BIODIESELWORLD

O maior evento do mundo em Biodiesel. 

 

                

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Mercado de Combustíveis

16/06/2005  - A Redação  

      Conferência: Perspectivas, Oportunidades, Desafios e Investimentos no MERCADO DE COMBUSTÍVEIS

 Inscrições: CONDIÇÕES ESPECIAIS -

 1) Com 1 inscrição pagante  a segunda inscrição é gratuita,  ou Desconto de 20% por inscrição.

É importante que todos os contatos sejam feitos com Luciana Souza

Fone:  0 xx  11   5505-1003  ramal  104 - Fax: 0 xx 11 5505-3375.e-mail: lsouza@iir.com.br

O Evento Acontecerá nos dias  23 e 24 de junho de 2005 –   no Hotel Ninety -  São Paulo.  Alameda Lorena 521 - Cerqueira Cesar  - SP. tel: 11 3055-6800.

Objetivos:   Analisar as tendências e o cenário macroeconômico e político do mercado de combustíveis para direcionar a tomada de decisões e novos investimentos no setor
Debater os impactos da entrada do gás natural no Brasil e as perspectivas de expansão da distribuição do gás natural
Avaliar os impactos do uso de novos combustíveis, os desafios, benefícios, impactos na matriz energética e reflexo no meio ambiente para viabilizar a tomada de decisões
Preparar-se para realizar novos investimentos em biodiesel, garantindo maior competitividade no mercado
Estabelecer parcerias estratégicas frente ao potencial de crescimento do mercado brasileiro de combustível
Compreender os possíveis impactos no mercado de combustíveis frente a reforma tributária
Elaborar estratégias a curto, médio e longo prazo que visem atender as necessidades do mercado, vislumbrando novas oportunidades de negócios
Beneficiar-se da experiência de especialistas, marcando presença entre os principais executivos do mercado

Programação

Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

8:30 Entrega da documentação e café

9:00 Abertura da Conferência pelo presidente de mesa
Olga Eleutério Silva, Empresária
Centro Automotivo Fortaleza
Automotivo Esperança Francisco Morato

ABERTURA DO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS E PERSPECTIVAS DO SETOR
9:10 Análise macroeconômica e os reflexos da abertura do mercado de combustíveis na matriz energética brasileira e as mudanças que o mercado livre trouxe para a cadeia do setor
Tânia Carvalho Siqueira, Gerente Jurídico
Petrobras Distribuidora

10:00 Coffee Break

MELHORIA CONTÍNUA DE PROCESSOS E CONTROLE DA QUALIDADE DE COMBUSTÍVEIS
10:15 O processo de melhoria contínua como estratégia eficaz para alcançar a excelência na qualidade dos combustíveis, atender as exigências ambientais e viabilizar os novos negócios
Delfim Oliveira, Diretor Superintendente
Ello Combustíveis

GESTÃO DE RISCOS E FRAUDES
11:00 Como gerenciar riscos e minimizar fraudes para prevenir adulteração de combustíveis, que geram a concorrência desleal, refletindo na arrecadação de impostos e na qualidade do produto oferecido à sociedade
Carlos Eduardo Wright Domingues,Diretor
Downstream Consultoria em Petróleo

OS IMPACTOS DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NO MERCADO NACIONAL E INTERNACIONAL
11:45 Evolução recente do mercado internacional de petróleo e fundamentos da dinâmica dos preços, considerando-se a economia mundial (câmbio, crescimento), geopolítica, demanda por petróleo (com destaque para China), oferta de petróleo e perfil da produção incremental, natureza do comportamento da OPEP e qualidade de derivados para entendimento da situação atual e panorama preciso do mercado de combustíveis
Rafael Resende Pertusier, Economista
Petrobras

12:30 Reflexos na comercialização para a economia nacional  frente aos reajustes dos preços dos combustíveis e a comparação da situação do mercado interno com o preço do barril do petróleo no exterior
Aldo Guarda, Diretor Financeiro
Draft Brasil

13:15 Almoço

LOGÍSTICA, ARMAZENAGEM E DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS
14:45 Os impactos das tecnologias empregadas na logística e transporte de combustíveis no processo de melhoria contínua, na qualidade do combustível, viabilização e praticidade no transporte, armazenagem e operação e os reflexos nos custos das operações
Sérgio de Souza Araújo, Gerente de Logística
Repsol YPF

NOVAS REFINARIAS E OS COMBUSTÍVEIS DERIVADOS DE PETRÓLEO
15:30  Análise e implantação de novas refinarias de petróleo no Brasil e os impactos no mercado de combustíveis, levando em consideração o aumento do consumo de derivados de petróleo, aumento de preços e melhora na margem de refino
Fernando de Castro Sá, Gerente Jurídico de Abastecimento
Petrobras

16:15 Coffee Break

OS IMPACTOS DA ENTRADA DO GÁS NATURAL NO BRASIL - REGULAÇÃO, VANTAGENS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA DISTRIBUIÇÃO
16:30 Análise do mercado de distribuição de gás natural no país, envolvendo a viabilização de novos investimentos e perspectivas de crescimento do mercado
Carlos Bréscia, Diretor de Assuntos Regulatórios e Institucionais
Comgás
&

José Geraldo Saraiva Pinto, Diretor Técnico Comercial
Potigás

18:00 Encerramento do primeiro dia

Segundo dia

Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

8:30 Entrega da documentação e café

9:00 Abertura da Conferência pelo presidente de mesa
Miguel J. Dabdoub, Presidente
Câmara Setorial de Biocombustíveis do Governo do Estado de São Paulo
Coordenador
Projeto Biodiesel Brasil

 

O MERCADO DE COMBUSTÍVEIS E SUAS AÇÕES INSERIDAS NA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
9:10 Briefing: O objetivo dessa palestra é apresentar os critérios e exigências fundamentais aos players do mercado de combustíveis para atender aos princípios constitucionais, à Política Nacional do Meio Ambiente, Estatuto das Cidades, tendo em vista o controle, fiscalização e apuração de infrações
Antônio Carlos Serrão, Gerente Jurídico
Chevron Texaco

10:00 Coffee Break

TENDÊNCIAS DE AUMENTO DA DEMANDA INTERNA DE ÁLCOOL E PERSPECTIVAS NA EXPANSÃO DAS EXPORTAÇÕES
10:30 Análise do cenário macroeconômico e aumento da produção do álcool, tendo em vista a crescente demanda no mercado interno e as perspectivas de exportação para viabilizar novos negócios e atender países envolvidos com créditos de carbono
Fernando Gomes Perri, Diretor Comercial
Grupo José Pessoa

A PARTICIPAÇÃO DA BIOMASSA NA MATRIZ ENERGÉTICA E A PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
11:15 A participação da biomassa - gerada a partir do bagaço de cana-de-açúcar - na matriz energética brasileira, as perspectivas de expansão do uso e as possibilidades de investimentos voltados para esse combustível
Barsanulfo Xavier Filho, Engenheiro Comercializador de Energia
CPFL Energia

INVESTIMENTOS NA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DO BIODIESEL, DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E POLÍTICAS REGIONAIS
12:00 Análise dos investimentos na capacidade de produção do biodiesel, desenvolvimento tecnológico e políticas regionais, sua importância na geração de oportunidades no agronegócio de biocombustíveis e os reflexos no meio ambiente
Miguel J. Dabdoub, Presidente
Câmara Setorial de Biocombustíveis do Governo do Estado de São Paulo
Coordenador
Projeto Biodiesel Brasil

12:45 Almoço

A IMPORTÂNCIA DOS CRÉDITOS DE CARBONO PARA A EXPANSÃO DO USO DE COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS E OPORTUNIDADE DE MELHORIA DOS RESULTADOS FINANCEIROS
14:15 Oportunidades e estímulos às empresas na substituição de um combustível por outro menos poluente, o mecanismo para requerer os créditos de carbono e a disseminação do uso de combustíveis alternativos
Fernando de Souza Machado, Diretor
Ecoinvest

TRIBUTAÇÃO NO MERCADO DE COMBUSTÍVEIS
15:00 Análise da estrutura do sistema tributário incidente sobre o setor e propostas da atual reforma tributária no mercado de combustíveis
Carlos Adolfo Duarte, Sócio Advogado
Levy & Salomão Advogados

15:45 Coffee Break

REGULAMENTAÇÃO
16:00 A importância da regulamentação e do movimento do Sistema de Informação e Monitoração de Produto - SIMP - como provedor de informações estratégicas ao mercado,  possibilitando a tomada de decisão racional e o direcionamento de novos investimentos
Maria Cristina Guimarães, Analista Técnica
Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP

 

 

O MAIOR PLANO SAFRA DA HISTÓRIA

- 18/06/2005

Anúncio de Plano de Safra em Santa Rosa é suspenso. Aumento de verba favorece apenas assentados

A partir de 1º de julho os recursos para custeio e investimento da agricultura familiar devem estar nos bancos. O Ministério do Desenvolvimento Agrário ainda não definiu data para apresentar a íntegra do Plano de Safra 2005/2006 que totaliza R$ 9 bilhões. O lançamento, ontem, em Santa Rosa, foi cancelado devido ao mau tempo que impediu a chegada ao RS do presidente Lula e do ministro do MDA, Miguel Rossetto. Apesar da elevação de R$ 2 bilhões em relação a 2004, os limites por produtor não subiram. O reajuste foi exclusivo para aos assentados. O Pronaf A passa de R$ 15 mil para R$ 18 mil.

O vice-presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, criticou a estagnação, especialmente no custeio. A expectativa era de elevação dos valores devido ao aumento de custos produtivos e da descapitalização. 'Em anos anteriores, o produtor completava a verba do Pronaf com recursos que dispunha. Esse ano, ele não tem. Com certeza faltará dinheiro e vamos ter de correr atrás de mais recursos. Pressionar o governo.' Do total a ser injetado nesta safra, R$ 1,5 bilhão deve ser aplicado no Rio Grande do Sul, R$ 1 bilhão a menos que a expectativa mínima para formação de uma lavoura de bom nível tecnológico, alerta Miranda.

O assessor do MDA Fábio Pereira argumenta que o plano prevê sobretetos de 30% a 50%, instrumentos que permitem ao produtor tomar mais crédito além do teto em determinadas linhas. Pereira acredita que o MDA cumprirá o objetivo de crescer verticalmente e horizontalmente, elevando o número de agricultores assistidos e o valor médio contratado. O assessor cita como exemplo o Pronaf C Custeio, em que o teto é de R$ 3 mil, mas a média tomada no país, de R$ 1.980,00. 'Dentro dos recursos disponíveis, acreditamos que será possível o produtor tomar mais crédito.'

O MDA destacou o incremento ainda em novas linhas para agroindústrias e créditos adicionais para reconversão de lavouras de fumo. Para aqueles que plantam oleaginosas utilizadas para produção de
biodiesel em todo o país, poderá ser concedido novo crédito de custeio ao produtor, independentemente, do montante utilizado na safra precedente.

 

 

R$ 1,5 bi deve ficar no Estado

- 17/06/2005

A expectativa do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, é de que sejam destinados R$ 1,5 bilhão para o Estado. A projeção tem como base os empréstimos tomados em anos anteriores, explicou. O Plano de Safra da Agricultura Familiar contará este ano com R$ 9 bilhões para todo o país.

O valor desagrada parte dos representantes dos agricultores - como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), que pedia R$ 18 bilhões - mas recebeu apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/Sul).

Entre as mudanças deste plano estão a ampliação do limite de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na modalidade A - que subiu de R$ 15 mil para R$ 18 mil.

Confira orientações e novidades do Plano Safra

Procedimentos básicos
- Obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).
- O documento é fornecido pela Emater, por associações de agricultores ou sindicatos.
- Para obter a DAP, o agricultor terá de levar o CPF, um documento que comprove a posse da área a ser explorada - pode ser escritura, título, contrato de arrendamento, contrato de parceria ou outro registro que comprove o domínio sobre o imóvel.
- De posse da declaração, o interessado deve se dirigir ao sindicato, associação, Emater ou prefeitura que tenha convênio com o banco para agilizar o contrato, levando junto todos os documentos pessoais (CPF, carteira de identidade, por exemplo) para fazer a solicitação do Pronaf.
- Será preciso, ainda, elaborar a proposta simplificada de crédito agrícola. É preciso definir as atividades que serão desenvolvidas.
- Concluídas essas etapas, a entidade procurada para fazer a solicitação fica responsável por encaminhar o pedido a um dos bancos credenciados.
Os bancos credenciados
- Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB), Banco da Amazônia (Basa), Banrisul, Nossa Caixa, Banestes, bancos estaduais em geral, bancos cooperativos e cooperativas de crédito. Também o Bradesco, Itaú e Unibanco e todos os demais bancos privados que operam com financiamentos rurais.
Os tipos de financiamento

Custeio
- É usado para os gastos com a manutenção da sua atividade, como para a compra de insumos (adubos, por exemplo) ou de sementes, para financiar o plantio de lavouras ou a compra de ração para animais. É usado para os projetos que demoram, no máximo, dois anos para dar retorno.
Investimento
- Deve ser usado em gastos com a aquisição de equipamentos ou construção de estruturas geradoras de renda, como para a compra de bens duráveis (tratores, por exemplo) ou para fazer uma benfeitoria, como uma cerca ou um estábulo. É utilizado para os projetos que demoram a dar retorno.
Os juros
- Variam de 1% ao ano, nos empréstimos de até R$ 3 mil e no Pronaf modalidade B, a até 8,75% ao ano, no Pronaf Custeio Agroindústria.
Valores
- De R$ 500, para custeio no Pronaf modalidade C, a até R$ 150 mil, no plano Custeio Agroindústria.
Prazos
- De um ano, no Custeio Agroindústria, a até 16 anos, no Pronaf Florestal.

Outros programas dentro do

Plano Safra
- Seguro da agricultura familiar
- Assistência técnica e extensão rural
- Programa nacional do
biodiesel
- Cooperativas de crédito
- Linhas específicas para mulheres e jovens
- Programa de recuperação de assentamentos
- Programa de agroindústria
- Linha microcrédito rural
- Pronaf agroecologia
- Biodiesel
- Crédito para obras hídricas
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
 

 

Biodiesel

- 16/06/2005

No final dos anos 70 o Brasil lançou o Proálcool, programa previsto para criar um combustível nacional alternativo num momento em que o mundo vivia conturbados momentos, o que colocava em risco a exportação de petróleo pelos países-membros da Opep.

O Proálcool destinava-se a estimular o cultivo da cana-de-açúcar, o incremento da indústria sucroalcooleira e a produção em série de veículos movidos a álcool. Por alguns anos o programa apresentou o melhor resultado possível, tanto com a geração de empregos no campo quanto na fabricação de automóveis que não dependiam da gasolina importada.

Paulatinamente o Proálcool foi desmontado e a frota a álcool sofreu drástica redução, tanto pela ausência desses veículos nas linhas de montagem quanto pela conversão de motores para a gasolina. Recentemente o Brasil redescobriu o álcool e as montadoras inovaram lançando automóveis e utilitários bicombustíveis. A retomada do combustível genuinamente brasileiro reativará a velha e conhecida lei da oferta e da procura, o que certamente reaquecerá o setor sucroalcooleiro.

Um país que tem condições de produzir álcool combustível para sua frota de veículos leves tem que lançar mão desse produto por razões sociais, econômicas e estratégicas. Isso também se aplica ao
biodiesel, que surge como alternativa para a redução do custo do abastecimento da frota pesada, como fator de diminuição da poluição atmosférica e como instrumento de geração de postos de trabalho para a agricultura familiar.


Ontem, na mesa redonda “Biodiesel em Mato Grosso: perspectivas e tecnologias’, evento esse integrante da exposição agropecuária Expomutum, de Nova Mutum, o projeto de produção de
biodiesel a partir de girassol, soja, caroço de algodão e outras matérias-primas, deu importante passo: o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Otaviano Pivetta, anunciou a criação de um comitê liderado por sua secretaria e composto por outras Pastas do governo e pela Universidade Federal (UFMT), para fomentar estudos e se avaliar com profundidade todos os aspectos da cadeia desse combustível.

Mato Grosso tem opções regionalizadas para a produção do biodiesel a partir de biomassas renováveis. E em Nova Mutum, pelas características econômicas do município, o girassol safrinha pode se transformar nesse biocombustível para consumo regionalizado. No macro e de modo estratificado, o comitê lançado por Pivetta será a alavanca para a transformação de vegetais numa nova e segura matriz energética.

“Mato Grosso tem opções regionalizadas para a produção do
biodiesel a partir de biomassas”

 

Pinhão manso vira nova matriz energética do Piauí

- 16/06/2005

Comum no semi-árido, o pinhão manso é a nova matriz energética do Piauí e está sendo plantada em larga escala pela empresa Brasil Ecodiesel para a produção de biodiesel.

O gerente executivo da Fundação Birman, Paulo Coutinho, afirmou que o pinhão manso é uma oleaginosa promissora para a produção de
biodiesel.

“Estamos em fase de pesquisa e o pinhão manso para dar frutos demora um ano”, disse Paulo Coutinho.

Segundo ele, apesar do pinhão manso demorar um ano para produzir seus frutos, ao contrário da mamona, sua vantagem está no fato de ser uma espécie perene, que vive entre 25 a 30 anos e pode dar retorno financeiro muito grande.

A Brasil Ecodiesel está em fase de experiência com o pinhão manso, muito resistente à seca e freqüente na paisagem do semi-árido.

A Brasil Ecodiesel plantou dez hectares de pinhão manso no Piauí, em sua fazenda Santa Clara, no município de Canto do Buriti, e cinco hectares em Minas Gerais.

O pinhão manso é uma planta da região do semi-árido e rica em óleo. Atualmente os habitantes da região do semi-árido não utilizam a planta e os frutos são desperdiçados porque têm muito óleo e não serve para o consumo humano.

Paulo Coutinho afirmou que após um ou dois anos o pinhão manso começa a dar frutos e garante safras anuais por 30 anos. O pinhão manso tem oleosidade similar à mamona. “É uma planta muito resistente. É do semi-árido e dá bastante, frutos”, falou Coutinho. (E.R.)

Lavradores estão vendo novas possibilidades
Os agricultores de Paulistana Paulo José Assis Neri, de 38 anos, pai de três filhos, e José de Sousa, de 42 anos, não acreditam na possibilidade de ganhar dinheiro com o plantio de mamona.

No ano passado, eles plantaram milho, feijão e mandioca em suas terras, como fazem todos os anos, e continuaram trabalhando em uma fazenda, onde ganham R$ 300 mensais, cada.

Na fazenda, porém, entre outras atividades, como a de cuidar da criação de carneiros, Paulo José Assis Neri e José de Sousa plantaram pouco menos de dois hectares com mamona, seguindo as ordens do patrão, que está investindo no plantio.

“Eu não estava acreditando que desse certo, mas os pés de mamona crescem e dão frutos rápido. Neste ano, quando recomeçarem as chuvas, vou plantar mamona no meu terreno porque sei que vai dar certo”, declarou Paulo José Assis.

Ele acha que a plantação de mamona vai reforçar seu ganho como assalariado na fazenda. José de Sousa também planeja plantar mamona em seu hectare de terra que possui na zona rural de Paulistana após o êxito do plantio de seu patrão. A fazenda onde Paulo José e José de Sousa trabalham vai aproveitar as sementes colhidas neste ano para plantar uma área maior.

José de Sousa afirmou que o plantio da mamona tinha dado melhor resultado se não tivessem errado e colocado duas sementes em uma cova, quando deveria ser só uma.

O agricultor Hernani Vieira de Carvalho, de 56 anos, que cultiva carnaúba em Patos do Piauí, afirmou que vai plantar mamona junto com feijão, além de continuar com suas roças de milho e mandioca. “É muito fácil plantar mamona e rende muito”, afirmou Hernani de Carvalho. (E.R.)

Estado pode produzir 1 bilhão de litros de biodiesel por ano
O governador Wellington Dias afirma que o Piauí possui 1 milhão de terras apropriados para a plantação da mamona e isso garante a produção no Estado de 1 bilhão de litros de
biodiesel por ano, gerando empregos para cerca de 300 mil pessoas.

O gerente da empresa Brasil Ecodiesel, Júlio Armando Martinez, disse que o Piauí está definitivamente inserido no mercado da mamona do Brasil, que não existia.

Ele afirmou que os produtores de mamona agrupados na Fazenda Santa Clara, da Brasil Ecodiesel, em Canto do Buriti, estão colhendo uma supersafra, onde estão sendo colhidos cerca de 1,5 mil quilos de sementes por hectare.

Júlio Armando Martinez prevê a colheita de 6 mil toneladas de mamona nas plantações de Canto do Buriti, São Raimundo Nonato, Caracol, Paulistana, Pio IX, Assunção e São Miguel do Tapuio. “Essa produção não existia no ano passado. Isso significa mais renda para os os produtores”, declarou.

Atualmente, 2,5 mil famílias piauienses de agricultores já trabalham no plantio e colheita da mamona para a produção de
biodiesel. Na agricultura familiar, a produção da mamona está ficando em 400 quilos por hectare.

“Nos outros municípios precisamos trabalhar com a recuperação do solo usado pela agricultura familiar”, comentou Júlio Armando Martinez.

A produção média nacional é semelhante a da Bahia, que fica entre 600 a 700 quilos por hectare. (E.R.)

 

Políticas regionais são criticadas na Pec Nordeste

- 16/06/2005

O fato de a proporção entre pobres no meio rural representar mais que o dobro do observado na área urbana confirma a ineficácia das políticas públicas na redução das desigualdades entre o campo e a cidade. A avaliação foi feita pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), José Ramos Torres de Melo Filho, durante a abertura do IX Seminário Nordestino de Pecuária (Pec Nordeste).

Neste contexto, o investimento em agronegócio em todo o País, na interpretação de Torres de Melo, desponta como um dos caminhos sustentáveis para reduzir as diferenças em todos os níveis, inclusive regionais. “A pobreza deve ser superada com trabalho e tecnologia”, disse. Segundo a Faec, o agronegócio brasileiro foi responsável por 33% do PIB, 42% das exportações, 37% dos empregos e gerou US$ 26 bilhões de superávit na balança comercial em 2004.

JUSTIÇA - O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Rio grande do Sul (Farsul), Carlos Rivaci Sperotto, disse que a renegociação das dívidas dos produtores rurais do Nordeste, que estão sem capacidade de pagamento dos financiamentos, é uma questão de justiça. Ele destacou a potencialidade do Nordeste em relação ao
biodiesel, e pediu apoio dos governos para a produção de mamona e de dendê.

AVANÇOS - O secretário Nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Gabriel Alves Maciel, se comprometeu a apoiar a renegociação das dívidas dos produtores rurais nordestinos e ressaltou os avanços dos agronegócio no Ceará, Nordeste e Brasil. Em relação à exportação de carnes ele pontuou: “Temos 28% do mercado mundial. Nossa média anual de exportações é de 16,6 bilhões de toneladas por ano”.

AÇÕES - O vice-governador, Maia Júnior, que representou o governador Lúcio Alcântara na solenidade, disse que o desenvolvimento regional, priorizando a área rural, tem sido compromisso do Governo do Estado. Entre as ações do Executivo estadual nesse sentido, ele citou a criação ao longo de 2005 da Agência de Vigilância Vegetal e Animal, do Projeto Sertão Vivo e do Programa de Agentes Rurais.

SERVIÇO: IX Seminário Nordestino de Pecuária (Pec Nordeste) segue até amanhã, no Centro de Convenções. Das 8 às 21 horas. Eventos abertos ao público com entrada franca.

 

 

Aniversário em grande estilo

- 16/06/2005

Embrapa divulga resultado do prêmio Frederico de Menezes Veiga, feito em parceria com a revista Globo Rural, e lança novas tecnologias para o campo

A Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, comemorou em abril 32 anos de idade com um evento especial em sua sede, na capital federal. Além de lançar oficialmente novas tecnologias para o mercado, a principal instituição brasileira de pesquisa do setor rural entregou o prêmio Frederico de Menezes Veiga, que já se tornou uma tradição na comunidade científica nacional, aos dois cientistas que mais se destacaram no ano de 2005 na implantação de tecnologias com o objetivo de desenvolver o setor agropecuário brasileiro.

O prêmio da Embrapa, uma parceria com a revista Globo Rural, foi concedido aos pesquisadores Rodolfo Rumpf, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotec- nologia, e Marco Antonio Machado, do IAC - Instituto Agronômico de Campinas. A premiação sempre é oferecida a um profissional da Embrapa e a outro cientista de um instituto de pesquisa parceiro.

Os premiados foram contemplados com peça de arte simbólica, diploma e importância em dinheiro entregues pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, que participou da festa de aniversário.

O prêmio foi instituído em 1974 e o primeiro agraciado, Álvaro Santos Costa, cientista do IAC, recebeu o troféu em 1975, o que significa que o Frederico de Menezes Veiga completou exa- tos 30 anos de existência.

O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, em seu discurso na festa de aniversário, ressaltou o empenho do presidente Lula e do ministro Roberto Rodrigues em defesa da pesquisa agropecuária e da Embrapa.

Crestana também frisou a importância do atual governo federal em querer resgatar a dívida que o Brasil tem com os países africanos.

De sua parte, o presidente da Embrapa reforçou a tese de que o resgate histórico está sendo feito e que como o desenvolvimento inicial das Américas se fez à custa de um investimento compulsório imposto às nações africanas pela escravatura, "parece justo que lhes devolvamos em conhecimento e tec- nologia o que um dia recebemos em sangue, suor, cultura e alma".

Rodrigues ressaltou a importância da pesquisa brasileira no desenvolvimento da biomassa, ou seja, em produtos ligados à agroenergia, como destaque o álcool e agora o
biodiesel.

Durante a solenidade, a Embrapa lançou oficialmente novas tecnologias. A primeira foi um trabalho inédito de mapeamento do território brasileiro feito a partir de imagens captadas por meio de satélites. O nome do produto é "O Brasil em Relevo", que mostra de forma precisa todo tipo de elevação ou desnível do país. Depois, a equipe de Crestana divulgou inseticida biológico para o controle do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Finalmente foi lançada máquina para abrir castanha de caju, com ca- pacidade de 200 castanhas por minuto e servirá a cooperativas e pequenos processadores

 

Fetag dá orientações sobre mamona

- 16/06/2005 - Efrém Ribeiro

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag) está incentivando a produção de mamona. A entidade reconhece que esse tipo de plantio aumenta muito a renda familiar das pessoas da região Sudeste do Estado. Os ganhos são entre R$ 300 e R$ 450


O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag), Adonias Higino, disse que a entidade está orientando os trabalhadores para plantarem mamona.

Ele afirmou que a participação da Fetag e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) no projeto de plantio da mamona para a produção de
biodiesel acontece porque gera mais renda, agrega valores à produção atual e tem um campo muito vasto no Piauí.

São mais de 100 municípios com potencial para o plantio da mamona e há uma necessidade de investimentos no fortalecimento da agricultura familiar.

“São várias maneiras de produção da agricultura familiar e a mamona vem como uma alternativa importante”, afirmou Adonias Higino. O presidente da Fetag afirmou ainda que os trabalhadores ganham na região de Paulistana uma renda média de R$ 300 a R$ 450 e a mamona é uma alternativa para aumentar a renda das famílias dos pequenos produtores.

“A gente pode melhorar a renda e ter melhores condições de vida dos trabalhadores rurais”, disse Adonias Higino. Segundo ele, a mamona pode ser consorciada com o feijão e seus custos de plantação e cultivo são baixos.

 

Mamona surge como opção no oeste baiano

  - 16/06/2005 - Patrick Cruz De Luís Eduardo Magalhães (BA)


O oeste baiano está em plena colheita de sua primeira safra de mamona, cultura que surge como nova opção para uma região notabilizada pela crescente produção de soja e algodão. A área plantada, de cinco mil hectares, deve produzir cerca de 10 mil toneladas, estimam produtores locais. Isso equivale a quase 10% da produção da Bahia, principal produtor do país.

"A mamona está em falta na indústria. Essa é mais uma alternativa que temos de investimento", diz Eduardo Yamashita, de Luís Eduardo Magalhães, a 947 quilômetros de Salvador. Em sua propriedade de 1,3 mil hectares, na qual planta mamão e maracujá, Yamashita dedicou à mamona 100 hectares neste ano. Ele prevê obter preço de R$ 40,00 por saca de 60 quilos. "Será uma boa oportunidade principalmente para os pequenos produtores". Segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a produtividade da primeira safra de mamona da região será de 36 sacas/hectare.

Os cinco mil hectares são apenas uma pequena fatia do 1,487 milhão de hectares da produção agrícola do oeste da Bahia na safra 2004/2005. Mas o número poderá avançar de forma expressiva no próximo ciclo. "Esse é um bom negócio. A área certamente vai triplicar na próxima safra", diz o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira, que somou à sua produção de soja 300 hectares para o plantio de mamona.

Caso a projeção se confirme, a mamona passará a ocupar uma área superior à dedicada ao café, que é de 13,6 mil hectares. O produto superou os dois mil hectares do feijão. A principal cultura da região é a soja, com 870 mil hectares.

Os 12 produtores que decidiram apostar na cultura no oeste da Bahia dedicaram a ela áreas de, no máximo, 500 hectares. Foi fechado um acerto prévio para vender a produção para a beneficiadora paranaense Natura Base, e outros contratos estão sendo negociados para pulverizar a venda da segunda safra para outras indústrias.

A mamona do oeste da Bahia deverá ser utilizada principalmente para a produção de óleos finos, como lubrificantes para a indústria automobilística.

Os produtores da região não têm o
biodiesel como uma de suas prioridades, diz Oliveira, especialmente depois dos problemas enfrentados por produtores do Ceará e Rio Grande do Norte, onde a falta de chuvas e desacordos sobre preços e prazos de entrega com compradores como a Petrobras desestimularam a cultura este ano. A produção brasileira de mamona é de cerca de 190 mil toneladas e a da Bahia, de 129 mil.

maiores informações: http://www.seagri.ba.gov.br/programas.asp?qact=viewprogram&prgid=20
 

Mamona beneficia 8 mil famílias no PI

- 16/06/2005  - Efrém Ribeiro

SUDESTE/A empresa Brasil Ecodiesel expande seus negócios e planta mamona em pelo menos 56 municípios da região de Paulistana. A parceria com cerca de 8 mil famílias vem garantindo melhor renda para essas pessoas. A empresa fornece aos agricultores as sementes de mamona, adubos, fertilizantes e ferramentas para o preparo da terra


Depois de plantar mamona em 4,5 mil hectares de terras na Fazenda Santa Clara, em Canto do Buriti, cultivados por 616 famílias, que estão ganhando entre R$ 450 a R$ 500 mensais, para a produção de biodiesel, a empresa Brasil Ecodiesel começa a expandir seu plantio em 56 municípios na região de Paulistana (450 km de Teresina), contando com a parceria de cerca de 8 mil famílias.

O coordenador de Agricultura Familiar da Brasil Ecodiesel, Ângelo Reverdosa, disse que a empresa, o governo do Estado, a Associação Piauiense dos Municípios e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Piauí (Fetag) promoveram, na semana passada, em Paulistana, um encontro dos municípios da região Sudeste com potencial do cultivo da mamona.

“Estamos esperando em massa novas famílias de produtores para se engajarem no plantio de mamona”, afirmou Ângelo Reverdosa. Reverdosa disse que a Brasil Ecodiesel quer que estes agricultores insiram em suas áreas de plantio o cultivo da mamona.

Ele afirmou que a meta da Brasil Ecodiesel é inserir na plantação de mamona na região do Sudeste do Piauí 8 mil famílias durante a safra 2005-2006.

A empresa fornece aos agricultores as sementes de mamona e feijão porque são plantadas em consórcio, adubos, fertilizantes e ferramentas para o preparo da terra e assistência técnica para os pequenos agricultores.

Os agricultores que plantam a mamona assinam contrato com a Brasil Ecodiesel, que garante a compra das sementes da mamona a R$ 0,55 o quilo, além de percentual na exportação do
biodiesel e venda no mercado nacional.

Agricultores de 15 municípios da região Sudeste do Piauí plantaram mamona e estarão colhendo as sementes a partir do final deste mês.

Reverdosa afirma que a previsão de colheita na região Sudeste do Piauí é de 250 a 300 quilos por hectare. Algumas regiões terão performance superior de produção por causa da qualidade do solo, ficando entre 500 a 600 por hectare.

Ainda é menor do que a da área de plantio na Fazenda Santa Clara, em Canto do Buriti, onde a produtividade surpreendeu e está em cerca de mil quilos de sementes de mamona por cada hectare plantado. Os que estão plantando na região deverão colher aproximadamente 300 toneladas.

No Piauí, a Brasil já trabalha em parceria com 1,5 mil famílias, excetuando as das fazenda Santa Clara, plantando em 3 mil hectares em média.

 

O mundo da energia: fatos, barreiras, sonhos

  - Luiz Carlos Corrêa Carvalho

Energia é desenvolvimento! Se sustentável, ou não, é outra discussão. Mas sem energia não se move e sem movimento não há vida!

O conceito da mobilidade se ligou ao de liberdade e é o sonho de todo homem. O uso da energia, no século XX, moldou a lógica e o raciocínio do homem nas mais variadas línguas; mudou o sentido dos negócios, e encaminhou a humanidade para a maior revolução até então vista: a globalização.

Desde meados do século XX, o conceito global vem carregando as diferenças de continentes, países e regiões, tal qual uma avalanche ou uma violenta enxurrada ou um verdadeiro "tsunami". Os países lutam para manter as suas tradições e costumes, até mesmo para manter a sua língua, seu dinheiro e seu orgulho.

O processo de globalização mergulhou o mundo num sistema de velocidade de informações e imagens; de aproximação de desejos e costumes; de mobilidade, de marcas globais, de alimentação e de intensa guerra de religiões e de soberanias.

Todo esse rápido jogo de mudanças atravessa os mares e terras, como um verdadeiro desequilíbrio ecológico que gera as nuvens de gafanhotos ou os fenômenos climáticos como os tufões. Aqueles que insistem em não ver as mudanças serão soterrados por elas, talvez até vivos.

Sem energia isso não seria possível. Os homens saíram das cavernas com a descoberta do fogo, que permitiu, posteriormente, aumentar o processo de produção agrícola no planeta. Mais tarde, verificou-se que era um grande erro ambiental. Os homens se aqueciam com a lenha, além da energia que proporcionava. Mais tarde, verificou-se que esse caminho de desmatamento era predatório e tremendamente negativo para a natureza. Os homens, então, fazem a sua maior descoberta: O carvão mineral, que levou à fantástica revolução industrial no século XIX e que substituiu a lenha. Mal sabiam eles o mal que faziam ao planeta. Mas o carvão tinha dificuldades de uso e, num lance genial, o homem descobre o petróleo, rei absoluto da energia no século XX e assim será até meados do século XXI.

Mas descobriu-se que o encantamento do maior desenvolvimento e melhoria da qualidade do homem jamais antes visto, proporcionado pelo uso do petróleo e de seus derivados, aqueceria o planeta e colocaria em risco o futuro da humanidade!

Esses fatos, são um consenso. O homem encontra-se no limiar de uma atitude radical que dificilmente tomará: reduzir, urgentemente, a queima dos combustíveis fósseis, diga-se do carvão, do petróleo, do gás natural. Junto a isso, inclua-se a questão da energia nuclear, pelos riscos de contaminação e pelos resíduos.

Os sonhos dos ambientalistas do Clube de Roma, na década de 1980, vêm se realizando passo a passo. Aqueles homens que definiram a fundamental importância do desenvolvimento sustentável viam a necessidade de que todos buscassem respeitar as leis da natureza, essenciais para as nossas futuras gerações.

Desde então, passando pela Rio 92, além de outras reuniões, formaliza-se a ratificação do Protocolo de Kyoto que busca, em síntese, a redução das emissões dos gases do efeito estufa com base em 1990, crucial para o objetivo maior de um desenvolvimento global mais harmônico e com paz!

O sonho de melhoria de qualidade de vida dos povos em desenvolvimento é, obviamente, parte essencial dessa discussão. Um olhar para como é o uso da energia nas várias regiões do nosso planeta é suficiente para que se entenda as dificuldades de se realizar mudanças rápidas, consistentes e permanecentes. O consumo per capita de energia primária cresce com a renda num padrão semelhante, através dos países e do tempo.

É um fato que a energia é essencial para o desenvolvimento econômico e a melhoria nos padrões de vida. Um recém estudo da Shell sobre cenários futuros mostra que o efeito renda provoca grandes mudanças de desenvolvimento social nos países e suas sociedades e que os que sobem naquela "escada" podem ir em frente com importantes ganhos de energia per capita com menor uso per capita de energia. Novos países em desenvolvimento poderão ascender mais rapidamente graças a novas tecnologias que requerem menor uso de energia ou menor pressão sobre o meio ambiente.

Mas - sempre há um mas - como se consegue elevar rapidamente a renda per capita dos países em desenvolvimento, que produzem "commodities" que são protegidas pelos países ricos que querem a abertura dos mercados dos pobres para seus produtos de valor agregado? Começa-se, então, a discutir as barreiras, mas aquelas impostas politicamente pelos homens, pois o planeta é um só!

Sem entrar no mérito das barreiras do acesso aos mercados, terríveis, negativas e sufocantes, vale analisar os esforços comuns que os países industrializados e os em desenvolvimento deverão realizar para mudar a forma de produzir e usar energia, promovendo a descentralização da produção limpa e renovável, distribuindo-se a renda em mecanismos de mercado e confirmando a busca global pela melhoria da qualidade de vida do homem e a essencial corrida pela paz.

Hoje, tem-se 1 bilhão de pessoas que sequer atingiram primeiro degrau da "escada" de energia, enquanto mais do que 3 bilhões de pessoas estão vivendo no mínimo dos requerimentos de energia básica! Isso não é sustentável, não é humano, não é aceitável.

Os que podem pagar pela energia esperam excelente qualidade; disponibilidade; que seja segura, limpa e portátil; global e acessível. Os que podem produzi-la desejam mercado, poder competir e ter políticas globais que a estimulem.

As barreiras não explícitas são as mais complexas. Já dizia Abraham Lincoln que o pior inimigo é o que não tem posição. Segurar o desenvolvimento do etanol ou do biodiesel porque os custos atuais desses produtos energéticos renováveis são elevados é negar a lógica da curva do aprendizado: o exemplo brasileiro com o etanol, que tem custos de US$ 30/barril contra preços de US$ 58/barril da gasolina; os atuais veículos híbridos, hoje mais caros mas que nos próximos anos estarão livres dos subsídios atuais; o exemplo alemão do biodiesel; e por aí virão exemplos atualíssimos como os das células de hidrogênio.

As barreiras explícitas vão se degradando passo a passo, não somente por discursos como este, mas pela transformação das antigas empresas de petróleo em atuais empresas de energia; por atitudes de entidades como a International Energy Agency ou empresas como a Shell, a BP ou a Petrobrás.

"Toda jornada de 1000 milhas se inicia com o primeiro passo" Lao tse

A transformação da agricultura energética será o fato mais contundente neste século XXI. Tratar-se-á de fazer a volta ao futuro, ou seja, de voltar à agricultura como forma de obter energia, mas com a tecnologia que permita a sua obtenção de modo equilibrado, de acordo com a meta de sustentabilidade que necessita o planeta.

A agricultura tropical será, assim, porta de entrada de um processo de paz, competitivo e acelerador da redução da renda entre as classes sociais e países industrializados e em desenvolvimento.

Produtor de soja já vende a safra 2005/06

  São Paulo, 16 de Junho de 2005 - Lucia Kassai

 Mais uma vez, os produtores brasileiros de soja aproveitaram a recente alta de preços na Bolsa de Chicago para fixar posições no mercado futuro. Estima-se que somente ontem os agricultores tenham vendido perto de 500 mil toneladas. "Uma prova de que os preços estão melhores é que os produtores já começaram a vender também soja para os contratos de 2006", diz um trader, em São Paulo.

Ontem, os futuros da soja com entrega em agosto foram negociados a 706,50 centavos de dólar o bushel, ou US$ 15,58 a saca. Este preço representa uma alta de 1,9% em relação ao dia anterior e de 5,5% somente nesta semana.

"Os produtores andavam retraídos, mas com os preços acima de 700 centavos de dólar, o quadro mudou completamente", diz um trader.

Troca por adubo
Somente ontem, uma multinacional teria vendido perto de 200 mil toneladas de adubo para a safra nova. O fertilizante é moeda nas operações de troca pela soja da safra 2005/06. Os produtores que "compraram" o adubo se comprometeram a entregar a soja como pagamento, e para isto venderam soja para entrega em 2006 em Chicago.Ontem, na bolsa, os preços subiram em razão do panorama climático. Não deve chover no Meio-Oeste dos EUA até o final do mês, o que pode ser fator de estresse para as lavouras.

Com isso, os futuros da safra nova americana, com entrega em novembro, atingiram seu maior patamar no ano, cotados a 720,75 centavos de dólar

o bushel, ou US$ 15,89 a saca.Mas o fator climático não foi o único a dar o tom do mercado. A forte demanda por soja no mercado físico americano não passou despercebida pelos especuladores. "A volatilidade cresceu e está atraindo especuladores de outros mercados, interessados no potencial de ganho da soja", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora.

A declaração favorável do presidente americano George W. Bush ao uso de
biodiesel e do etanol foi mais um fator de incentivo para a alta dos preços (ver matéria acima). Com isso, os futuros do óleo para agosto subiram 4,4% e atingiram seu maior preço em três meses, cotados a 24,32 centavos de dólar a libra-peso (US$ 536,16 a tonelada).

 

Biodiesel, a revolução energética

- 15/06/205 Paulo Lustosa - Secretário-executivo do Ministério das Comunicações


Em recente conversa, o presidente Lula, entusiasmado, disse-me que está determinado a patrocinar quatro grandes prioridades para o seu/nosso Nordeste, nelas se empenhando pessoalmente para que de fato se concretizem (a insensibilidade burocrática da má administrativa freqüentemente devora dados governamentais).

A primeira: aproveitar mais intensamente os maiores eixos geradores de emprego e da região, o turismo, que cresce de maextremamente dinâmica no País e, em parr, no Nordeste. Para apoia-la, estabeleceu providência preliminar a duplicação da BR 101 rodovia litorânea - que permitirá ampliar tremendamente o potencial turístico das praias nordestinas.
segunda das prioridades: a integração dos econômicos estruturantes e a interligalos sistemas de transportes da região, so a ferrovia Transnordestina, que intedesde o porto de Pecém no Ceará até o porSuape em Pernambuco.

Através dessa ferrovia, serão integradas áreas de grande potencial de produção de grãos, frutas tropicais, derivados de minério de ferro, etc. Essa obra aproveita o potencial produtivo da área, reduz custos de transportes pela integração intermodal e otimiza a utilização dos dois principais portos da região. A terceira grande prioridade - sem dúvida a mais importante para o semi-árido e que redimirá os governantes brasileiros de tantas maldades praticadas contra os sofridos habitantes daquela região - é a transposição das águas do rio São Francisco.

Tal projeto dará de beber a quem tem sede, nada menos que 23 milhões de nordestinos, nos mais de 130 municípios da região. Vai reduzir a níveis menos cruéis a mortalidade infantil daquela área, que hoje é o dobro da média nacional. E vai permitir explorar a produção de frutas e flores, a carcinicultura, além de pôr em uso notável infra-estrutura de irrigação já existente e que apenas depende de oferta adequada de água. Será, sem dúvida, a obra do século - ou, como tenho dito, a Brasília de Lula.

Finalmente, last but not least, a quarta prioridade: o projeto
biodiesel. Segundo o presidente tem confirmado a quantos o procuram para tratar do tema, o biodiesel mudará a matriz energética do Brasil mais do que o álcool o fez há alguns anos. O entusiasmo do presidente com o biodiesel é tal que se transfigura ao dele falar. E tem razão: so para o semi-árido, por exemplo, o aproveitamento de plantas nativas na rica variedade da flora nativa ou das chamadas xerófitas produtivas de sementes geradoras de óleo, como a mamona, permite uso alternativo para os produtos da soja, aumentando os graus de liberdade desse segmento com vistas ao mercado de seus produtos derivados.

Quando surgiu o problema do álcool, na visão do presidente Lula, os produtos derivados do açúcar viviam na gangorra do vaivém dos preços do mercado internacional, exigindo "muletas oficiais" para sua sobrevivência. Para superar a crise contínua do setor, unidades produtoras de açúcar viraram unidades mistas produzindo ora açúcar, ora álcool, a partir da demanda do mercado.

No caso do
biodiesel, as possibilidades são ainda maiores, pois não só seriam usadas as sementes do semi-árido, mas a soja sobrante, a reciclagem de óleos comestíveis e a exploração de variedades de plantas capazes de gerar, a custos baixos, o óleo necessário à mistura ao diesel.

Tal mudança deverá otimizar a própria matriz energética do País na proporção em que reduzirá a dependência de importação do diesel, permitirá melhor aproveitamento do petróleo "craqueado" e redundará em enormes ganhos em termos de meio ambiente. Sem dúvida, irá gerar empregos onde o País mais precisa, como é o caso da área de plantação de mamona, babaçu, dendê, entre outros.

Se o presidente Lula, no caso de projetos dessa magnitude, tiver problemas de gestão e cronograma, basta imitar o que JK fez na construção de Brasília, criando grupos de trabalho tipo Geiquim, Geia, Geipot, etc., a ele diretamente vinculados, capazes de operar a grande transformação que ele tanto sonha e deseja.

 

Agroenergybusiness, energia do campo agregada aos negócios

- 15/06/2005 - JAYME BUARQUE DE HOLLANDA


Diretor-geral do Instituto Nacional de Eficiência Energética e diretor do Fórum de Co-geração e Geração Distribuída
O nome do ministro Roberto Rodrigues está associado ao Agrobusiness, forma abrangente de designar os negócios agrícolas ao longo de uma complexa cadeia produtiva da economia. Queria propor ao ministro uma extensão do conceito e criar o agroenergybusiness, agregando à complexidade do agrobusiness as questões muito especiais das energias nascidas no campo. Afinal, no momento em que se equaciona o
biodiesel, é bom lembrar que a energia contida nas 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar da safra esperada em 2010/11 equivalerá a uma produção de 1,7 milhão de barris/dia de petróleo, quase a produção do Brasil hoje.

Quando, nos anos 70, o preço do petróleo quadruplicou, para reduzir a dependência externa, o Brasil, que produzia apenas 15% das suas necessidades, decidiu intensificar a pesquisa de petróleo no país e substituir gasolina por álcool, ampliando substancialmente a produção deste combustível.

As duas políticas foram bem-sucedidas, mas tomaram caminhos diferentes quando, em meados dos anos 80, os preços do petróleo voltaram a cair. A pesquisa do petróleo no Brasil se manteve, mesmo tendo as descobertas ocorrido em águas profundas, com custos de exploração acima dos preços praticados. Já a política do álcool, cujo uso estava em plena expansão, perdeu sua componente estratégica. Sucessivos governos passaram a ver o Proálcool como uma pedra no sapato e o programa só não foi desfeito porque havia milhões de veículos a álcool circulando, aumentaria a poluição urbana e porque impactaria a balança de pagamentos em alguns bilhões de dólares com a importação de gasolina.

Regime diferente
Havia um desconforto das áreas tradicionais de energia com esta fonte originada nos campos de plantação em vez dos campos de petróleo e se passou a trabalhar como se o uso do álcool como combustível fosse terminar. Tanto, que a agência para tratar de combustíveis em geral foi chamada de Agência Nacional do "Petróleo", foram construídas fábricas de MTBE, o poluente aditivo da gasolina derivado do petróleo para substituir o álcool, e o ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias - da gasolina passou a ter um regime diferente do aplicado ao álcool.

A valorização do real nos anos 90 reduziu ainda mais a competitividade do álcool com a gasolina em um setor que, por ser exportador, tinha sua economia abalada. Estas incertezas bloquearam também o desenvolvimento da produção elétrica usando a biomassa combustível da cana. As quantidades deste material são tão importantes que, para evitar a sobra de biomassa, que seria um estorvo, folhas e palhas são queimadas nos campos e as centrais de energia das usinas acabam operando como verdadeiras piras. Aproveitada devidamente, as usinas poderiam produzir de 10 a 15% das necessidades do País com vantagens para o sistema elétrico, pois ficam próximas das cargas, o que reduz investimentos em transmissão, podem ser desenvolvidas em pouco tempo e têm sazonalidade, complementar às hidrelétricas, o que reduz os riscos de falta. Em síntese, pratica-se o maior desperdício energético do País na atualidade.

Na virada do século atual, o panorama mudou completamente. Além dos preços do petróleo terem aumentado e permanecido em patamares elevados, o mercado internacional do álcool se firmou e a introdução dos veículos flexíveis tem garantido maior racionalidade no mercado doméstico. Desta forma, os eventuais desconfortos do agroenergybusiness do álcool vão se desfazendo com os atores passando a aceitar e a conviver com o que até pouco era visto como uma "esquisitice" energética do Brasil.

Resistências culturais
A nova lei do setor elétrico reduziu as barreiras legais para que se desenvolva todo o potencial, mas ainda falta derrubar resistências culturais. O setor elétrico, por exemplo, não considera este potencial nos estudos que fundamentam as decisões porque estas usinas de geração distribuída fogem do paradigma dos geradores de grande porte e das longas linhas de transmissão.

Por outro lado, como o setor canavieiro tem boas perspectivas de expansão e de retornos nas suas atividades tradicionais, tende a priorizar os investimentos que estas venham a requerer. Para desenvolver a nova atividade é preciso uma expectativa estável onde dificuldades, como as sofridas nos anos 90 quando, por falta de uma política energética de longo prazo, o País quase extinguiu o programa do álcool que ajudou a construir com tanto esforço.

A oportunidade para desenvolver o potencial de geração é única, pois dezenas de novas destilarias serão implantadas para atender a crescente demanda e as cerca de 300 unidades, construídas para o Proálcool há mais de 20 anos, precisam modernizar seus sistemas de energia.

Quebrar este impasse e fazer com que esta energia seja aceita no fechado clube do setor elétrico será o principal desafio do Agroenergybusiness. Ao ministro, caberá o trabalho de acelerar o processo, eliminando as resistências que, por serem de natureza cultural, têm que ser combatidas com vontade política.

 

Rodrigues participa de seminário sobre bioenergia em Paris  

15/6/2005 13:51:41

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, vai participar na próxima segunda-feira (20/06), em Paris, da abertura oficial do Seminário Internacional sobre Bioenergia. Promovido pela Agência Internacional de Energia da Fundação das Nações Unidas, o evento reunirá representantes de governos e do setor privado da Europa, África, Ásia, Estados Unidos e América Latina.

Durante dois dias os participantes discutirão oportunidades e estratégias para o crescimento da produção e uso da bionergia, bem como o desenvolvimento de uma base sólida para cooperação internacional no setor.

Da área privada, participarão representantes da indústria, transportes, pesquisadores e acadêmicos. Segundo Elísio Contini, da Assessoria de Gestão Estratégica do Mapa, será realizada uma sessão especial sobre a experiência brasileira no uso do etanol, desde a primeira crise do petróleo, na década de 70.

Na oportunidade, o ministro Rodrigues fará um balanço da utilização do álcool combustível no Brasil, abordando, além dos aspectos relacionados à produção e uso do produto, as conseqüências econômicas, sociais e estratégias para o futuro da atividade.

O Brasil é líder mundial na produção e consumo de etanol. Na última safra, foram produzidos cerca de 15,2 bilhões de litros, para um consumo interno de 13,5 bilhões e uma exportação de 2,4 bilhões.

Técnicos do setor prevêem um forte aumento, tanto no consumo interno quanto nas exportações, especialmente com a entrada em vigor, em fevereiro último, do Protocolo de Quioto que prevê metas de redução de emissão de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos. Isto obrigará essas nações a investir em energias renováveis e tecnologias menos poluentes.

Internamente, com a crescente aceitação dos carros bicombustíveis, ou flex fuel, a demanda por etanol tende a aumentar cada vez mais. Este ano as vendas desses modelos já representam 40% do mercado e a previsão do setor é de que até 2010 a participação atinja 95%.


 

PROGRAMA DE BIO ENERGIA DO MARANHÃO

 16/06/2005

Neste próximo dia 7 de julho o governador José Reinaldo Tavares fará o lançamento do Programa de Bio Energia do Maranhão. O evento será prestigiado por dirigentes de empresas exportadoras de álcool e açúcar e lideranças do setor sucroalcoleiro. O ministro Roberto Rodrigues é esperado, assim como Luis Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


Com objetivo de atrair investimentos para mais 20 unidades agro industriais e para a produção de álcool, açúcar e biodiesel, o Governo do Estado espera gerar mais 80 mil empregos diretos nos próximos cinco anos. O Maranhão apresenta muitos fatores favoráveis para um amplo desenvolvimento da cadeia produtiva sucroalcooleira, visando a exportação.


Com amplas áreas de topografia suave, terras ferteis, chuvas regulares e solos argilosos as vantagens comparativas se completam com a localização geográfica e condições excepcionais de logística, o Porto de Itaqui é capaz de receber navios com carga superior a 360 mil toneladas.


Duas ferrovias chegam até São Luis, a Ferrovia Carajas e a Companhia Ferroviaria do
Nordeste. Hidrovias e a malha rodoviária oferecem boas condições de escoamento da produção. Um conjunto de medidas estratégicas serão apresentadas pelo Governador José Reinaldo Tavares para induzir o desenvolvimento e a produção de álcool, açúcar, energia elétrica com a co geração e o esmagamento de bagas de mamona e outras oleaginosas para a produção do biodiesel, com a utilização do vapor servido.


Os aumentos da safra com as áreas cultivadas com soja tem sido de 18% ao ano no Estado, é comum encontrar-se agricultores de mudança, transferindo suas atividades para o estado em busca de bons resultados. Incluir os pequenos agricultores como fornecedores de cana é um dos objetivos do Programa de Bio Energia do Maranhão. Os produtores rurais e os dirigentes das seis unidades sucroalcooleiras já instaladas no Maranhão tem cumprimentado o governador José Reinaldo por sua visão abrangente e empreendedora (Assessoria de Comunicação, 15/6/05)

 

Ferrovias querem investir R$ 7,1 bi até 2008

 - 15/06/2005


Meta das concessionárias é elevar produtividade e ampliar o movimento de cargas por trens de 26% para 28% do total

DA SUCURSAL DO RIO
As concessionárias de ferrovias pretendem investir R$ 7,1 bilhões até 2008 na melhoria das malhas e na compra de vagões e locomotivas, com o objetivo de elevar a produtividade e ampliar a movimentação de cargas no país, informou ontem a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).

Feitos esses investimentos, o setor prevê elevar sua participação no total de cargas transportadas no país dos atuais 26% para 28% e aumentar a velocidade média das composições de 37 km/h para 45 km/h. Hoje, as rodovias transportam 62% do volume total de cargas movimentadas no Brasil.
 


Só neste ano as 11 concessionárias de ferrovias que operam no Brasil vão comprar 225 locomotivas e 9.100 vagões, num investimento de cerca de R$ 2,1 bilhões.

Apesar dos avanços previstos, o setor ferroviário brasileiro ainda estará, em 2008, longe das marcas alcançadas por outros países com as dimensões parecidas com as do Brasil, como Índia, Austrália e EUA, onde 40% do transporte é feito por meio de ferrovias. A velocidade dos trens também estará distante da ideal -80 km/h.

De acordo com o diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, existem hoje no Brasil cerca de 11 mil pontos "de gargalo" do setor, que vão desde cruzamentos ferroviários que precisam ser refeitos até casas construídas em áreas de ferrovias.

Segundo Vilaça, o governo precisa investir R$ 4,2 bilhões no sistema ferroviário para equacionar tais problemas. É que, pelo modelo de concessão, as empresas ficam com a responsabilidade de recuperar malhas e trens, enquanto cabe ao governo fazer as obras de expansão, contornos, variantes (desvios) e ressarcir moradores que tenham de ser eventualmente desalojados por estarem em terrenos de ferrovias.

O problema, diz Vilaça, é que até agora faltam recursos para o setor e não há uma perspectiva de curto prazo indicando que a situação mudará.

Ferrovias da Vale

A Vale do Rio Doce anunciou ontem que irá misturar 20% de
biodiesel no combustível que utiliza em suas locomotivas. A Vale consome 400 milhões de litros de diesel por ano.

Ao todo, serão investidos R$ 120 milhões em inovações tecnológicas nas ferrovias operadas pela empresa. (PEDRO SOARES)

 

Vale fará testes com biodiesel nos trens da Vitória a Minas

- 15/06/2005-Francisco Góes Do Rio

Durante seis meses, mineradora adicionará 20% do produto ao diesel que alimenta as locomotivas

Eduardo Bartolomeo, diretor de logística da Vale: companhia prepara trem com 312 vagões para operar em 2006
A Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou ontem que começará a fazer testes com
biodiesel em locomotivas em operação na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Em uma primeira etapa, prevista para durar seis meses, a mineradora planeja adicionar 20% do biocombustível, produzido a partir da soja e da mamona, ao diesel usado nos trens. "O objetivo da empresa é estar apta a usar o biodiesel, mas ainda não é possível dimensionar os ganhos econômicos com o uso desse combustível", avaliou Eduardo Bartolomeo, diretor de operações logísticas da CVRD.

Segundo o diretor, a Vale fez testes com
biodiesel em duas máquinas e os resultados foram satisfatórios. Bartolomeo informou que, a partir de agosto ou setembro, começarão as obras para montar estruturas de armazenagem e abastecimento do produto. Serão instalados tanques para depósito em Tubarão (ES) e Nova Era (MG).

Na fase de testes com o
biodiesel, que ainda depende de autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Vale pretende contratar a consultoria de uma universidade. Bartolomeo disse que a tecnologia do biodiesel é necessária e tem impactos positivos social e ambientalmente, já que a oleaginosa, a partir da qual se obtém o produto, pode ser produzida em solo semi-árido. Ele fez o anúncio durante a 8ª Conferência Internacional de Ferrovias de Transporte de Carga Pesada, que vai até amanhã no Riocentro. Um dos objetivos do evento é desenvolver tecnologia para ferrovias de carga pesada, com a EFVM, a Ferrovia Carajás, também da Vale, e a MRS Logística.

Bartolomeo advertiu, porém, que a viabilidade econômica do uso do
biodiesel ainda precisará ser melhor avaliada. Ele salientou que a adição nas locomotivas de 20% de biodiesel ao diesel ultrapassa as metas fixadas no Programa Nacional de Produção e Uso de Biocombustíveis. O programa prevê inserção de 2% até 2008. A Vale já estuda sua produção em fazendas no Maranhão e no Pará.

O diretor também confirmou o início da operação, no terceiro trimestre de 2006, de um trem com 312 vagões, num comboio que terá 3,2 quilômetros e capacidade de carga de 39 mil toneladas brutas, na Ferrovia Carajás.

Hoje, os trens que operam em Carajás são compostos por 208 vagões e capacidade de 25 mil toneladas. Carajás está aumentando a produção de minério de ferro e chegará a 100 milhões de toneladas nos próximos anos. Daí a importância de soluções rápidas que sirvam de opção à duplicação da ferrovia e desafoguem a malha, avalia Bartolomeo. Ele salientou que a operação do novo trem exigirá a expansão de pátios e treinamento dos operadores de locomotivas, que são equipadas com muita tecnologia de bordo.

Nos próximos três anos, a Vale investirá US$ 120 milhões em ferramentas de tecnologia nas suas ferrovias. Para 2005, o valor no negócio de logística será de US$ 760 milhões, dos quais US$ 560 milhões nas ferrovias.

O diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, acrescentou que as ferrovias brasileiras vão investir R$ 7,1 bilhões até 2008 - R$ 2,1 bilhões só neste ano, em melhorias da malha e compra de material rodante. Vilaça voltou a cobrar uma solução do governo para gargalos enfrentados pelas concessionárias, como a invasão de faixas de domínio, problemas que reduzem o nível de produtividade das ferrovias.

 

Encontro Brasil-Alemanha avalia biodiesel no Ceará

- 15/06/2005 - Adriana Thomasi


Projeto pode evoluir para acordo de pesquisa entre o Brasil, Alemanha e governo do Ceará. Empresários e representantes de governos reunidos no 23 Encontro Econômico Brasil-Alemanha, de 3 a 5 de julho, em Fortaleza, poderão conferir a eficiência dos ônibus movidos a biodiesel de mamona etílico e metílico a 20% (B20). A investida do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec) contempla projeto-piloto, envolvendo uma frota de 12 veículos e com chances de evoluir para acordo de pesquisa, entre os governos da Alemanha, do Ceará e do Brasil.

O secretário da Ciência e Tecnologia do Estado, Hélio Guedes de Campos Barros, que participou de uma reunião em Brasília, no mês passado, com representantes dos ministérios do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ciência e Tecnologia (MCT) e Desenvolvimento Agrário (MDA), confirma a negociação. A experiência prevista para o Ceará deverá seguir por 2 anos, em condições de ser expandida, dependendo de entendimentos com instituições parceiras. Nesse período, na cidade alemã de Dortmund, também podem ser realizados os testes em veículos com o etanol puro brasileiro, adianta o presidente do Nutec, Fernando Ribeiro de Melo Nunes.

O assunto entra em pauta na Comissão Mista Brasil-Alemanha no grupo do agronegócio, com reunião técnica envolvendo representantes dos dois países no dia 3 de julho, em Fortaleza. O presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, que preside a comissão mista pelo lado empresarial, diz que as negociações têm evoluído desde a terceira reunião anual das sessões nacionais do grupo de trabalho do agronegócios, realizada em fevereiro passado, em Nuremberg, durante a Biofach. O encontro, que apresentou aos empresários alemães as potencialidades do álcool,
biodiesel e de produtos orgânicos, resultou na assinatura no protocolo de intenções.

De acordo com Nunes, ainda faltam acertar detalhes como o fornecimento de novos motores para a frota experimental e a fonte de recursos para custear o combustível disponibilizado, no período. O Nutec tem
biodiesel em quantidades suficientes para atender a demanda global do projeto, estimada em 182.500 litros no período, e também vai manter a equipe para monitoramento, que ganha reforço de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC). Pelas contas de Nunes, os gastos estimados com o biodiesel somam R$ 657 mil, no global. "Uma quantia pequena e esperamos que o governo federal banque esse custo", afirma.

A utilização do
biodiesel, conduzida pelo Nutec e a parceira Tecnologias Bioenergéticas (Tecbio), empresa especializada no desenvolvimento de projetos para usinas, vai render ainda acordo com a Prefeitura de Fortaleza. A proposta envolve o uso de biodiesel de mamona a 5% em 10 ônibus da Companhia de Transportes Coletivo (CTC) e outras duas empresas privadas, a Via Máxima e Via Urbana. O Nutec, instalado no Campus do Pici, área da UFC, já comanda planta-piloto, base de um novo projeto que entra em operação em setembro deste ano, no mesmo local.

A nova usina, que envolverá recursos de R$ 100 mil, do Nutec, e outros R$ 400 mil, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), terá capacidade de produção de 2,5 mil litros/dia. "O volume é suficiente para abastecer todos os testes agendados pelo governo da Alemanha e da Prefeitura, garante o engenheiro químico Expedito José de Sá Parente, diretor da Tecbio, responsável pela primeira patente de
biodiesel do mundo, concedida em 1977, divulgada cerca de 3 anos depois, e hoje de domínio público. "O biodiesel é genuinamente cearense", diz Parente.

As propostas para o estado incluem usinas-piloto de Tauá e Piquet Carneiro, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), em parceria com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), em condições de produzir 2000 litros/dia, cada. Somente as pequenas unidades previstas terão capacidade para 2 milhões de litros ano, calcula o diretor da Tecbio. Essa soma não inclui o volume estimado da usina da Petrobras, que projeta investir em uma unidade no município de Quixadá, com capacidade para 1.250 litros por hora. O cenário de futuros negócios também prevê a exportação.

O diretor da Tecbio, Expedito Parente, anuncia ainda a construção de uma metalúrgica, em galpão de 2 mil m², no bairro Mondubim, em Fortaleza, que vai fabricar máquinas compactas em série para pequenas usinas de
biodiesel, com foco nas associações de agricultores do interior. Os equipamentos asseguram produção de 2 mil litros/dia. "A idéia é de colocar no mercado uma unidade por semana", adianta o engenheiro, sócio da empresa ao assinalar que as obras da fábrica serão concluídas no final deste mês. A Tecbio já tem projetos para implantação de usinas de biodiesel em outros estados e tam-bém na República Dominicana.

O Projeto Mamona do Ceará irá agregar este ano o plantio de 17.560 hectares, área somada aos 9.278 hectares plantados em 2004, com previsão de colher 26.838 toneladas em igual número de hectares. Vamos atingir 11.540 milhões de litros de óleo, e igual quantidade em
biodiesel , mais 10% de glicerina, voltada para a química fina", informa o gerente do projeto Mamona do Ceará , da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagri), Valdenor Neves Feitosa. Apenas a Seagri distribuiu, até meados de março, 42,8 toneladas de sementes de mamona para os agricultores dos municípios zoneados para a cultura no estado. Outras 45 toneladas foram disponibilizadas pela Brasil EcoDiesel, empresa parceira do projeto.

A Seagri, empenhada na condução do programa, contabiliza 8.946 empregos gerados no setor em 8 meses. "A ampliação do cultivo de mamona integra a política do governo federal para inclusão social no semi-árido nordestino", lembra o gerente ao apontar que o projeto cearense tem 88 municípios zoneados para a produção e o cultivo é feito em consórcio com de variedades de feijão.

kicker: Na cidade alemã de Dortmund podem ser realizados testes em veículos utilizando como combustível o etanol puro brasileiro

(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)()

 

Goiás busca investidor francês

- 14/06/2005 -Rosângela Chaves

Durante seminário, governador Marconi Perillo mostrou a empresários franceses oportunidade de negócios no Estado


O governador Marconi Perillo e secretários de Estado falaram ontem sobre as oportunidades de negócios e de investimentos em Goiás para um grupo de empresários franceses da área de carne e açúcar, além de consultores, durante seminário promovido na embaixada brasileira, em Paris.

O evento foi aberto pelo embaixador brasileiro Sérgio Amaral, que destacou o bom desempenho da economia goiana e observou que o Estado pode se tornar um bom parceiro da França no setor de couro. “A França sabe que não tem como competir com a China na área de calçados e, por isso, precisa se associar com outros produtores de couro”, afirmou.

Em seguida, o governador Marconi Perillo iniciou sua exposição dizendo que Goiás é o Estado que mais cresce no País, com um aumento anual do PIB duas vezes maior do que a média nacional. “Nós saltamos de R$ 17 bilhões para R$ 36 bilhões em dois anos”, apontou, acrescentando que o Estado tem investido na agregação de valor nos seus produtos primários, verticalizando a produção. Marconi também observou que a política de desoneração de impostos do governo estadual tem atraído muitas empresas para o território goiano.

“Nós temos fechados 1,2 mil contratos para a instalação de novas plantas industriais em Goiás, dos quais 300 já estão em andamento”, exemplificou. Marconi apontou ainda os bons números do Estado na área agrícola, com a produção de 13 milhões de toneladas de grãos por ano e com um rebanho em torno de 23 milhões de cabeças.

O secretário de Comércio Exterior, Ovídio de Ângelis, destacou os investimentos em transporte de produtos como uma das iniciativas do governo estadual para favorecer o setor produtivo, além dos programas de fomento, que, segundo ele, já beneficiaram mais de 700 empresas de grande e médio porte e mais de 2 mil pequenas e microempresas. Ovídio disse ainda que Goiás exporta hoje para 138 países e a França figura entre os dez maiores compradores.

Durante a sua palestra aos empresários franceses, Ovídio enumerou alguns dados representativos da economia goiana: Goiás é hoje o maior produtor de tomate industrial do Brasil; tem a segunda maior bacia leiteira; o quarto maior rebanho bovino; o maior pólo farmacêutico de medicamentos genérico, além de contar com uma forte indústria de confecção, ocupando a quarta posição no ranking brasileiro de pronta-entrega.

Na exposição seguinte, o diretor da Agência de Turismo (Agetur), Marcelo Sáfadi, mostrou as potencialidades de Goiás no setor de turismo, dizendo que o “ineditismo” do Estado – pelo fato de ele ser pouco conhecido na Europa – torna-o ainda mais atraente como opção turística para os franceses, sempre em busca de novos lugares para conhecer, e também para o investimento do setor hoteleiro.

À tarde, empresários goianos da área de confecção, bijuterias, carne, couro, álcool, medicamentos e aparelhos médico-cirúrgicos participaram de rodadas de negócios com empresários franceses. “O grande negócio que a França realiza com o Brasil no momento é na área de carnes e por certo esses negócios serão ampliados”, observou o secretário Ovídio de Ângelis. Segundo o secretário, há a possibilidade de se estabelecer uma boa parceria tecnológica entre Goiás e França na área de
biodiesel.

Também ontem, na França, o governador Marconi Perillo, a secretária estadual de Ciência e Tecnologia, Raquel Teixeira, o diretor da Agetur, Marcelo Sáfadi, e o prefeito de Anápolis, Pedro Sahium, participaram de uma reunião com o consultor Bernard Planos, que atua na área de engenharia aeroespacial e participou do projeto da construção do Airbus 470.

Segundo Raquel, Planos aceitou o convite formalizado na reunião para participar do projeto de implementação de uma rota tecnológica entre Goiânia e Anápolis.

 

2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL

1ª BIODIESELWORLD

CONFERÊNCIA E EXPOSIÇÃO

DESENVOLVENDO O CONHECIMENTO E A INDÚSTRIA DO BIODIESEL

Maior evento do mundo  em Biodiesel
 

- Palestras

- Discussões

- Networking


- Exposição de Tecnologias de Produção e Uso do Biodiesel

Além de apresentar o

2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE BIODIESEL

Local: Parque e Palácio do Anhembi
Data: 7 a 10 de Novembro de 2005
São Paulo – SP – BRASIL

· A Conferência e Exposição vão explorar o crescente interesse por biocombustíveis no mundo

· A Conferência contará com especialistas representando a indústria internacional de biocombustíveis, representantes da comunidade acadêmica e representantes de programas governamentais de biodiesel em diversos países

· A Conferência contará com a presença de especialistas na área de álcool e biodiesel como engenheiros, políticos, industriais e profissionais de marketing

· Os tópicos a serem discutidos incluem legislação energética e incentivos governamentais para biocombustíveis, construção de plantas comerciais de biodiesel, fontes de matérias primas, conversão da biomassa, comercialização do biodiesel nos mercados de commodities e muitos outros tópicos relacionados com o desenvolvimento da indústria do biodiesel

· Neste evento os participantes terão a oportunidade de observar as últimas inovações na indústria do biodiesel, além de encontrarem líderes da indústria nacional e internacional, líderes políticos e acadêmicos que estarão participando da feira

 

GALERIA DOS CLIPPINGS BIODIESELBRASIL 2005

JANEIRO

FEVEREIRO

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ABRIL

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JUNHO

 

 

 

 

 

 

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