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BIODIESELWORLD
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Biodiesel. |
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Mercado de Combustíveis |
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16/06/2005
- A Redação
Conferência: Perspectivas, Oportunidades, Desafios e Investimentos no
MERCADO DE COMBUSTÍVEIS
Inscrições: CONDIÇÕES
ESPECIAIS -
1)
Com 1 inscrição pagante a segunda inscrição é gratuita, ou Desconto de 20% por inscrição.
É importante
que todos os contatos sejam feitos com Luciana Souza
Fone: 0 xx
11 5505-1003 ramal 104 - Fax: 0 xx 11 5505-3375.e-mail:
lsouza@iir.com.br
O Evento
Acontecerá nos dias 23
e 24 de junho de 2005 – no Hotel Ninety - São Paulo. Alameda Lorena 521 - Cerqueira Cesar - SP. tel: 11 3055-6800.
Objetivos:
Analisar as tendências e o cenário
macroeconômico e político do mercado de combustíveis para direcionar a tomada de
decisões e novos investimentos no setor
Debater os impactos da entrada do gás natural no Brasil e as perspectivas
de expansão da distribuição do gás natural
Avaliar os impactos do uso de novos combustíveis, os desafios, benefícios,
impactos na matriz energética e reflexo no meio ambiente para viabilizar a
tomada de decisões
Preparar-se para realizar novos investimentos em biodiesel, garantindo
maior competitividade no mercado
Estabelecer parcerias estratégicas frente ao potencial de crescimento do
mercado brasileiro de combustível
Compreender os possíveis impactos no mercado de combustíveis frente a
reforma tributária
Elaborar estratégias a curto, médio e longo prazo que visem atender as
necessidades do mercado, vislumbrando novas oportunidades de negócios
Beneficiar-se da experiência de especialistas, marcando presença entre os
principais executivos do mercado
Programação
Quinta-feira, 23 de
Junho de 2005
8:30
Entrega da documentação e café
9:00 Abertura da
Conferência pelo presidente de mesa
Olga Eleutério Silva, Empresária
Centro Automotivo Fortaleza
Automotivo Esperança Francisco Morato
ABERTURA DO
MERCADO DE COMBUSTÍVEIS E PERSPECTIVAS DO SETOR
9:10 Análise macroeconômica e os reflexos da abertura do mercado de
combustíveis na matriz energética brasileira e as mudanças que o mercado livre
trouxe para a cadeia do setor
Tânia Carvalho Siqueira, Gerente Jurídico
Petrobras Distribuidora
10:00
Coffee Break
MELHORIA CONTÍNUA
DE PROCESSOS E CONTROLE DA QUALIDADE DE COMBUSTÍVEIS
10:15 O processo de melhoria contínua como estratégia eficaz para
alcançar a excelência na qualidade dos combustíveis, atender as exigências
ambientais e viabilizar os novos negócios
Delfim Oliveira, Diretor Superintendente
Ello Combustíveis
GESTÃO DE RISCOS
E FRAUDES
11:00 Como gerenciar riscos e minimizar fraudes para prevenir
adulteração de combustíveis, que geram a concorrência desleal, refletindo na
arrecadação de impostos e na qualidade do produto oferecido à sociedade
Carlos Eduardo Wright Domingues,Diretor
Downstream Consultoria em Petróleo
OS IMPACTOS DOS
PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NO MERCADO NACIONAL E INTERNACIONAL
11:45 Evolução
recente do mercado internacional de petróleo e fundamentos da dinâmica dos
preços, considerando-se a economia mundial (câmbio, crescimento), geopolítica,
demanda por petróleo (com destaque para China), oferta de petróleo e perfil da
produção incremental, natureza do comportamento da OPEP e qualidade de derivados
para entendimento da situação atual e panorama preciso do mercado de
combustíveis
Rafael Resende Pertusier, Economista
Petrobras
12:30 Reflexos na
comercialização para a economia nacional frente aos reajustes dos preços dos
combustíveis e a comparação da situação do mercado interno com o preço do barril
do petróleo no exterior
Aldo Guarda, Diretor Financeiro
Draft Brasil
13:15
Almoço
LOGÍSTICA,
ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS
14:45 Os impactos
das tecnologias empregadas na logística e transporte de combustíveis no processo
de melhoria contínua, na qualidade do combustível, viabilização e praticidade no
transporte, armazenagem e operação e os reflexos nos custos das operações
Sérgio de Souza Araújo, Gerente de Logística
Repsol YPF
NOVAS REFINARIAS
E OS COMBUSTÍVEIS DERIVADOS DE PETRÓLEO
15:30 Análise e implantação de novas refinarias de petróleo no Brasil e
os impactos no mercado de combustíveis, levando em consideração o aumento do
consumo de derivados de petróleo, aumento de preços e melhora na margem de
refino
Fernando de Castro Sá, Gerente Jurídico de Abastecimento
Petrobras
16:15
Coffee Break
OS IMPACTOS DA
ENTRADA DO GÁS NATURAL NO BRASIL - REGULAÇÃO, VANTAGENS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS
NA DISTRIBUIÇÃO
16:30 Análise do
mercado de distribuição de gás natural no país, envolvendo a viabilização de
novos investimentos e perspectivas de crescimento do mercado
Carlos Bréscia, Diretor de Assuntos Regulatórios e Institucionais
Comgás
&
José Geraldo Saraiva Pinto, Diretor Técnico Comercial
Potigás
18:00
Encerramento do primeiro dia
Segundo dia
Sexta-feira, 24 de
Junho de 2005
8:30
Entrega da documentação e café
9:00 Abertura da
Conferência pelo presidente de mesa
Miguel J. Dabdoub, Presidente
Câmara Setorial de Biocombustíveis do Governo do Estado de São Paulo
Coordenador
Projeto Biodiesel Brasil
O MERCADO DE
COMBUSTÍVEIS E SUAS AÇÕES INSERIDAS NA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
9:10 Briefing: O objetivo dessa palestra é apresentar os critérios e
exigências fundamentais aos players do mercado de combustíveis para atender aos
princípios constitucionais, à Política Nacional do Meio Ambiente, Estatuto das
Cidades, tendo em vista o controle, fiscalização e apuração de infrações
Antônio Carlos Serrão, Gerente Jurídico
Chevron Texaco
10:00
Coffee Break
TENDÊNCIAS DE
AUMENTO DA DEMANDA INTERNA DE ÁLCOOL E PERSPECTIVAS NA EXPANSÃO DAS EXPORTAÇÕES
10:30 Análise do cenário macroeconômico e aumento da produção do álcool,
tendo em vista a crescente demanda no mercado interno e as perspectivas de
exportação para viabilizar novos negócios e atender países envolvidos com
créditos de carbono
Fernando Gomes Perri, Diretor Comercial
Grupo José Pessoa
A PARTICIPAÇÃO DA
BIOMASSA NA MATRIZ ENERGÉTICA E A PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
11:15 A participação da biomassa - gerada a partir do bagaço de
cana-de-açúcar - na matriz energética brasileira, as perspectivas de expansão do
uso e as possibilidades de investimentos voltados para esse combustível
Barsanulfo Xavier Filho, Engenheiro Comercializador de Energia
CPFL Energia
INVESTIMENTOS NA
CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DO BIODIESEL, DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E POLÍTICAS
REGIONAIS
12:00 Análise dos investimentos na capacidade de produção do biodiesel,
desenvolvimento tecnológico e políticas regionais, sua importância na geração de
oportunidades no agronegócio de biocombustíveis e os reflexos no meio ambiente
Miguel J. Dabdoub, Presidente
Câmara Setorial de Biocombustíveis do Governo do Estado de São Paulo
Coordenador
Projeto Biodiesel Brasil
12:45
Almoço
A IMPORTÂNCIA DOS
CRÉDITOS DE CARBONO PARA A EXPANSÃO DO USO DE COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS E
OPORTUNIDADE DE MELHORIA DOS RESULTADOS FINANCEIROS
14:15 Oportunidades e estímulos às empresas na substituição de um
combustível por outro menos poluente, o mecanismo para requerer os créditos de
carbono e a disseminação do uso de combustíveis alternativos
Fernando de Souza Machado, Diretor
Ecoinvest
TRIBUTAÇÃO NO
MERCADO DE COMBUSTÍVEIS
15:00 Análise da estrutura do sistema tributário incidente sobre o setor
e propostas da atual reforma tributária no mercado de combustíveis
Carlos Adolfo Duarte, Sócio Advogado
Levy & Salomão Advogados
15:45
Coffee Break
REGULAMENTAÇÃO
16:00 A importância da regulamentação e do movimento do Sistema de
Informação e Monitoração de Produto - SIMP - como provedor de informações
estratégicas ao mercado, possibilitando a tomada de decisão racional e o
direcionamento de novos investimentos
Maria Cristina Guimarães, Analista Técnica
Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis - ANP
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O MAIOR PLANO SAFRA DA
HISTÓRIA |
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- 18/06/2005
Anúncio de Plano
de Safra em Santa Rosa é suspenso. Aumento de verba favorece apenas assentados
A partir de 1º de
julho os recursos para custeio e investimento da agricultura familiar devem
estar nos bancos. O Ministério do Desenvolvimento Agrário ainda não definiu data
para apresentar a íntegra do Plano de Safra 2005/2006 que totaliza R$ 9 bilhões.
O lançamento, ontem, em Santa Rosa, foi cancelado devido ao mau tempo que
impediu a chegada ao RS do presidente Lula e do ministro do MDA, Miguel Rossetto.
Apesar da elevação de R$ 2 bilhões em relação a 2004, os limites por produtor
não subiram. O reajuste foi exclusivo para aos assentados. O Pronaf A passa de
R$ 15 mil para R$ 18 mil.
O vice-presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, criticou a estagnação,
especialmente no custeio. A expectativa era de elevação dos valores devido ao
aumento de custos produtivos e da descapitalização. 'Em anos anteriores, o
produtor completava a verba do Pronaf com recursos que dispunha. Esse ano, ele
não tem. Com certeza faltará dinheiro e vamos ter de correr atrás de mais
recursos. Pressionar o governo.' Do total a ser injetado nesta safra, R$ 1,5
bilhão deve ser aplicado no Rio Grande do Sul, R$ 1 bilhão a menos que a
expectativa mínima para formação de uma lavoura de bom nível tecnológico, alerta
Miranda.
O assessor do MDA Fábio Pereira argumenta que o plano prevê sobretetos de 30% a
50%, instrumentos que permitem ao produtor tomar mais crédito além do teto em
determinadas linhas. Pereira acredita que o MDA cumprirá o objetivo de crescer
verticalmente e horizontalmente, elevando o número de agricultores assistidos e
o valor médio contratado. O assessor cita como exemplo o Pronaf C Custeio, em
que o teto é de R$ 3 mil, mas a média tomada no país, de R$ 1.980,00. 'Dentro
dos recursos disponíveis, acreditamos que será possível o produtor tomar mais
crédito.'
O MDA destacou o incremento ainda em novas linhas para agroindústrias e créditos
adicionais para reconversão de lavouras de fumo. Para aqueles que plantam
oleaginosas utilizadas para produção de
biodiesel em todo o
país, poderá ser concedido novo crédito de custeio ao produtor,
independentemente, do montante utilizado na safra precedente.
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R$ 1,5 bi deve ficar no Estado |
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-
17/06/2005
A
expectativa do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, é de
que sejam destinados R$ 1,5 bilhão para o Estado. A projeção tem como base os
empréstimos tomados em anos anteriores, explicou. O Plano de Safra da
Agricultura Familiar contará este ano com R$ 9 bilhões para todo o país.
O valor desagrada parte dos representantes dos agricultores - como a Federação
dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), que pedia R$ 18 bilhões - mas recebeu
apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/Sul).
Entre as mudanças deste plano estão a ampliação do limite de financiamento do
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na
modalidade A - que subiu de R$ 15 mil para R$ 18 mil.
Confira orientações e novidades do Plano Safra
Procedimentos básicos
- Obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
- O documento é fornecido pela Emater, por associações de agricultores ou
sindicatos.
- Para obter a DAP, o agricultor terá de levar o CPF, um documento que comprove
a posse da área a ser explorada - pode ser escritura, título, contrato de
arrendamento, contrato de parceria ou outro registro que comprove o domínio
sobre o imóvel.
- De posse da declaração, o interessado deve se dirigir ao sindicato, associação,
Emater ou prefeitura que tenha convênio com o banco para agilizar o contrato,
levando junto todos os documentos pessoais (CPF, carteira de identidade, por
exemplo) para fazer a solicitação do Pronaf.
- Será preciso, ainda, elaborar a proposta simplificada de crédito agrícola. É
preciso definir as atividades que serão desenvolvidas.
- Concluídas essas etapas, a entidade procurada para fazer a solicitação fica
responsável por encaminhar o pedido a um dos bancos credenciados.
Os bancos credenciados
- Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB), Banco da Amazônia (Basa),
Banrisul, Nossa Caixa, Banestes, bancos estaduais em geral, bancos cooperativos
e cooperativas de crédito. Também o Bradesco, Itaú e Unibanco e todos os demais
bancos privados que operam com financiamentos rurais.
Os tipos de financiamento
Custeio
- É usado para os gastos com a manutenção da sua atividade, como para a compra
de insumos (adubos, por exemplo) ou de sementes, para financiar o plantio de
lavouras ou a compra de ração para animais. É usado para os projetos que demoram,
no máximo, dois anos para dar retorno.
Investimento
- Deve ser usado em gastos com a aquisição de equipamentos ou construção de
estruturas geradoras de renda, como para a compra de bens duráveis (tratores,
por exemplo) ou para fazer uma benfeitoria, como uma cerca ou um estábulo. É
utilizado para os projetos que demoram a dar retorno.
Os juros
- Variam de 1% ao ano, nos empréstimos de até R$ 3 mil e no Pronaf modalidade B,
a até 8,75% ao ano, no Pronaf Custeio Agroindústria.
Valores
- De R$ 500, para custeio no Pronaf modalidade C, a até R$ 150 mil, no plano
Custeio Agroindústria.
Prazos
- De um ano, no Custeio Agroindústria, a até 16 anos, no Pronaf Florestal.
Outros programas dentro do
Plano Safra
- Seguro da agricultura familiar
- Assistência técnica e extensão rural
- Programa nacional do biodiesel
- Cooperativas de crédito
- Linhas específicas para mulheres e jovens
- Programa de recuperação de assentamentos
- Programa de agroindústria
- Linha microcrédito rural
- Pronaf agroecologia
- Biodiesel
- Crédito para obras hídricas
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
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Biodiesel |
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- 16/06/2005
No
final dos anos 70 o Brasil lançou o Proálcool, programa previsto para criar um
combustível nacional alternativo num momento em que o mundo vivia conturbados
momentos, o que colocava em risco a exportação de petróleo pelos países-membros
da Opep.
O Proálcool destinava-se a estimular o cultivo da cana-de-açúcar, o incremento
da indústria sucroalcooleira e a produção em série de veículos movidos a álcool.
Por alguns anos o programa apresentou o melhor resultado possível, tanto com a
geração de empregos no campo quanto na fabricação de automóveis que não
dependiam da gasolina importada.
Paulatinamente o Proálcool foi desmontado e a frota a álcool sofreu drástica
redução, tanto pela ausência desses veículos nas linhas de montagem quanto pela
conversão de motores para a gasolina. Recentemente o Brasil redescobriu o álcool
e as montadoras inovaram lançando automóveis e utilitários bicombustíveis. A
retomada do combustível genuinamente brasileiro reativará a velha e conhecida
lei da oferta e da procura, o que certamente reaquecerá o setor sucroalcooleiro.
Um país que tem condições de produzir álcool combustível para sua frota de
veículos leves tem que lançar mão desse produto por razões sociais, econômicas e
estratégicas. Isso também se aplica ao biodiesel,
que surge como alternativa para a redução do custo do abastecimento da frota
pesada, como fator de diminuição da poluição atmosférica e como instrumento de
geração de postos de trabalho para a agricultura familiar.

Ontem, na mesa redonda “Biodiesel em Mato Grosso: perspectivas e tecnologias’,
evento esse integrante da exposição agropecuária Expomutum, de Nova Mutum, o
projeto de produção de biodiesel
a partir de girassol, soja, caroço de algodão e outras matérias-primas, deu
importante passo: o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Otaviano
Pivetta, anunciou a criação de um comitê liderado por sua secretaria e
composto por outras Pastas do governo e pela Universidade Federal (UFMT), para
fomentar estudos e se avaliar com profundidade todos os aspectos da cadeia desse
combustível.
Mato
Grosso tem opções regionalizadas para a produção do
biodiesel a partir de
biomassas renováveis. E em Nova Mutum, pelas características econômicas do
município, o girassol safrinha pode se transformar nesse biocombustível para
consumo regionalizado. No macro e de modo estratificado, o comitê lançado por
Pivetta será a alavanca para a transformação de vegetais numa nova e segura
matriz energética.
“Mato Grosso tem opções regionalizadas para a produção do
biodiesel a partir de
biomassas” |
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Pinhão manso vira
nova matriz energética do Piauí |
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- 16/06/2005
Comum no semi-árido, o pinhão manso é a nova matriz energética do Piauí e está
sendo plantada em larga escala pela empresa Brasil Ecodiesel para a produção
de biodiesel.
O gerente executivo da Fundação Birman, Paulo Coutinho, afirmou que o pinhão
manso é uma oleaginosa promissora para a produção de
biodiesel.
“Estamos em fase de pesquisa e o pinhão manso para dar frutos demora um ano”,
disse Paulo Coutinho.
Segundo ele, apesar do pinhão manso demorar um ano para produzir seus frutos,
ao contrário da mamona, sua vantagem está no fato de ser uma espécie perene,
que vive entre 25 a 30 anos e pode dar retorno financeiro muito grande.
A Brasil Ecodiesel está em fase de experiência com o pinhão manso, muito
resistente à seca e freqüente na paisagem do semi-árido.
A Brasil Ecodiesel plantou dez hectares de pinhão manso no Piauí, em sua
fazenda Santa Clara, no município de Canto do Buriti, e cinco hectares em
Minas Gerais.
O pinhão manso é uma planta da região do semi-árido e rica em óleo. Atualmente
os habitantes da região do semi-árido não utilizam a planta e os frutos são
desperdiçados porque têm muito óleo e não serve para o consumo humano.
Paulo Coutinho afirmou que após um ou dois anos o pinhão manso começa a dar
frutos e garante safras anuais por 30 anos. O pinhão manso tem oleosidade
similar à mamona. “É uma planta muito resistente. É do semi-árido e dá
bastante, frutos”, falou Coutinho. (E.R.)
Lavradores estão vendo novas possibilidades
Os agricultores de Paulistana Paulo José Assis Neri, de 38 anos, pai de três
filhos, e José de Sousa, de 42 anos, não acreditam na possibilidade de ganhar
dinheiro com o plantio de mamona.
No ano passado, eles plantaram milho, feijão e mandioca em suas terras, como
fazem todos os anos, e continuaram trabalhando em uma fazenda, onde ganham R$
300 mensais, cada.
Na fazenda, porém, entre outras atividades, como a de cuidar da criação de
carneiros, Paulo José Assis Neri e José de Sousa plantaram pouco menos de dois
hectares com mamona, seguindo as ordens do patrão, que está investindo no
plantio.
“Eu não estava acreditando que desse certo, mas os pés de mamona crescem e dão
frutos rápido. Neste ano, quando recomeçarem as chuvas, vou plantar mamona no
meu terreno porque sei que vai dar certo”, declarou Paulo José Assis.
Ele acha que a plantação de mamona vai reforçar seu ganho como assalariado na
fazenda. José de Sousa também planeja plantar mamona em seu hectare de terra
que possui na zona rural de Paulistana após o êxito do plantio de seu patrão.
A fazenda onde Paulo José e José de Sousa trabalham vai aproveitar as sementes
colhidas neste ano para plantar uma área maior.
José de Sousa afirmou que o plantio da mamona tinha dado melhor resultado se
não tivessem errado e colocado duas sementes em uma cova, quando deveria ser
só uma.
O agricultor Hernani Vieira de Carvalho, de 56 anos, que cultiva carnaúba em
Patos do Piauí, afirmou que vai plantar mamona junto com feijão, além de
continuar com suas roças de milho e mandioca. “É muito fácil plantar mamona e
rende muito”, afirmou Hernani de Carvalho. (E.R.)
Estado pode produzir 1 bilhão de litros de
biodiesel por
ano
O governador Wellington Dias afirma que o Piauí possui 1 milhão de terras
apropriados para a plantação da mamona e isso garante a produção no Estado de
1 bilhão de litros de biodiesel
por ano, gerando empregos para cerca de 300 mil pessoas.
O gerente da empresa Brasil Ecodiesel, Júlio Armando Martinez, disse que o
Piauí está definitivamente inserido no mercado da mamona do Brasil, que não
existia.
Ele afirmou que os produtores de mamona agrupados na Fazenda Santa Clara, da
Brasil Ecodiesel, em Canto do Buriti, estão colhendo uma supersafra, onde
estão sendo colhidos cerca de 1,5 mil quilos de sementes por hectare.
Júlio Armando Martinez prevê a colheita de 6 mil toneladas de mamona nas
plantações de Canto do Buriti, São Raimundo Nonato, Caracol, Paulistana, Pio
IX, Assunção e São Miguel do Tapuio. “Essa produção não existia no ano passado.
Isso significa mais renda para os os produtores”, declarou.
Atualmente, 2,5 mil famílias piauienses de agricultores já trabalham no
plantio e colheita da mamona para a produção de
biodiesel. Na
agricultura familiar, a produção da mamona está ficando em 400 quilos por
hectare.
“Nos outros municípios precisamos trabalhar com a recuperação do solo usado
pela agricultura familiar”, comentou Júlio Armando Martinez.
A produção média nacional é semelhante a da Bahia, que fica entre 600 a 700
quilos por hectare. (E.R.)
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Políticas
regionais são criticadas na Pec Nordeste |
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- 16/06/2005
O
fato de a proporção entre pobres no meio rural representar mais que o dobro do
observado na área urbana confirma a ineficácia das políticas públicas na redução
das desigualdades entre o campo e a cidade. A avaliação foi feita pelo
presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec),
José Ramos Torres de Melo Filho, durante a abertura do IX Seminário Nordestino
de Pecuária (Pec Nordeste).
Neste contexto, o investimento em agronegócio em todo o País, na interpretação
de Torres de Melo, desponta como um dos caminhos sustentáveis para reduzir as
diferenças em todos os níveis, inclusive regionais. “A pobreza deve ser superada
com trabalho e tecnologia”, disse. Segundo a Faec, o agronegócio brasileiro foi
responsável por 33% do PIB, 42% das exportações, 37% dos empregos e gerou US$ 26
bilhões de superávit na balança comercial em 2004.
JUSTIÇA - O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Rio grande do
Sul (Farsul), Carlos Rivaci Sperotto, disse que a renegociação das dívidas dos
produtores rurais do Nordeste, que estão sem capacidade de pagamento dos
financiamentos, é uma questão de justiça. Ele destacou a potencialidade do
Nordeste em relação ao biodiesel,
e pediu apoio dos governos para a produção de mamona e de dendê.
AVANÇOS - O secretário Nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da
Agricultura, Gabriel Alves Maciel, se comprometeu a apoiar a renegociação das
dívidas dos produtores rurais nordestinos e ressaltou os avanços dos agronegócio
no Ceará, Nordeste e Brasil. Em relação à exportação de carnes ele pontuou:
“Temos 28% do mercado mundial. Nossa média anual de exportações é de 16,6
bilhões de toneladas por ano”.
AÇÕES - O vice-governador, Maia Júnior, que representou o governador Lúcio
Alcântara na solenidade, disse que o desenvolvimento regional, priorizando a
área rural, tem sido compromisso do Governo do Estado. Entre as ações do
Executivo estadual nesse sentido, ele citou a criação ao longo de 2005 da
Agência de Vigilância Vegetal e Animal, do Projeto Sertão Vivo e do Programa de
Agentes Rurais.
SERVIÇO: IX Seminário Nordestino de Pecuária (Pec Nordeste) segue até amanhã, no
Centro de Convenções. Das 8 às 21 horas. Eventos abertos ao público com entrada
franca.
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Aniversário em
grande estilo |
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- 16/06/2005
Embrapa divulga resultado do prêmio Frederico de Menezes Veiga, feito em
parceria com a revista Globo Rural, e lança novas tecnologias para o campo
A
Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, comemorou em abril 32
anos de idade com um evento especial em sua sede, na capital federal. Além de
lançar oficialmente novas tecnologias para o mercado, a principal instituição
brasileira de pesquisa do setor rural entregou o prêmio Frederico de Menezes
Veiga, que já se tornou uma tradição na comunidade científica nacional, aos dois
cientistas que mais se destacaram no ano de 2005 na implantação de tecnologias
com o objetivo de desenvolver o setor agropecuário brasileiro.
O prêmio da Embrapa, uma parceria com a revista Globo Rural, foi concedido aos
pesquisadores Rodolfo Rumpf, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotec- nologia, e
Marco Antonio Machado, do IAC - Instituto Agronômico de Campinas. A premiação
sempre é oferecida a um profissional da Embrapa e a outro cientista de um
instituto de pesquisa parceiro.
Os premiados foram contemplados com peça de arte simbólica, diploma e
importância em dinheiro entregues pelo ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, Roberto Rodrigues, que participou da festa de aniversário.
O prêmio foi instituído em 1974 e o primeiro agraciado, Álvaro Santos Costa,
cientista do IAC, recebeu o troféu em 1975, o que significa que o Frederico de
Menezes Veiga completou exa- tos 30 anos de existência.
O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, em seu discurso na festa de
aniversário, ressaltou o empenho do presidente Lula e do ministro Roberto
Rodrigues em defesa da pesquisa agropecuária e da Embrapa.
Crestana também frisou a importância do atual governo federal em querer resgatar
a dívida que o Brasil tem com os países africanos.
De sua parte, o presidente da Embrapa reforçou a tese de que o resgate histórico
está sendo feito e que como o desenvolvimento inicial das Américas se fez à
custa de um investimento compulsório imposto às nações africanas pela
escravatura, "parece justo que lhes devolvamos em conhecimento e tec- nologia o
que um dia recebemos em sangue, suor, cultura e alma".
Rodrigues ressaltou a importância da pesquisa brasileira no desenvolvimento da
biomassa, ou seja, em produtos ligados à agroenergia, como destaque o álcool e
agora o biodiesel.
Durante a solenidade, a Embrapa lançou oficialmente novas tecnologias. A
primeira foi um trabalho inédito de mapeamento do território brasileiro feito a
partir de imagens captadas por meio de satélites. O nome do produto é "O Brasil
em Relevo", que mostra de forma precisa todo tipo de elevação ou desnível do
país. Depois, a equipe de Crestana divulgou inseticida biológico para o controle
do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Finalmente foi lançada
máquina para abrir castanha de caju, com ca- pacidade de 200 castanhas por
minuto e servirá a cooperativas e pequenos processadores
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Fetag dá
orientações sobre mamona |
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- 16/06/2005
-
Efrém Ribeiro
A
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag) está
incentivando a produção de mamona. A entidade reconhece que esse tipo de plantio
aumenta muito a renda familiar das pessoas da região Sudeste do Estado. Os
ganhos são entre R$ 300 e R$ 450
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag),
Adonias Higino, disse que a entidade está orientando os trabalhadores para
plantarem mamona.
Ele afirmou que a participação da Fetag e da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (Contag) no projeto de plantio da mamona para a
produção de biodiesel
acontece porque gera mais renda, agrega valores à produção atual e tem um campo
muito vasto no Piauí.
São mais de 100 municípios com potencial para o plantio da mamona e há uma
necessidade de investimentos no fortalecimento da agricultura familiar.
“São várias maneiras de produção da agricultura familiar e a mamona vem como uma
alternativa importante”, afirmou Adonias Higino. O presidente da Fetag afirmou
ainda que os trabalhadores ganham na região de Paulistana uma renda média de R$
300 a R$ 450 e a mamona é uma alternativa para aumentar a renda das famílias dos
pequenos produtores.
“A gente pode melhorar a renda e ter melhores condições de vida dos
trabalhadores rurais”, disse Adonias Higino. Segundo ele, a mamona pode ser
consorciada com o feijão e seus custos de plantação e cultivo são baixos.
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Mamona surge
como opção no oeste baiano |
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- 16/06/2005 -
Patrick Cruz De Luís Eduardo Magalhães (BA)
O oeste baiano está em plena colheita de sua primeira safra de mamona, cultura
que surge como nova opção para uma região notabilizada pela crescente produção
de soja e algodão. A área plantada, de cinco mil hectares, deve produzir cerca
de 10 mil toneladas, estimam produtores locais. Isso equivale a quase 10% da
produção da Bahia, principal produtor do país.

"A mamona está em falta na indústria. Essa é mais uma alternativa que temos de
investimento", diz Eduardo Yamashita, de Luís Eduardo Magalhães, a 947
quilômetros de Salvador. Em sua propriedade de 1,3 mil hectares, na qual planta
mamão e maracujá, Yamashita dedicou à mamona 100 hectares neste ano. Ele prevê
obter preço de R$ 40,00 por saca de 60 quilos. "Será uma boa oportunidade
principalmente para os pequenos produtores". Segundo a Associação de
Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a produtividade da primeira safra de
mamona da região será de 36 sacas/hectare.
Os cinco mil hectares são apenas uma pequena fatia do 1,487 milhão de hectares
da produção agrícola do oeste da Bahia na safra 2004/2005. Mas o número poderá
avançar de forma expressiva no próximo ciclo. "Esse é um bom negócio. A área
certamente vai triplicar na próxima safra", diz o prefeito de Luís Eduardo
Magalhães, Oziel Oliveira, que somou à sua produção de soja 300 hectares para o
plantio de mamona.
Caso a projeção se confirme, a mamona passará a ocupar uma área superior à
dedicada ao café, que é de 13,6 mil hectares. O produto superou os dois mil
hectares do feijão. A principal cultura da região é a soja, com 870 mil
hectares.
Os 12 produtores que decidiram apostar na cultura no oeste da Bahia dedicaram a
ela áreas de, no máximo, 500 hectares. Foi fechado um acerto prévio para vender
a produção para a beneficiadora paranaense Natura Base, e outros contratos estão
sendo negociados para pulverizar a venda da segunda safra para outras indústrias.
A mamona do oeste da Bahia deverá ser utilizada principalmente para a produção
de óleos finos, como lubrificantes para a indústria automobilística.
Os produtores da região não têm o biodiesel
como uma de suas prioridades, diz Oliveira, especialmente depois dos problemas
enfrentados por produtores do Ceará e Rio Grande do Norte, onde a falta de
chuvas e desacordos sobre preços e prazos de entrega com compradores como a
Petrobras desestimularam a cultura este ano. A produção brasileira de mamona é
de cerca de 190 mil toneladas e a da Bahia, de 129 mil.
maiores
informações: http://www.seagri.ba.gov.br/programas.asp?qact=viewprogram&prgid=20
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Mamona beneficia 8
mil famílias no PI |
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- 16/06/2005 -
Efrém Ribeiro
SUDESTE/A empresa Brasil Ecodiesel expande seus negócios e planta mamona em pelo
menos 56 municípios da região de Paulistana. A parceria com cerca de 8 mil
famílias vem garantindo melhor renda para essas pessoas. A empresa fornece aos
agricultores as sementes de mamona, adubos, fertilizantes e ferramentas para o
preparo da terra
Depois de plantar mamona em 4,5 mil hectares de terras na Fazenda Santa Clara,
em Canto do Buriti, cultivados por 616 famílias, que estão ganhando entre R$ 450
a R$ 500 mensais, para a produção de
biodiesel, a empresa Brasil Ecodiesel
começa a expandir seu plantio em 56 municípios na região de Paulistana (450 km
de Teresina), contando com a parceria de cerca de 8 mil famílias.
O coordenador de Agricultura Familiar da Brasil Ecodiesel, Ângelo Reverdosa,
disse que a empresa, o governo do Estado, a Associação Piauiense dos Municípios
e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag)
promoveram, na semana passada, em Paulistana, um encontro dos municípios da
região Sudeste com potencial do cultivo da mamona.
“Estamos esperando em massa novas famílias de produtores para se engajarem no
plantio de mamona”, afirmou Ângelo Reverdosa. Reverdosa disse que a Brasil
Ecodiesel quer que estes agricultores insiram em suas áreas de plantio o cultivo
da mamona.
Ele afirmou que a meta da Brasil Ecodiesel é inserir na plantação de mamona na
região do Sudeste do Piauí 8 mil famílias durante a safra 2005-2006.
A empresa fornece aos agricultores as sementes de mamona e feijão porque são
plantadas em consórcio, adubos, fertilizantes e ferramentas para o preparo da
terra e assistência técnica para os pequenos agricultores.
Os agricultores que plantam a mamona assinam contrato com a Brasil Ecodiesel,
que garante a compra das sementes da mamona a R$ 0,55 o quilo, além de
percentual na exportação do biodiesel
e venda no mercado nacional.
Agricultores de 15 municípios da região Sudeste do Piauí plantaram mamona e
estarão colhendo as sementes a partir do final deste mês.
Reverdosa afirma que a previsão de colheita na região Sudeste do Piauí é de 250
a 300 quilos por hectare. Algumas regiões terão performance superior de produção
por causa da qualidade do solo, ficando entre 500 a 600 por hectare.
Ainda é menor do que a da área de plantio na Fazenda Santa Clara, em Canto do
Buriti, onde a produtividade surpreendeu e está em cerca de mil quilos de
sementes de mamona por cada hectare plantado. Os que estão plantando na região
deverão colher aproximadamente 300 toneladas.
No Piauí, a Brasil já trabalha em parceria com 1,5 mil famílias, excetuando as
das fazenda Santa Clara, plantando em 3 mil hectares em média.
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O mundo
da energia: fatos, barreiras, sonhos
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- Luiz Carlos Corrêa Carvalho
Energia é
desenvolvimento! Se sustentável, ou não, é outra discussão. Mas sem energia
não se move e sem movimento não há vida!
O conceito da mobilidade se ligou ao de liberdade
e é o sonho de todo homem. O uso da energia, no século XX, moldou a lógica e o
raciocínio do homem nas mais variadas línguas; mudou o sentido dos negócios, e
encaminhou a humanidade para a maior revolução até então vista: a globalização.

Desde meados do século XX, o conceito global vem
carregando as diferenças de continentes, países e regiões, tal qual uma
avalanche ou uma violenta enxurrada ou um verdadeiro "tsunami". Os países lutam
para manter as suas tradições e costumes, até mesmo para manter a sua língua,
seu dinheiro e seu orgulho.
O processo de globalização mergulhou o mundo num
sistema de velocidade de informações e imagens; de aproximação de desejos e
costumes; de mobilidade, de marcas globais, de alimentação e de intensa guerra
de religiões e de soberanias.
Todo esse rápido jogo de mudanças atravessa os
mares e terras, como um verdadeiro desequilíbrio ecológico que gera as nuvens de
gafanhotos ou os fenômenos climáticos como os tufões. Aqueles que insistem em
não ver as mudanças serão soterrados por elas, talvez até vivos.
Sem energia isso não seria possível. Os homens
saíram das cavernas com a descoberta do fogo, que permitiu, posteriormente,
aumentar o processo de produção agrícola no planeta. Mais tarde, verificou-se
que era um grande erro ambiental. Os homens se aqueciam com a lenha, além da
energia que proporcionava. Mais tarde, verificou-se que esse caminho de
desmatamento era predatório e tremendamente negativo para a natureza. Os homens,
então, fazem a sua maior descoberta: O carvão mineral, que levou à fantástica
revolução industrial no século XIX e que substituiu a lenha. Mal sabiam eles o
mal que faziam ao planeta. Mas o carvão tinha dificuldades de uso e, num lance
genial, o homem descobre o petróleo, rei absoluto da energia no século XX e
assim será até meados do século XXI.
Mas descobriu-se que o encantamento do maior
desenvolvimento e melhoria da qualidade do homem jamais antes visto,
proporcionado pelo uso do petróleo e de seus derivados, aqueceria o planeta e
colocaria em risco o futuro da humanidade!
Esses fatos, são um consenso. O homem encontra-se
no limiar de uma atitude radical que dificilmente tomará: reduzir, urgentemente,
a queima dos combustíveis fósseis, diga-se do carvão, do petróleo, do gás
natural. Junto a isso, inclua-se a questão da energia nuclear, pelos riscos de
contaminação e pelos resíduos.
Os sonhos dos ambientalistas do Clube de Roma, na
década de 1980, vêm se realizando passo a passo. Aqueles homens que definiram a
fundamental importância do desenvolvimento sustentável viam a necessidade de que
todos buscassem respeitar as leis da natureza, essenciais para as nossas futuras
gerações.
Desde então, passando pela Rio 92, além de outras
reuniões, formaliza-se a ratificação do Protocolo de Kyoto que busca, em síntese,
a redução das emissões dos gases do efeito estufa com base em 1990, crucial para
o objetivo maior de um desenvolvimento global mais harmônico e com paz!
O sonho de melhoria de qualidade de vida dos
povos em desenvolvimento é, obviamente, parte essencial dessa discussão. Um
olhar para como é o uso da energia nas várias regiões do nosso planeta é
suficiente para que se entenda as dificuldades de se realizar mudanças rápidas,
consistentes e permanecentes. O consumo per capita de energia primária cresce
com a renda num padrão semelhante, através dos países e do tempo.
É um fato que a energia é essencial para o
desenvolvimento econômico e a melhoria nos padrões de vida. Um recém estudo da
Shell sobre cenários futuros mostra que o efeito renda provoca grandes mudanças
de desenvolvimento social nos países e suas sociedades e que os que sobem
naquela "escada" podem ir em frente com importantes ganhos de energia per capita
com menor uso per capita de energia. Novos países em desenvolvimento poderão
ascender mais rapidamente graças a novas tecnologias que requerem menor uso de
energia ou menor pressão sobre o meio ambiente.
Mas - sempre há um mas - como se consegue elevar
rapidamente a renda per capita dos países em desenvolvimento, que produzem
"commodities" que são protegidas pelos países ricos que querem a abertura dos
mercados dos pobres para seus produtos de valor agregado? Começa-se, então, a
discutir as barreiras, mas aquelas impostas politicamente pelos homens, pois o
planeta é um só!
Sem entrar no mérito das barreiras do acesso aos
mercados, terríveis, negativas e sufocantes, vale analisar os esforços comuns
que os países industrializados e os em desenvolvimento deverão realizar para
mudar a forma de produzir e usar energia, promovendo a descentralização da
produção limpa e renovável, distribuindo-se a renda em mecanismos de mercado e
confirmando a busca global pela melhoria da qualidade de vida do homem e a
essencial corrida pela paz.
Hoje, tem-se 1 bilhão de pessoas que sequer
atingiram primeiro degrau da "escada" de energia, enquanto mais do que 3 bilhões
de pessoas estão vivendo no mínimo dos requerimentos de energia básica! Isso não
é sustentável, não é humano, não é aceitável.
Os que podem pagar pela energia esperam excelente
qualidade; disponibilidade; que seja segura, limpa e portátil; global e
acessível. Os que podem produzi-la desejam mercado, poder competir e ter
políticas globais que a estimulem.
As barreiras não explícitas são as mais complexas.
Já dizia Abraham Lincoln que o pior inimigo é o que não tem posição. Segurar o
desenvolvimento do etanol ou do biodiesel porque os custos atuais desses
produtos energéticos renováveis são elevados é negar a lógica da curva do
aprendizado: o exemplo brasileiro com o etanol, que tem custos de US$ 30/barril
contra preços de US$ 58/barril da gasolina; os atuais veículos híbridos, hoje
mais caros mas que nos próximos anos estarão livres dos subsídios atuais; o
exemplo alemão do biodiesel; e por aí virão exemplos atualíssimos como os das
células de hidrogênio.
As barreiras explícitas vão se degradando passo a
passo, não somente por discursos como este, mas pela transformação das antigas
empresas de petróleo em atuais empresas de energia; por atitudes de entidades
como a International Energy Agency ou empresas como a Shell, a BP ou a Petrobrás.
"Toda jornada de 1000 milhas se inicia com o
primeiro passo" Lao tse
A transformação da agricultura energética será o
fato mais contundente neste século XXI. Tratar-se-á de fazer a volta ao futuro,
ou seja, de voltar à agricultura como forma de obter energia, mas com a
tecnologia que permita a sua obtenção de modo equilibrado, de acordo com a meta
de sustentabilidade que necessita o planeta.
A agricultura tropical será, assim, porta de
entrada de um processo de paz, competitivo e acelerador da redução da renda
entre as classes sociais e países industrializados e em desenvolvimento.
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Produtor de soja
já vende a safra 2005/06 |
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São Paulo, 16 de Junho de 2005 -
Lucia Kassai
Mais uma vez, os produtores
brasileiros de soja aproveitaram a recente alta de preços na Bolsa de Chicago
para fixar posições no mercado futuro. Estima-se que somente ontem os
agricultores tenham vendido perto de 500 mil toneladas. "Uma prova de que os
preços estão melhores é que os produtores já começaram a vender também soja para
os contratos de 2006", diz um trader, em São Paulo.
Ontem, os futuros da soja com entrega em agosto foram negociados a 706,50
centavos de dólar o bushel, ou US$ 15,58 a saca. Este preço representa uma alta
de 1,9% em relação ao dia anterior e de 5,5% somente nesta semana.
"Os produtores andavam retraídos, mas com os preços acima de 700 centavos de
dólar, o quadro mudou completamente", diz um trader.
Troca por adubo
Somente ontem, uma multinacional teria vendido perto de 200 mil toneladas de
adubo para a safra nova. O fertilizante é moeda nas operações de troca pela soja
da safra 2005/06. Os produtores que "compraram" o adubo se comprometeram a
entregar a soja como pagamento, e para isto venderam soja para entrega em 2006
em Chicago.Ontem, na bolsa, os preços subiram em razão do panorama climático.
Não deve chover no Meio-Oeste dos EUA até o final do mês, o que pode ser fator
de estresse para as lavouras.
Com isso, os futuros da safra nova americana, com entrega em novembro, atingiram
seu maior patamar no ano, cotados a 720,75 centavos de dólar
o bushel, ou US$ 15,89 a saca.Mas o fator climático não foi o único a dar o tom
do mercado. A forte demanda por soja no mercado físico americano não passou
despercebida pelos especuladores. "A volatilidade cresceu e está atraindo
especuladores de outros mercados, interessados no potencial de ganho da soja",
diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora.
A declaração favorável do presidente americano George W. Bush ao uso de
biodiesel e do
etanol foi mais um fator de incentivo para a alta dos preços (ver matéria acima).
Com isso, os futuros do óleo para agosto subiram 4,4% e atingiram seu maior
preço em três meses, cotados a 24,32 centavos de dólar a libra-peso (US$ 536,16
a tonelada).
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Biodiesel, a
revolução energética |
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- 15/06/205
Paulo Lustosa - Secretário-executivo do Ministério das
Comunicações
Em recente conversa, o presidente Lula, entusiasmado, disse-me que está
determinado a patrocinar quatro grandes prioridades para o seu/nosso
Nordeste, nelas se empenhando pessoalmente para que de fato se concretizem
(a insensibilidade burocrática da má administrativa freqüentemente devora dados governamentais).
A primeira: aproveitar mais intensamente os maiores eixos geradores de
emprego e da região, o turismo, que cresce de maextremamente dinâmica no
País e, em parr, no Nordeste. Para apoia-la, estabeleceu providência
preliminar a duplicação da BR 101 rodovia litorânea - que permitirá ampliar
tremendamente o potencial turístico das praias nordestinas.
segunda das prioridades: a integração dos econômicos estruturantes e a
interligalos sistemas de transportes da região, so a ferrovia
Transnordestina, que intedesde o porto de Pecém no Ceará até o porSuape em
Pernambuco.
Através dessa ferrovia, serão integradas áreas de grande potencial de
produção de grãos, frutas tropicais, derivados de minério de ferro, etc.
Essa obra aproveita o potencial produtivo da área, reduz custos de
transportes pela integração intermodal e otimiza a utilização dos dois
principais portos da região. A terceira grande prioridade - sem dúvida a
mais importante para o semi-árido e que redimirá os governantes brasileiros
de tantas maldades praticadas contra os sofridos habitantes daquela região -
é a transposição das águas do rio São Francisco.
Tal projeto dará de beber a quem tem sede, nada menos que 23 milhões de
nordestinos, nos mais de 130 municípios da região. Vai reduzir a níveis
menos cruéis a mortalidade infantil daquela área, que hoje é o dobro da
média nacional. E vai permitir explorar a produção de frutas e flores, a
carcinicultura, além de pôr em uso notável infra-estrutura de irrigação já
existente e que apenas depende de oferta adequada de água. Será, sem dúvida,
a obra do século - ou, como tenho dito, a Brasília de Lula.
Finalmente, last but not least, a quarta prioridade: o projeto
biodiesel.
Segundo o presidente tem confirmado a quantos o procuram para tratar do tema,
o biodiesel
mudará a matriz energética do Brasil mais do que o álcool o fez há alguns
anos. O entusiasmo do presidente com o
biodiesel é tal que se transfigura ao
dele falar. E tem razão: so para o semi-árido, por exemplo, o aproveitamento
de plantas nativas na rica variedade da flora nativa ou das chamadas
xerófitas produtivas de sementes geradoras de óleo, como a mamona, permite
uso alternativo para os produtos da soja, aumentando os graus de liberdade
desse segmento com vistas ao mercado de seus produtos derivados.
Quando surgiu o problema do álcool, na visão do presidente Lula, os produtos
derivados do açúcar viviam na gangorra do vaivém dos preços do mercado
internacional, exigindo "muletas oficiais" para sua sobrevivência. Para
superar a crise contínua do setor, unidades produtoras de açúcar viraram
unidades mistas produzindo ora açúcar, ora álcool, a partir da demanda do
mercado.
No caso do biodiesel,
as possibilidades são ainda maiores, pois não só seriam usadas as sementes
do semi-árido, mas a soja sobrante, a reciclagem de óleos comestíveis e a
exploração de variedades de plantas capazes de gerar, a custos baixos, o
óleo necessário à mistura ao diesel.
Tal mudança deverá otimizar a própria matriz energética do País na proporção
em que reduzirá a dependência de importação do diesel, permitirá melhor
aproveitamento do petróleo "craqueado" e redundará em enormes ganhos em
termos de meio ambiente. Sem dúvida, irá gerar empregos onde o País mais
precisa, como é o caso da área de plantação de mamona, babaçu, dendê, entre
outros.
Se o presidente Lula, no caso de projetos dessa magnitude, tiver problemas
de gestão e cronograma, basta imitar o que JK fez na construção de Brasília,
criando grupos de trabalho tipo Geiquim, Geia, Geipot, etc., a ele
diretamente vinculados, capazes de operar a grande transformação que ele
tanto sonha e deseja.
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Agroenergybusiness, energia do campo agregada aos negócios |
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- 15/06/2005 - JAYME
BUARQUE DE HOLLANDA
Diretor-geral do Instituto Nacional de Eficiência Energética e diretor do
Fórum de Co-geração e Geração Distribuída
O nome do ministro Roberto Rodrigues está associado ao Agrobusiness, forma
abrangente de designar os negócios agrícolas ao longo de uma complexa cadeia
produtiva da economia. Queria propor ao ministro uma extensão do conceito e
criar o agroenergybusiness, agregando à complexidade do agrobusiness as
questões muito especiais das energias nascidas no campo. Afinal, no momento
em que se equaciona o biodiesel,
é bom lembrar que a energia contida nas 500 milhões de toneladas de
cana-de-açúcar da safra esperada em 2010/11 equivalerá a uma produção de 1,7
milhão de barris/dia de petróleo, quase a produção do Brasil hoje.
Quando, nos anos 70, o preço do petróleo quadruplicou, para reduzir a
dependência externa, o Brasil, que produzia apenas 15% das suas necessidades,
decidiu intensificar a pesquisa de petróleo no país e substituir gasolina
por álcool, ampliando substancialmente a produção deste combustível.
As duas políticas foram bem-sucedidas, mas tomaram caminhos diferentes
quando, em meados dos anos 80, os preços do petróleo voltaram a cair. A
pesquisa do petróleo no Brasil se manteve, mesmo tendo as descobertas
ocorrido em águas profundas, com custos de exploração acima dos preços
praticados. Já a política do álcool, cujo uso estava em plena expansão,
perdeu sua componente estratégica. Sucessivos governos passaram a ver o
Proálcool como uma pedra no sapato e o programa só não foi desfeito porque
havia milhões de veículos a álcool circulando, aumentaria a poluição urbana
e porque impactaria a balança de pagamentos em alguns bilhões de dólares com
a importação de gasolina.
Regime diferente
Havia um desconforto das áreas tradicionais de energia com esta fonte
originada nos campos de plantação em vez dos campos de petróleo e se passou
a trabalhar como se o uso do álcool como combustível fosse terminar. Tanto,
que a agência para tratar de combustíveis em geral foi chamada de Agência
Nacional do "Petróleo", foram construídas fábricas de MTBE, o poluente
aditivo da gasolina derivado do petróleo para substituir o álcool, e o ICMS
- Imposto sobre a Circulação de Mercadorias - da gasolina passou a ter um
regime diferente do aplicado ao álcool.
A valorização do real nos anos 90 reduziu ainda mais a competitividade do
álcool com a gasolina em um setor que, por ser exportador, tinha sua
economia abalada. Estas incertezas bloquearam também o desenvolvimento da
produção elétrica usando a biomassa combustível da cana. As quantidades
deste material são tão importantes que, para evitar a sobra de biomassa, que
seria um estorvo, folhas e palhas são queimadas nos campos e as centrais de
energia das usinas acabam operando como verdadeiras piras. Aproveitada
devidamente, as usinas poderiam produzir de 10 a 15% das necessidades do
País com vantagens para o sistema elétrico, pois ficam próximas das cargas,
o que reduz investimentos em transmissão, podem ser desenvolvidas em pouco
tempo e têm sazonalidade, complementar às hidrelétricas, o que reduz os
riscos de falta. Em síntese, pratica-se o maior desperdício energético do
País na atualidade.
Na virada do século atual, o panorama mudou completamente. Além dos preços
do petróleo terem aumentado e permanecido em patamares elevados, o mercado
internacional do álcool se firmou e a introdução dos veículos flexíveis tem
garantido maior racionalidade no mercado doméstico. Desta forma, os
eventuais desconfortos do agroenergybusiness do álcool vão se desfazendo com
os atores passando a aceitar e a conviver com o que até pouco era visto como
uma "esquisitice" energética do Brasil.
Resistências culturais
A nova lei do setor elétrico reduziu as barreiras legais para que se
desenvolva todo o potencial, mas ainda falta derrubar resistências culturais.
O setor elétrico, por exemplo, não considera este potencial nos estudos que
fundamentam as decisões porque estas usinas de geração distribuída fogem do
paradigma dos geradores de grande porte e das longas linhas de transmissão.
Por outro lado, como o setor canavieiro tem boas perspectivas de expansão e
de retornos nas suas atividades tradicionais, tende a priorizar os
investimentos que estas venham a requerer. Para desenvolver a nova atividade
é preciso uma expectativa estável onde dificuldades, como as sofridas nos
anos 90 quando, por falta de uma política energética de longo prazo, o País
quase extinguiu o programa do álcool que ajudou a construir com tanto
esforço.
A oportunidade para desenvolver o potencial de geração é única, pois dezenas
de novas destilarias serão implantadas para atender a crescente demanda e as
cerca de 300 unidades, construídas para o Proálcool há mais de 20 anos,
precisam modernizar seus sistemas de energia.
Quebrar este impasse e fazer com que esta energia seja aceita no fechado
clube do setor elétrico será o principal desafio do Agroenergybusiness. Ao
ministro, caberá o trabalho de acelerar o processo, eliminando as
resistências que, por serem de natureza cultural, têm que ser combatidas com
vontade política. |
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Rodrigues participa de seminário sobre bioenergia em
Paris
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15/6/2005
13:51:41
O
ministro
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, vai participar
na próxima segunda-feira (20/06), em Paris, da abertura oficial do Seminário
Internacional sobre Bioenergia. Promovido pela Agência Internacional de
Energia da Fundação das Nações Unidas, o evento reunirá representantes de
governos e do setor privado da Europa, África, Ásia, Estados Unidos e
América Latina.
Durante dois dias os participantes discutirão oportunidades e estratégias
para o crescimento da produção e uso da bionergia, bem como o
desenvolvimento de uma base sólida para cooperação internacional no setor.
Da área privada, participarão representantes da indústria, transportes,
pesquisadores e acadêmicos. Segundo Elísio Contini, da Assessoria de Gestão
Estratégica do Mapa, será realizada uma sessão especial sobre a experiência
brasileira no uso do etanol, desde a primeira crise do petróleo, na década
de 70.
Na oportunidade, o ministro Rodrigues fará um balanço da utilização do
álcool combustível no Brasil, abordando, além dos aspectos relacionados à
produção e uso do produto, as conseqüências econômicas, sociais e
estratégias para o futuro da atividade.
O Brasil é líder mundial na produção e consumo de etanol. Na última safra,
foram produzidos cerca de 15,2 bilhões de litros, para um consumo interno de
13,5 bilhões e uma exportação de 2,4 bilhões.
Técnicos do setor prevêem um forte aumento, tanto no consumo interno quanto
nas exportações, especialmente com a entrada em vigor, em fevereiro último,
do Protocolo de Quioto que prevê metas de redução de emissão de gases de
efeito estufa para os países desenvolvidos. Isto obrigará essas nações a
investir em energias renováveis e tecnologias menos poluentes.
Internamente, com a crescente aceitação dos carros bicombustíveis, ou flex
fuel, a demanda por etanol tende a aumentar cada vez mais. Este ano as
vendas desses modelos já representam 40% do mercado e a previsão do setor é
de que até 2010 a participação atinja 95%.
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PROGRAMA
DE BIO ENERGIA DO MARANHÃO |
16/06/2005
Neste próximo dia 7 de julho o
governador José Reinaldo Tavares fará o
lançamento do Programa de Bio Energia do Maranhão. O evento será
prestigiado por dirigentes de empresas exportadoras de álcool e açúcar e
lideranças do setor sucroalcoleiro. O ministro Roberto Rodrigues é
esperado, assim como Luis Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior.
Com objetivo de atrair investimentos para mais 20 unidades agro
industriais e para a produção de álcool, açúcar e biodiesel, o Governo do
Estado espera gerar mais 80 mil empregos diretos nos próximos cinco anos.
O Maranhão apresenta muitos fatores favoráveis para um amplo
desenvolvimento da cadeia produtiva sucroalcooleira, visando a exportação.
Com amplas áreas de topografia suave, terras ferteis, chuvas regulares e
solos argilosos as vantagens comparativas se completam com a localização
geográfica e condições excepcionais de logística, o Porto de Itaqui é
capaz de receber navios com carga superior a 360 mil toneladas.
Duas ferrovias chegam até São Luis, a Ferrovia Carajas e a Companhia
Ferroviaria do
Nordeste.
Hidrovias e a malha rodoviária oferecem boas condições de escoamento da
produção. Um conjunto de medidas estratégicas serão apresentadas pelo
Governador José Reinaldo Tavares para induzir o desenvolvimento e a
produção de álcool, açúcar, energia elétrica com a co geração e o
esmagamento de bagas de mamona e outras oleaginosas para a produção do
biodiesel, com a utilização do vapor servido.
Os aumentos da safra com as áreas cultivadas com soja tem sido de 18% ao
ano no Estado, é comum encontrar-se agricultores de mudança, transferindo
suas atividades para o estado em busca de bons resultados. Incluir os
pequenos agricultores como fornecedores de cana é um dos objetivos do
Programa de Bio Energia do Maranhão. Os produtores rurais e os dirigentes
das seis unidades sucroalcooleiras já instaladas no Maranhão tem
cumprimentado o governador José Reinaldo por sua visão abrangente e
empreendedora (Assessoria de Comunicação, 15/6/05)
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Ferrovias
querem investir R$ 7,1 bi até 2008 |
- 15/06/2005
Meta das
concessionárias é elevar produtividade e ampliar o movimento de cargas por
trens de 26% para 28% do total
DA
SUCURSAL DO RIO
As concessionárias de ferrovias pretendem investir R$ 7,1 bilhões até 2008 na
melhoria das malhas e na compra de vagões e locomotivas, com o objetivo de
elevar a produtividade e ampliar a movimentação de cargas no país, informou
ontem a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).
Feitos esses investimentos, o setor prevê elevar sua participação no total de
cargas transportadas no país dos atuais 26% para 28% e aumentar a velocidade
média das composições de 37 km/h para 45 km/h. Hoje, as rodovias transportam
62% do volume total de cargas movimentadas no Brasil.
Só neste ano as 11 concessionárias de ferrovias que operam no Brasil vão
comprar 225 locomotivas e 9.100 vagões, num investimento de cerca de R$ 2,1
bilhões.
Apesar dos avanços previstos, o setor ferroviário brasileiro ainda estará, em
2008, longe das marcas alcançadas por outros países com as dimensões parecidas
com as do Brasil, como Índia, Austrália e EUA, onde 40% do transporte é feito
por meio de ferrovias. A velocidade dos trens também estará distante da ideal
-80 km/h.
De acordo com o diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, existem hoje no
Brasil cerca de 11 mil pontos "de gargalo" do setor, que vão desde cruzamentos
ferroviários que precisam ser refeitos até casas construídas em áreas de
ferrovias.
Segundo Vilaça, o governo precisa investir R$ 4,2 bilhões no sistema
ferroviário para equacionar tais problemas. É que, pelo modelo de concessão,
as empresas ficam com a responsabilidade de recuperar malhas e trens, enquanto
cabe ao governo fazer as obras de expansão, contornos, variantes (desvios) e
ressarcir moradores que tenham de ser eventualmente desalojados por estarem em
terrenos de ferrovias.
O problema, diz Vilaça, é que até agora faltam recursos para o setor e não há
uma perspectiva de curto prazo indicando que a situação mudará.
Ferrovias da Vale
A Vale do Rio Doce anunciou ontem que irá misturar 20% de
biodiesel no
combustível que utiliza em suas locomotivas. A Vale consome 400 milhões de
litros de diesel por ano.
Ao todo, serão investidos R$ 120 milhões em inovações tecnológicas nas
ferrovias operadas pela empresa. (PEDRO SOARES)
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Vale fará
testes com biodiesel nos trens da Vitória a Minas |
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- 15/06/2005-Francisco Góes Do Rio
Durante seis meses, mineradora adicionará 20% do
produto ao diesel que alimenta as locomotivas
Eduardo Bartolomeo, diretor de logística da Vale: companhia prepara trem com
312 vagões para operar em 2006
A Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou ontem que começará a fazer testes com
biodiesel
em locomotivas em operação na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Em
uma primeira etapa, prevista para durar seis meses, a mineradora planeja
adicionar 20% do biocombustível, produzido a partir da soja e da mamona, ao
diesel usado nos trens. "O objetivo da empresa é estar apta a usar o
biodiesel,
mas ainda não é possível dimensionar os ganhos econômicos com o uso desse
combustível", avaliou Eduardo Bartolomeo, diretor de operações logísticas da
CVRD.
Segundo o diretor, a Vale fez testes com
biodiesel em duas máquinas e os
resultados foram satisfatórios. Bartolomeo informou que, a partir de agosto
ou setembro, começarão as obras para montar estruturas de armazenagem e
abastecimento do produto. Serão instalados tanques para depósito em Tubarão
(ES) e Nova Era (MG).
Na fase de testes com o biodiesel,
que ainda depende de autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a
Vale pretende contratar a consultoria de uma universidade. Bartolomeo disse
que a tecnologia do biodiesel
é necessária e tem impactos positivos social e ambientalmente, já que a
oleaginosa, a partir da qual se obtém o produto, pode ser produzida em solo
semi-árido. Ele fez o anúncio durante a 8ª Conferência Internacional de
Ferrovias de Transporte de Carga Pesada, que vai até amanhã no Riocentro. Um
dos objetivos do evento é desenvolver tecnologia para ferrovias de carga
pesada, com a EFVM, a Ferrovia Carajás, também da Vale, e a MRS Logística.
Bartolomeo advertiu, porém, que a viabilidade econômica do uso do
biodiesel
ainda precisará ser melhor avaliada. Ele salientou que a adição nas
locomotivas de 20% de biodiesel
ao diesel ultrapassa as metas fixadas no Programa Nacional de Produção e Uso
de Biocombustíveis. O programa prevê inserção de 2% até 2008. A Vale já
estuda sua produção em fazendas no Maranhão e no Pará.
O diretor também confirmou o início da operação, no terceiro trimestre de
2006, de um trem com 312 vagões, num comboio que terá 3,2 quilômetros e
capacidade de carga de 39 mil toneladas brutas, na Ferrovia Carajás.
Hoje, os trens que operam em Carajás são compostos por 208 vagões e
capacidade de 25 mil toneladas. Carajás está aumentando a produção de
minério de ferro e chegará a 100 milhões de toneladas nos próximos anos. Daí
a importância de soluções rápidas que sirvam de opção à duplicação da
ferrovia e desafoguem a malha, avalia Bartolomeo. Ele salientou que a
operação do novo trem exigirá a expansão de pátios e treinamento dos
operadores de locomotivas, que são equipadas com muita tecnologia de bordo.
Nos próximos três anos, a Vale investirá US$ 120 milhões em ferramentas de
tecnologia nas suas ferrovias. Para 2005, o valor no negócio de logística
será de US$ 760 milhões, dos quais US$ 560 milhões nas ferrovias.
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários
(ANTF), Rodrigo Vilaça, acrescentou que as ferrovias brasileiras vão
investir R$ 7,1 bilhões até 2008 - R$ 2,1 bilhões só neste ano, em melhorias
da malha e compra de material rodante. Vilaça voltou a cobrar uma solução do
governo para gargalos enfrentados pelas concessionárias, como a invasão de
faixas de domínio, problemas que reduzem o nível de produtividade das
ferrovias.
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Encontro
Brasil-Alemanha avalia biodiesel no Ceará |
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15/06/2005
- Adriana Thomasi
Projeto pode evoluir para acordo de pesquisa
entre o Brasil, Alemanha e governo do Ceará. Empresários e representantes de
governos reunidos no 23 Encontro Econômico Brasil-Alemanha, de 3 a 5 de julho,
em Fortaleza, poderão conferir a eficiência dos ônibus movidos a
biodiesel
de mamona etílico e metílico a 20% (B20). A investida do Núcleo de Tecnologia
Industrial (Nutec) contempla projeto-piloto, envolvendo uma frota de 12 veículos
e com chances de evoluir para acordo de pesquisa, entre os governos da Alemanha,
do Ceará e do Brasil.
O secretário da Ciência e Tecnologia do Estado, Hélio Guedes de Campos Barros,
que participou de uma reunião em Brasília, no mês passado, com representantes
dos ministérios do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior (MDIC),
Ciência e Tecnologia (MCT) e Desenvolvimento Agrário (MDA), confirma a
negociação. A experiência prevista para o Ceará deverá seguir por 2 anos, em
condições de ser expandida, dependendo de entendimentos com instituições
parceiras. Nesse período, na cidade alemã de Dortmund, também podem ser
realizados os testes em veículos com o etanol puro brasileiro, adianta o
presidente do Nutec, Fernando Ribeiro de Melo Nunes.
O assunto entra em pauta na Comissão Mista Brasil-Alemanha no grupo do
agronegócio, com reunião técnica envolvendo representantes dos dois países no
dia 3 de julho, em Fortaleza. O presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, que preside a comissão mista pelo lado
empresarial, diz que as negociações têm evoluído desde a terceira reunião anual
das sessões nacionais do grupo de trabalho do agronegócios, realizada em
fevereiro passado, em Nuremberg, durante a Biofach. O encontro, que apresentou
aos empresários alemães as potencialidades do álcool,
biodiesel e de
produtos orgânicos, resultou na assinatura no protocolo de intenções.
De acordo com Nunes, ainda faltam acertar detalhes como o fornecimento de novos
motores para a frota experimental e a fonte de recursos para custear o
combustível disponibilizado, no período. O Nutec tem
biodiesel em
quantidades suficientes para atender a demanda global do projeto, estimada em
182.500 litros no período, e também vai manter a equipe para monitoramento, que
ganha reforço de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pelas
contas de Nunes, os gastos estimados com o
biodiesel somam R$ 657 mil, no global. "Uma
quantia pequena e esperamos que o governo federal banque esse custo", afirma.
A utilização do biodiesel,
conduzida pelo Nutec e a parceira Tecnologias Bioenergéticas (Tecbio), empresa
especializada no desenvolvimento de projetos para usinas, vai render ainda
acordo com a Prefeitura de Fortaleza. A proposta envolve o uso de
biodiesel de mamona a
5% em 10 ônibus da Companhia de Transportes Coletivo (CTC) e outras duas
empresas privadas, a Via Máxima e Via Urbana. O Nutec, instalado no Campus do
Pici, área da UFC, já comanda planta-piloto, base de um novo projeto que entra
em operação em setembro deste ano, no mesmo local.
A nova usina, que envolverá recursos de R$ 100 mil, do Nutec, e outros R$ 400
mil, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), terá capacidade de produção
de 2,5 mil litros/dia. "O volume é suficiente para abastecer todos os testes
agendados pelo governo da Alemanha e da Prefeitura, garante o engenheiro químico
Expedito José de Sá Parente, diretor da Tecbio, responsável pela primeira
patente de biodiesel
do mundo, concedida em 1977, divulgada cerca de 3 anos depois, e hoje de domínio
público. "O biodiesel
é genuinamente cearense", diz Parente.
As propostas para o estado incluem usinas-piloto de Tauá e Piquet Carneiro, do
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), em parceria com o
Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), em condições de produzir 2000
litros/dia, cada. Somente as pequenas unidades previstas terão capacidade para 2
milhões de litros ano, calcula o diretor da Tecbio. Essa soma não inclui o
volume estimado da usina da Petrobras, que projeta investir em uma unidade no
município de Quixadá, com capacidade para 1.250 litros por hora. O cenário de
futuros negócios também prevê a exportação.
O diretor da Tecbio, Expedito Parente, anuncia ainda a construção de uma
metalúrgica, em galpão de 2 mil m², no bairro Mondubim, em Fortaleza, que vai
fabricar máquinas compactas em série para pequenas usinas de
biodiesel, com foco
nas associações de agricultores do interior. Os equipamentos asseguram produção
de 2 mil litros/dia. "A idéia é de colocar no mercado uma unidade por semana",
adianta o engenheiro, sócio da empresa ao assinalar que as obras da fábrica
serão concluídas no final deste mês. A Tecbio já tem projetos para implantação
de usinas de biodiesel
em outros estados e tam-bém na República Dominicana.
O Projeto Mamona do Ceará irá agregar este ano o plantio de 17.560 hectares,
área somada aos 9.278 hectares plantados em 2004, com previsão de colher 26.838
toneladas em igual número de hectares. Vamos atingir 11.540 milhões de litros de
óleo, e igual quantidade em biodiesel
, mais 10% de glicerina, voltada para a química fina", informa o gerente do
projeto Mamona do Ceará , da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagri),
Valdenor Neves Feitosa. Apenas a Seagri distribuiu, até meados de março, 42,8
toneladas de sementes de mamona para os agricultores dos municípios zoneados
para a cultura no estado. Outras 45 toneladas foram disponibilizadas pela Brasil
EcoDiesel, empresa parceira do projeto.
A Seagri, empenhada na condução do programa, contabiliza 8.946 empregos gerados
no setor em 8 meses. "A ampliação do cultivo de mamona integra a política do
governo federal para inclusão social no semi-árido nordestino", lembra o gerente
ao apontar que o projeto cearense tem 88 municípios zoneados para a produção e o
cultivo é feito em consórcio com de variedades de feijão.
kicker: Na cidade alemã de Dortmund podem ser realizados testes em veículos
utilizando como combustível o etanol puro brasileiro
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)()
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Goiás busca
investidor francês |
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14/06/2005
-Rosângela Chaves
Durante seminário,
governador Marconi Perillo mostrou a empresários franceses oportunidade de
negócios no Estado
O
governador Marconi Perillo e secretários de Estado falaram ontem sobre as
oportunidades de negócios e de investimentos em Goiás para um grupo de
empresários franceses da área de carne e açúcar, além de consultores, durante
seminário promovido na embaixada brasileira, em Paris.
O evento foi aberto pelo embaixador brasileiro Sérgio Amaral, que destacou o bom
desempenho da economia goiana e observou que o Estado pode se tornar um bom
parceiro da França no setor de couro. “A França sabe que não tem como competir
com a China na área de calçados e, por isso, precisa se associar com outros
produtores de couro”, afirmou.
Em seguida, o governador Marconi Perillo iniciou sua exposição dizendo que Goiás
é o Estado que mais cresce no País, com um aumento anual do PIB duas vezes maior
do que a média nacional. “Nós saltamos de R$ 17 bilhões para R$ 36 bilhões em
dois anos”, apontou, acrescentando que o Estado tem investido na agregação de
valor nos seus produtos primários, verticalizando a produção. Marconi também
observou que a política de desoneração de impostos do governo estadual tem
atraído muitas empresas para o território goiano.
“Nós temos fechados 1,2 mil contratos para a instalação de novas plantas
industriais em Goiás, dos quais 300 já estão em andamento”, exemplificou.
Marconi apontou ainda os bons números do Estado na área agrícola, com a produção
de 13 milhões de toneladas de grãos por ano e com um rebanho em torno de 23
milhões de cabeças.
O secretário de Comércio Exterior, Ovídio de Ângelis, destacou os investimentos
em transporte de produtos como uma das iniciativas do governo estadual para
favorecer o setor produtivo, além dos programas de fomento, que, segundo ele, já
beneficiaram mais de 700 empresas de grande e médio porte e mais de 2 mil
pequenas e microempresas. Ovídio disse ainda que Goiás exporta hoje para 138
países e a França figura entre os dez maiores compradores.
Durante a sua palestra aos empresários franceses, Ovídio enumerou alguns dados
representativos da economia goiana: Goiás é hoje o maior produtor de tomate
industrial do Brasil; tem a segunda maior bacia leiteira; o quarto maior rebanho
bovino; o maior pólo farmacêutico de medicamentos genérico, além de contar com
uma forte indústria de confecção, ocupando a quarta posição no ranking
brasileiro de pronta-entrega.
Na exposição seguinte, o diretor da Agência de Turismo (Agetur), Marcelo Sáfadi,
mostrou as potencialidades de Goiás no setor de turismo, dizendo que o
“ineditismo” do Estado – pelo fato de ele ser pouco conhecido na Europa – torna-o
ainda mais atraente como opção turística para os franceses, sempre em busca de
novos lugares para conhecer, e também para o investimento do setor hoteleiro.
À tarde, empresários goianos da área de confecção, bijuterias, carne, couro,
álcool, medicamentos e aparelhos médico-cirúrgicos participaram de rodadas de
negócios com empresários franceses. “O grande negócio que a França realiza com o
Brasil no momento é na área de carnes e por certo esses negócios serão ampliados”,
observou o secretário Ovídio de Ângelis. Segundo o secretário, há a
possibilidade de se estabelecer uma boa parceria tecnológica entre Goiás e
França na área de biodiesel.
Também ontem, na França, o governador Marconi Perillo, a secretária estadual de
Ciência e Tecnologia, Raquel Teixeira, o diretor da Agetur, Marcelo Sáfadi, e o
prefeito de Anápolis, Pedro Sahium, participaram de uma reunião com o consultor
Bernard Planos, que atua na área de engenharia aeroespacial e participou do
projeto da construção do Airbus 470.
Segundo Raquel, Planos aceitou o convite formalizado na reunião para participar
do projeto de implementação de uma rota tecnológica entre Goiânia e Anápolis.
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2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL |
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1ª
BIODIESELWORLD
CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO
DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO E A INDÚSTRIA DO BIODIESEL
Maior evento do mundo em Biodiesel
- Palestras
- Discussões
- Networking
- Exposição de Tecnologias de Produção e Uso do Biodiesel
Além de apresentar o
2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL
Local: Parque e Palácio do Anhembi
Data: 7 a 10 de Novembro de 2005
São Paulo – SP – BRASIL
· A Conferência e Exposição vão explorar o crescente interesse por biocombustíveis no mundo
· A Conferência contará com especialistas representando a indústria
internacional de biocombustíveis, representantes da comunidade acadêmica e
representantes de programas governamentais de biodiesel em diversos países
· A Conferência contará com a presença de especialistas na área de álcool e biodiesel como engenheiros, políticos, industriais e profissionais de marketing
· Os tópicos a serem discutidos incluem legislação energética e incentivos
governamentais para biocombustíveis, construção de plantas comerciais de biodiesel, fontes de matérias primas, conversão da biomassa, comercialização do biodiesel nos mercados de commodities e muitos outros tópicos relacionados com o
desenvolvimento da indústria do biodiesel
· Neste evento os participantes terão a oportunidade de observar as últimas
inovações na indústria do biodiesel, além de encontrarem líderes da indústria
nacional e internacional, líderes políticos e acadêmicos que estarão
participando da feira |
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GALERIA DOS
CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2005 |
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CLIPPING ANOS
ANTERIORES
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CLIPPINGS
- 2004
CLIPPINGS - 2003
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