostrar que no nosso
produto, mais importante que o preço é o seu valor. O preço oscila com o
mercado, mas o valor é para sempre (Maurílio Biagi Filho é empresário do setor
sucroalcooleiro e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da
Presidência da República)
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COMITÊ PERMANENTE SERÁ CRIADO SOBRE BIODIESEL |
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- 21/06/2005
Essa
nova matriz energética foi tema de mesa redonda na exposição agropecuária de
Nova Mutum (269 quilômetros ao Médio Norte de Cuiabá), na quinta-feira passada.
Dos debates surgiu o projeto do secretário de desenvolvimento Rural de Mato
Grosso, Otaviano Pivetta, em criar um comitê permanente de sua secretaria com
outras, com a Universidade Federal (UFMT) e Universidade do Estado (Unemat) e a
Eletronorte para fomentar discussões e elaborar estudos para a viabilização do
biodiesel.
Num projeto pioneiro de biodiesel em Mato Grosso, uma parceria da UFMT com a
Eletronorte na vila de Guariba (1,35 quilômetros a Noroeste de Cuiabá), no
município de Colniza (1,1 mil quilômetros a Noroeste de Cuiabá), está implanta
uma indústria de biodiesel, com a utilização de amendoim-gigante e de
castanha-do-pará como matéria-prima. O coordenador do programa, engenheiro
elétrico da Eletronorte, Walmir Marques, prevê o início da geração de energia em
outubro.
A mão e a obra do programa em Guariba será dos moradores que trabalham no
extrativismo. Um conjunto estacionário da Cemat gerará 1,5 Megawatts (MW) de
energia 24horas, a partir do biodiesel, para atendimento da demanda urbana,
inclusive do parque madeireiro local.
Marques participou da mesa redonda em Nova Mutum e fez demonstração prática da
produção de biodiesel num galpão da exposição agropecuária. Ele acredita na
viabilidade dessa fonte de energia, sobretudo para utilização em municípios
ainda não interligados ao sistema energético nacional e nas propriedades rurais
com grande consumo de diesel.
Essa crença é compartilhada pelo pró-reitor de Pesquisa da UFMT, Paulo Teixeira
de Souza, que também esteve em Mutum, defendendo o projeto biodiesel.
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BIOCOMBUSTÍVEIS, FATOR DE COOPERAÇÃO ENTRE AS NAÇÕES, PREVÊ A
AIE |
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22/06/2005
O
desenvolvimento dos biocombustíveis é positivo para os países da Agência
Internacional de Energia (AIE) já que contribui para diminuir sua dependência do
petróleo, mas também para os países do sul, que são os principais produtores e
onde podem ter usos domésticos e agrícolas.
"O uso de biocombustíveis líquidos, como o etanol e o biodiesel no setor do
transporte de todos os países pode reduzir a dependência do petróleo" e, em
muitos países do sul, poderia ser utilizada "para cozinhar e para ser aplicada
nas necessidades agrícolas", indica a AIE.
Essas são algumas das conclusões de um seminário realizado pela AIE que reúne os
principais consumidores de energia e que foi patrocinado pela Fundação das
Nações Unidas e pelo governo do Brasil. Os participantes, entre os quais havia
seis ministros, vários embaixadores, empresários e especialistas em
biocombustíveis, ressaltaram os avanços tecnológicos que lhes dão grandes
potencialidades.
Os participantes aludiram ao fato de que muitos países estão contemplando a
possibilidade de elevar acima do objetivo inicial de 10% de biocombustíveis a
mistura utilizada nos combustíveis. "Este nível é considerado um bom objetivo a
curto prazo, porque requer poucas mudanças na distribuição do combustível ou nos
motores dos carros", afirma a AIE. No horizonte de 2025, o etanol poderia
substituir 25% da gasolina, de modo que em certos países isso permitiria
substituir importações de petróleo.
O diretor executivo adjunto da AIE, William Ramsay, disse que os participantes
do seminário detectaram "um número destacável de novas políticas para ampliar a
produção de biocombustíveis para ser usado em países em desenvolvimento e
industrializados". De acordo com Ramsay os biocombustíveis representam "uma
oportunidade única" de desenvolver a cooperação entre países do sul e entre
estes e países do norte.
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ENERGIA ministro interino de Minas e Energia |
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22/06/2005
TOLMASQUIM ASSUME MINISTÉRIO DAS MINAS E ENERGIA
O atual presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim,
ocupará interinamente o cargo de ministro de Minas e Energia, informou a Agência
Brasil. O Diário Oficial da União trouxe hoje a nomeação de Dilma Rousseff como
nova ministra da Casa Civil. Para o cargo de presidente interino da EPE, foi
escolhido José Carlos Miranda, que se encontrou, ontem, com o consultor da União
da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) Onorio Kitayama e
representantes do setor sucroalcooleiro e de energia, na sede da EPE, no Rio de
Janeiro, para esclarecer pontos sobre a inclusão da energia de biomassa na
matriz energética brasileira e sobre os mecanismos que viabilizariam essa
inclusão.
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Redução das emissões de veículos é tema de conferência nesta semana
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- 19/06/2005
A preocupação com a eficiência dos combustíveis
para veículos automotores e a redução dos impactos que promovem no meio ambiente
vão reunir especialistas internacionais e brasileiros nesta semana, em Brasília,
na IV Conferência Internacional de Emissões Veiculares. O encontro pretende
estimular o intercâmbio de informações entre diversos países e definir
estratégias que resultem em políticas governamentais para a redução de doenças e
danos ambientais provocados pelos veículos automotores e caminhões.
Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a frota
brasileira saltou de 18 milhões de veículos em 1990 para 36 milhões em 2003 – o
que provocou impactos no meio ambiente com a emissão de gases veiculares. Os
especialistas vão discutir alternativas para incrementar o programa de controle
de poluição do ar por veículos automotores (Proconve), do Ibama, uma vez que
acreditam em um aumento expressivo na venda de carros e caminhões nos próximos
anos diante das projeções de crescimento econômico do país.
O Proconve impõe restrições aos limites de emissão dos veículos novos com
medidas que proíbem as alterações das características originais dos carros e
caminhões por seus proprietários ou mecânicos. Desde o final da década de 80 o
programa do Ibama obrigou fabricantes de veículos automotores a reduzirem as
emissões entre 80% e 90%, de acordo com a classe do veículo.
Estudos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) apontam, no
entanto, que se aumentarem as reduções nas emissões veiculares nas maiores
regiões metropolitanas do Brasil, em 20 anos podem ser evitadas 47 mil mortes
prematuras, 20 mil hospitalizações e 50 mil casos de bronquite crônica – com
benefícios que somam R$ 50 bilhões.
A Petrobrás vai aproveitar a Conferência para apresentar os planos da empresa
para a redução das emissões no Brasil. A empresa pretende, até 2010, investir
US$ 3,3 bilhões para reduzir a emissão de enxofre na gasolina e óleo diesel. Os
especialistas também vão cobrar durante o encontro a aprovação do projeto de lei
5979/2001, que regulamenta e federaliza as inspeções veiculares no país. O custo
para colocar as inspeções em prática é o maiores obstáculo para a aprovação da
matéria, uma vez que a inspeção anual é da ordem de R$ 50 por veículo, valor a
ser pago pelo proprietário do carro. (Gabriela Guerreiro / Agência Brasil)
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biodiesel: Evento em São Paulo |
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16/06/2005
- A Redação
Conferência: Perspectivas, Oportunidades, Desafios e Investimentos no
MERCADO DE COMBUSTÍVEIS
O Evento
Acontecerá nos dias 23
e 24 de junho de 2005 – no Hotel Ninety - São Paulo. Alameda Lorena 521 - Cerqueira Cesar - SP. tel: 11 3055-6800.
Objetivos:
Analisar as tendências e o cenário
macroeconômico e político do mercado de combustíveis para direcionar a tomada de
decisões e novos investimentos no setor
Debater os impactos da entrada do gás natural no Brasil e as perspectivas
de expansão da distribuição do gás natural
Avaliar os impactos do uso de novos combustíveis, os desafios, benefícios,
impactos na matriz energética e reflexo no meio ambiente para viabilizar a
tomada de decisões
Preparar-se para realizar novos investimentos em biodiesel, garantindo
maior competitividade no mercado
Estabelecer parcerias estratégicas frente ao potencial de crescimento do
mercado brasileiro de combustível
Compreender os possíveis impactos no mercado de combustíveis frente a
reforma tributária
Elaborar estratégias a curto, médio e longo prazo que visem atender as
necessidades do mercado, vislumbrando novas oportunidades de negócios
Beneficiar-se da experiência de especialistas, marcando presença entre os
principais executivos do mercado
Inscrições: CONDIÇÕES
ESPECIAIS -
1)
Com 1 inscrição pagante a segunda inscrição é gratuita, ou Desconto de 20% por inscrição.
É importante
que todos os contatos sejam feitos com Luciana Souza
Fone: 0 xx
11 5505-1003 ramal 104 - Fax: 0 xx 11 5505-3375.e-mail:
lsouza@iir.com.br
Segundo Raquel, Planos aceitou o convite formalizado na reunião para participar
do projeto de implementação de uma rota tecnológica entre Goiânia e Anápolis.
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2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL |
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1ª
BIODIESELWORLD
CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO
DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO E A INDÚSTRIA DO BIODIESEL
Maior evento do mundo em Biodiesel
- Palestras
- Discussões
- Networking
- Exposição de Tecnologias de Produção e Uso do Biodiesel
Além de apresentar o
2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL
Local: Parque e Palácio do Anhembi
Data: 7 a 10 de Novembro de 2005
São Paulo – SP – BRASIL
· A Conferência e Exposição vão explorar o crescente interesse por biocombustíveis no mundo
· A Conferência contará com especialistas representando a indústria
internacional de biocombustíveis, representantes da comunidade acadêmica e
representantes de programas governamentais de biodiesel em diversos países
· A Conferência contará com a presença de especialistas na área de álcool e biodiesel como engenheiros, políticos, industriais e profissionais de marketing
· Os tópicos a serem discutidos incluem legislação energética e incentivos
governamentais para biocombustíveis, construção de plantas comerciais de biodiesel, fontes de matérias primas, conversão da biomassa, comercialização do biodiesel nos mercados de commodities e muitos outros tópicos relacionados com o
desenvolvimento da indústria do biodiesel
· Neste evento os participantes terão a oportunidade de observar as últimas
inovações na indústria do biodiesel, além de encontrarem líderes da indústria
nacional e internacional, líderes políticos e acadêmicos que estarão
participando da feira |
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GALERIA DOS
CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2005 |
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CLIPPING ANOS
ANTERIORES
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CLIPPINGS
- 2004
CLIPPINGS - 2003
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