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A Cidade de Deus começa 2005 DE
OLHO NO BIODIESEL |
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A Cidade
de Deus começa 2005 com uma bela perspectiva: tornar-se um pólo de
fabricação de biodiesel no Rio de Janeiro. A partir de uma entrevista
publicada no site EcoPop, do Viva Favela, a badalada favela
da Zona Oeste carioca foi escolhida para sediar um projeto piloto de energia
alternativa do governo federal.
"Acessando
o Viva Favela e lendo a entrevista com
Carlos Alberto, presidente do Comitê Comunitário da Cidade de Deus, vi que a
comunidade era justamente o local que estávamos procurando para iniciar este
trabalho”, confirma Luiz Theodoro, Coordenador de Cooperação Técnica da
Subsecretaria de Planejamento da Subsecretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República.
Para sediar o pólo de produção de biodiesel, Luiz Theodoro e sua equipe
precisavam de uma comunidade que tivesse alguma organização política, além
de ser grande, urbana e formada em sua grande maioria por negros. “É uma
dívida que temos com os quilombos urbanos”, explica.
O negócio será tocado pelos moradores e o número de empregos a ser gerado
dependerá da própria comunidade. O primeiro passo já foi dado. Numa reunião
com o sindicato dos restaurantes do Rio de Janeiro, os empresários
garantiram a doação do óleo de cozinha - matéria-prima para a produção do
biodiesel.
Outro
aceno importante foi dado pelo Rio Ônibus, sindicato de ônibus urbanos do
Rio de Janeiro. Com uma frota de cerca de sete mil veículos, as empresas que
integram o sindicato toparam comprar toda a produção da Cidade de Deus. “Com
estes acordos, garantimos a matéria-prima e o consumo. O resultado vai
depender do trabalho da comunidade”, diz Luiz Theodoro.
Fonte:
www.vivafavela.com.br
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Projeto para produção de biodiesel no
Maranhão já cadastrou 2.500 famílias |
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São Luís - O
projeto da empresa Brasil Ecodiesel para produção de biodiesel a partir da
mamona no Maranhão já cadastrou 2.500 famílias de agricultores nos
municípios de Balsas, Colinas, São Domingos, São João dos Patos, Paraibano e
Fortuna. A meta para este ano é plantar uma área de 10 mil hectares,
atingindo uma produção de 500 quilos por hectare, que é, segundo a empresa,
a produtividade média estimada.
As informações foram dadas por Arlindo Pereira, gerente da empresa, à
secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Conceição
Andrade. Ele disse também que cada produtor rural cadastrado recebeu
sementes de mamona e de feijão, para fazer o plantio em forma de consórcio;
a assistência técnica direcionada para o projeto e equipamentos para
executarem a plantação.
De acordo com Pereira, cada produtor deve receber R$ 0,55 por quilo de
mamona produzido, sendo que no projeto, quanto maior a produtividade, maior
será o preço do quilo de mamona. "Por exemplo, se o produtor colher acima de
500 quilos deve receber R$ 0,60 por quilo e assim por diante. No caso do
feijão o produtor poderá vender da forma que achar melhor e para quem
desejar. Nós só precisamos da mamona, garantindo a compra de toda a produção",
afirmou o gerente da Brasil Ecodiesel.
A primeira safra de mamona está prevista para os próximos meses de julho e
agosto. Segundo Pereira, a Usina de Biodiesel para processamento da mamona
deve ser implantada até o mês de dezembro de 2005, mas a sua localização
ainda não está definida.
Fonte:
Agência Brasil - Silvia Diniz
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Biodiesel pode ser a
conciliação do econômico com o ecológico
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Menos comprometimento da natureza. Mais
desenvolvimento sustentado. É neste contexto que se deve entender o esforço
do Brasil na linha de incorporar o biodiesel em nosso processo produtivo. Na
verdade, nosso país importa ainda, mais ou menos, 20% do petróleo que
consome, gastando para tanto preciosas divisas.
O biodiesel – inicialmente estimado em 2% a ser adicionado – pode ser obtido
a partir da soja, do óleo de mamona, do amendoim, da colza, do óleo de
fritura, da palma, do dendê etc. Não é apenas a questão ambiental que
sustenta a tese do biodiesel. Este é o marketing. Existe também a questão
econômica. O foco, então, é interno:
1 - redução de dispêndios de divisas. O diesel é utilizado para movimentar
tratores, ônibus, caminhões. Mesmo que o país conseguisse produzir todo
petróleo que consome, ainda assim teria que continuar importando diesel
porque nosso petróleo não permite a extração de diesel em proporção de
outros tipos e de outras modalidades;
2 - melhor distribuição regional de renda. Soja e óleo de mamona, dois
produtos que serão mais utilizados inicialmente na obtenção do biodiesel,
são muito bem distribuídos pelo território nacional. Muito diferente da
localização conhecida dos poços de petróleo;
3- melhor performance na geração de empregos porque ambas culturas,
notadamente a mamona, é intensiva em mão-de-obra. Tecnologia o país
desenvolveu a ponto de tornar a iniciativa relativamente econômica.
É preciso, agora, ganhar escala na produção o que vem do mercado consumidor.
O aditivo de 2%, que se cogita ser opcional, dificilmente seria utilizado se
não for através de incentivo. E aí é necessário um conjunto de medidas que
saiam de um consenso entre os setores público e privado da produção.
Uma das medidas oportunas seria começar a se pensar em incluir o biodiesel
na matriz energética nacional, algo ainda não suficientemente claro.
Nela, somente para se ter uma idéia, o próprio álcool carburante,
tanto o anidro como o hidratado, ainda não tem um lugar
definitivo e definido. A matriz energética nacional pode ser a primeira
medida para se instituir um planejamento.
Fonte: Jornal A Cidade - Vicente
Golfeto
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Biodiesel: Petrobras pretende
investir US$ 3,5 mi em usina em MG |
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A Secretaria de Estado de
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais confirmou hoje que
está prestes a ser firmado um protocolo de intenções entre o governo mineiro
e a Petrobras, para a instalação de uma usina de produção de biodiesel no
Estado. Segundo as informações, o projeto exigiria investimentos de cerca de
US$ 3,5 milhões e o empreendimento seria implantado na região do Vale do
Jequitinhonha, uma das mais carentes de Minas. De acordo com a
superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria, Ângela Menin, a
estatal já teria os recursos assegurados para a construção da unidade, que
terá capacidade de produção de aproximadamente 10 milhões de litros/ano de
combustível.
Conforme Menin, provavelmente o insumo utilizado na fabricação do biodiesel
será a mamona. Para tanto, a participação do governo estadual no projeto
seria garantir as condições necessárias aos agricultores para o cultivo. Ela
revelou que a Cemig está sendo convocada para participar, incentivando a
população que foi desalojada pela construção da barragem da Usina
Hidrelétrica de Irapé, na mesma região. As famílias estão sendo reassentadas
em uma área de 63 mil hectares, envolvendo em 18 municípios do Vale do
Jequitinhonha.
A superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento lembra que o governo do
Estado lançou em meados do ano passado o programa mineiro de incentivo à
produção de biocombustível, envolvendo diversas entidades de pesquisa do
Estado. O projeto, denominado Sol Diesel se insere no Programa de Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL), estabelecido pelo Protocolo de Kyoto para a
comercialização de crédito carbono.
Da mesma forma, o governo federal, segundo ela, publicou a lei 11.097, do
último dia 13 de janeiro, que torna obrigatória a mistura de 2% de
biocombustível no petrodiesel, dentro de um prazo de três anos. O teor da
mistura será elevado para 5% num período de oito anos. "A determinação do
governo do Estado no momento é de tornar o programa de biodiesel viável e
auto-sustentável, envolvendo principalmente a agricultura familiar", revela.
Os órgãos do Estado envolvidos no programa mineiro estão trabalhando para
garantir que o suprimento de biocombustível seja suficiente para cumprir as
determinações da lei.
A implantação da Usina da Petrobras, de acordo com ela, ainda depende da
definição do insumo que será utilizado, da infra-estrutura viária para o
escoamento da produção e do processo de licenciamento ambiental. A Petrobras,
segundo a superintendente, possui um programa de implantação de 18 usinas de
biocombustível no país. Para o Estado, a escolha do Vale do Jequitinhonha
para alocar uma destas unidades, seria fundamental para o desenvolvimento
econômico e social da região.
Fonte: O Estado de São
Paulo - Raquel Massote
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Tailândia produzirá biodiesel
para reduzir uso do petróleo |
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O Governo da
Tailândia aprovou durante a reunião semanal de terça-feira um plano estratégico
para desenvolver biodiesel e promover seu uso no mercado local, para tentar
diminuir a dependência do país das importações de petróleo e demais fontes de
energia.
O ministro de Energia da Tailândia, Prommin Lertsuridej, apontou que com o plano,
o governo deseja produzir 8,5 milhões de litros de biodiesel por dia a partir do
óleo de palma até 2012. Atualmente, o consumo interno de diesel está em 50
milhões de litros/dia.
O governo planeja misturar não mais que 10 por cento de óleo de palma cru ao
diesel, e vendê-lo internamente como biodiesel. A Tailândia está promovendo o
uso do óleo de palma e do etanol como alternativas ao petróleo, cujos preços são
muito voláteis e estão em alta no mercado internacional.
De acordo com o estudo realizado, 100 mil litros de biodiesel serão produzidos a
partir de 180 mil toneladas de fruta de óleo de palma, que demandará em torno de
9,6 mil hectares da plantação de óleo de palma.
Em novembro do ano passado, Prommin declarou que o governo deverá expandir a
área de óleo de palma dos 320 mil atuais para 1,6 milhão de hectares. O volume
extra produzido será destinado a produção de biodiesel.
O biodiesel nunca foi comercialmente produzido ou usado na Tailândia. Atualmente,
a Tailândia produz ao redor de 4,9 milhões de toneladas de fruta de óleo de
palma e 870 mil toneladas de óleo de palma cru por ano, segundo dados do
Ministério da Agricultura e Cooperativa. As informações são da Dow Jones.
Fonte:
O Estado de São Paulo - Alexandre Rodrigues
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Para maiores informações, visite o Portal
Biodiesel Brasil,
www.biodieselbrasil.com.br
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