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ÓLEO DE FRITURA DA REDE CARREFOUR É
CONVERTIDO EM BIODIESEL NA USP DE RIBEIRÃO PRETO. |
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Cinco meses
depois de iniciar a doação de óleo de fritura residual à Universidade de São
Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, o Carrefour recebeu e passou a
utilizar desde o dia 28/12 o biodiesel produzido através da conversão dessa
gordura vegetal. Esse biocombustível será utilizado em geradores de energia
elétrica nas lojas do Carrefour em "horário pico" e em situações
emergenciais.
O
biodiesel, produzido à base de etanol (álcool de cana) pelo Laboratório de
Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel) da USP, está sendo utilizado
inicialmente nas unidades de Pinheiros do Carrefour, na zona sul de São
Paulo, e na unidade da Via Norte de Ribeirão Preto e em ambas as lojas foi
assinado um convênio de fornecimento do combustível. O evento contou com a
presença do diretor de agronegócios do Carrefour, Arnaldo Eijsink e do
coordenador do Ladetel e presidente da Câmara Setorial de Biocombustíveis do
Governo do Estado de São Paulo, Dr. Miguel J. Dabdoub.
O
coordenador das Câmaras Setoriais do Governo do Estado, Nelson Pedro Staudt,
também participou do encontro, representando o secretário da Agricultura do
Estado de São Paulo, Antônio Duarte Nogueira Jr.
O Carrefour
iniciou a doação de óleos residuais em julho de 2004, quando foi iniciada a
parceria com a USP/Ribeirão Preto - que pesquisa a produção de biodiesel
etílico, também chamado de "biodiesel de cana", com o objetivo de utilizá-lo
como combustível alternativo ao diesel comum, sendo em um primeiro momento
utilizado na forma de misturas, e futuramente de forma integral (biodiesel
puro).
A pesquisa
está integrada ao Programa Brasileiro de Biodiesel recentemente lançado pela
Presidência da República, que tem como meta a formulação de um grande plano
de produção e uso de biodiesel, incentivando o plantio de diversas
oleaginosas no país. A comercialização da mistura de 2% de biodiesel ao
diesel já foi autorizada a partir de janeiro de 2005. Em uma primeira etapa
essa mistura será facultativa, passando a ser de uso obrigatório após três
anos de entrada em vigência da lei, com a autorização de uso facultativo do
B5 (mistura de 5% de biodiesel no diesel). Oito anos depois da promulgação
da lei, será a vez da mistura de 5% tornar-se obrigatória.
Essa
resolução foi aprovada na quarta-feira passada pela Câmara dos Deputados,
que reanalisou a MP 227 e o Projeto de Conversão após o Senado Federal ter
votado pela remoção da emenda que institui a obrigatoriedade futura do uso
do biodiesel. Agora a lei segue para sanção presidencial.
"É uma
honra para o Carrefour poder contribuir para a realização de pesquisas e
projetos fundamentais como este. Afinal, a previsão para 2005 é que serão
consumidos cerca de 40 bilhões de litros de óleo diesel no Brasil e todos os
esforços para se reduzir a dependência do país ao mercado externo é digna
dos mais calorosos elogios", diz Arnaldo Eijsink.
No mês
passado, 38 lojas da rede Carrefour no estado de São Paulo - incluídas as
duas unidades de Ribeirão Preto - forneceram toda a gordura vegetal
utilizada na fritura de salgados e pastéis.
Transformada a gordura em biodiesel, o novo combustível será misturado em
proporções de 5% (B5) ao diesel comum (derivado de petróleo) que aciona o
gerador de emergência do Carrefour Pinheiros, na cidade de São Paulo e de
uma das lojas de Ribeirão Preto. Porém, até o final de janeiro de 2005 o
grupo gerador de energia do Centro de Distribuição de Perecíveis da rede em
Osasco, na Grande São Paulo também estará sendo abastecido com biodiesel. No
mês seguinte, os mesmos equipamentos de outras lojas participarão do
programa, sendo que o fornecimento mensal de biodiesel poderá chegar a 500
litros/loja.
O professor
Miguel J. Dabdoub acredita no sucesso dessa experiência - como acredita
igualmente na utilização do álcool etílico (etanol) obtido da cana-de-açúcar
como alternativa ao metanol para a produção de biodiesel.
"Desenvolvemos
uma tecnologia capaz de superar as limitações causadas pela utilização do
álcool de cana e também conseguimos melhorar o processo de forma a viabilizá-lo
técnica e economicamente", explica Miguel J. Dabdoub. "Foi por meio de
nossas pesquisas também que conseguimos reduzir o tempo reacional de seis
horas para 30 minutos", diz ele, acrescentando que o "biodiesel de cana" é
100% renovável e pode ser produzido através de um processo continuo.
Fonte: MAXPRESS NET
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biodiesel chegou para ficar e
ajuda a gerar energia
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Desde o dia 28 de Dezembro, o
óleo usado para fritar pastéis colabora com a produção de energia elétrica.
O projeto entrou em prática nas duas lojas da rede de hipermercados
Carrefour, as lojas da Marginal Pinheiros e de Ribeirão Preto. Além de
energia elétrica adquirida da rede convencional, a companhia também conta
com parque gerador. Essa estrutura, acionada durante interrupções de energia
ou em horas de pico (maior consumo de eletricidade), é movida a óleo diesel.
É aí que entra o óleo usado nas frituras. Limpo, ele é transformado em
biodiesel (mistura de óleo, álcool e catalisador) e enfim adicionado ao óleo
diesel do grupo gerador. Inicialmente, as lojas do Carrefour empregarão 5%
de biodiesel no óleo diesel. “A tendência é a de chegar a 30% de mistura”,
diz César Alves Silva Júnior, gerente da loja da Via Norte.
Os ganhos com a adição do
biodiesel são econômicos: imediatamente a empresa deixa de comprar 5% do
diesel empregado nos geradores. Mas há, também, outros resultados positivos.
Um deles é ambiental: deixa-se de jogar no esgoto um óleo até então
inaproveitável. Pior: em Ribeirão Preto, onde existe sistema de tratamento
de esgoto, esse processo fica mais caro por conta do óleo sujo - e quem paga
é o contribuinte.
O outro ganho é institucional: a
adição que ontem oficialmente entrou em vigência só existe graças a processo
de biodiesel desenvolvido por profissionais do campus da USP de Ribeirão
Preto, por meio do laboratório Ladetel.
“A parceria com o Carrefour foi oficializada em maio deste ano, mas, pela
proximidade da USP e dos gerentes das lojas, as negociações vinham desde
muito antes”, comenta Miguel Dabdoub, coordenador do Ladetel e do projeto
Biodiesel da USP.
Na prática, o óleo de frituras
começou a ser adicionado como biodiesel no diesel na última terça-feira, na
loja da rede de hipermercados do bairro Pinheiros, na capital. “Em janeiro
próximo, a previsão é de que a central de Osasco, que abastece outras lojas,
também já esteja com a novidade”, explica Daniel Pereira, representante da
diretoria de agronegócio da rede francesa.
A outra loja do Carrefour de
Ribeirão Preto, em anexo ao Ribeirão Shopping Center, tem movimentação maior
do que a da Via Norte e, assim, processa mais óleo. “Sirvo 400 refeições por
dia, existe o uso de óleo na fritura dos pastéis e para assar frangos”,
discorre o gerente Herbert da Silva. Para ele, apenas sua loja deve produzir
100 litros de óleo usado por semana.
O emprego do óleo na geração de
biodiesel é feito nos laboratórios da USP. A estrutura, reconhecem os
técnicos, é limitada: dois mil litros por hora. E o laboratório já abastece
hoje a frota de caminhões da Companhia de Bebidas Ipiranga, de Ribeirão
Preto, que também emprega 5% de biodiesel no diesel utilizado pelos veículos.
Mas é tudo questão de tempo para que haja maior disponibilidade de
processamento do biodiesel. Com a oficialização do programa nacional do
produto, recentemente assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
significa que em três anos o diesel usado no País receberá 2% de adição do
biodiesel.
Os 2% são um volume substancioso,
levando-se em conta que, conforme previsões da ANP (Agência Nacional de
Petróleo), o País deverá consumir 40 bilhões de litros de diesel em 2005.
Em escala, biodiesel permitirá
um novo “Proálcool”
O biodiesel conquista cada vez mais seu espaço. Durante a cerimônia de
lançamento do programa de uso de óleo de fritura, dia 29 de dezembro no
Carrefour da Via Norte, o coordenador do Ladetel, Miguel Dabdoub, deu vários
exemplos nesse sentido. Há pouco menos de dois anos, ele discutia a
introdução do biodiesel como substitutivo de parte do óleo diesel. Ouvia
pareceres favoráveis, mas parte da cadeia dos fabricantes evitava envolver-se.
Como na França existem veículos
leves movidos a diesel - o que é proibido no Brasil -, Dabdoub fez, então,
parceria com as montadoras Citroen e Peugeot, de origem francesa. O
resultado foi tão favorável que, hoje, mesmo fornecedores da cadeia até
então reticentes já se tornaram parceiros do programa.
“Já negociamos parceria com a
Shell e nos preparamos para um programa tão grande ou até maior do que o
Proálcool”, disse Dabdoub, que também preside a Câmara Setorial de
Biocombustíveis do Estado de São Paulo.
A implantação desse ‘Proálcool”,
explicou, depende de produção em escala do biodiesel. Mas é apenas uma
questão de tempo. Do governo federal aos fornecedores de injeção eletrônica
e aos montadores de veículos, todos já concordam que o biodiesel chegou para
ficar.
Fonte: Jornal A Cidade -
Delcy Mac Cruz
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OITO UNIDADES DEVEM SAIR DO
PAPEL NESTE ANO, PREVÊ ABIOVE |
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Pelo menos oito unidades de
produção de
biodiesel a partir de óleo de soja devem começar a ser construídas agora em
2005 a partir da regulamentação em lei. A afirmação é do presidente da
Comissão de Biodiesel da Associação Brasileira da Indústria de Óleos
Vegetais (Abiove), Juan Diego.
“São investimentos que variam de US$ 5 milhões a US$ 15 milhões a depender
do tamanho e tecnologia. Aguardavam apenas a lei no Congresso”, afirma. As
unidades de processamento projetadas pela indústria de óleos vegetais terão
capacidades que variam de 50 milhões a 100 milhões de litros de biodiesel ao
ano.
Segundo Juan Diego, que também é executivo da Granol – uma das empresas com
projeto pronto no aguardo da definição legal -, as dúvidas do mercado sobre
a viabilidade de uso do óleo de soja como matéria-prima para a produção de
biodiesel não procedem. A principal questão consiste na variação de preço da
commoditie no mercado internacional, o que poderia afetar a competitividade
do biodiesel no mercado brasileiro.
A
resposta a esta dúvida, afirma Diego, está num estudo feito pela Abiove que
considerou as oscilações do preço internacional da soja nas últimas cinco
safras. A conclusão, em três dos cinco anos avaliados, é de que o preço do
óleo de soja no mercado internacional proporcionaria um custo de produção de
biodiesel inferior ao diesel de petróleo. “em apenas dois anos, o preço
final de uma eventual produção de biodiesel superaria o diesel convencional”,
afirma Diego.
Mesmo nos momentos de alta demanda e de elevados preços o valor do litro de
biodiesel (diante das configurações tecnológicas consideradas nos projetos
que aguardam melhor definição do programa) chegaria a “no máximo” 30% além
do valor do diesel excluídos os impostos. “Se o diesel fóssil custar R$ 1, o
biodiesel, num momento de maior preço da matéria-prima, custará R$ 1,30”.
A
demanda internacional de soja pode afetar a oferta da matéria-prima para
produção de biodiesel? A resposta da Abiove é não. Diego aponta pelo menos
três fontes que sustentarão a boa oferta. O crescimento de 12 milhões de
toneladas de grãos apurado na última safra em relação à anterior já seria
suficiente para a produção de 2,3 milhões de toneladas de biodiesel. Isso
significaria mais de duas vezes e meia a demanda inicial provocada pelos 2%
de adição de biodiesel ao diesel – cerca de 800 mil toneladas (ou 800
milhões de litros).
Não bastasse isso, a Abiove diz que o Brasil exporta mais de 22 milhões de
toneladas de soja em grão. Extraído o óleo deste volume, seria possível,
afirma, obter 4,4 milhões de toneladas de biodiesel. Por fim, o país exporta
um volume grande de óleo bruto de soja, o suficiente para servir também de
matéria-prima para processamento interno
Fonte: O Estado de São Paulo
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COMEÇA A CORRIDA PARA O
BIODIESEL |
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800
milhões de litros por ano. Esse é o tamanho do mais novo mercado de
combustível do Brasil, o do biodiesel. A corrida já começou e a oferta terá
de estar à disposição em 2008. Estimativas conservadoras indicam a
necessidade de investimentos imediatos de pelo menos US$ 40 milhões, mas a
corrida pode superar os US$ 100 milhões em prazo muito curto.
Só assim o país consegue entrar na
casa das centenas de milhões de litros. Hoje, a produção não deve superar 20
milhões de litros por ano. O Congresso Nacional quase abortou a largada com a
decisão do Senado Federal de retirar a obrigatoriedade da adição de 2% de
biodiesel ao diesel. A Câmara reformou a decisão original e agora o projeto
segue para sanção presidencial.
É o que faltava para a retomada dos
investimentos, principalmente das indústrias que já manipulam óleos vegetais.
Poderá ser também o estímulo que os pequenos produtores precisavam. As escolhas
tecnológicas começam a ser feitas e isso pode fazer a diferença no momento de
colocar o biodiesel no mercado.
Promessas dão conta de que o
biodiesel, se for mais caro que o diesel derivado do petróleo, será pouco. “A
indústria de óleos vegetais já fez os cálculos. Se houver preços maiores, não
serão superiores a 30% do valor do diesel convencional”, diz Juan Diego Ferres,
presidente da Comissão de Biodiesel da Associação Brasileira das Indústrias de
Óleos Vegetais (Abiove).
MISTURA
A MP convertida em lei determina a
adição de 2% de biodiesel misturado no diesel ao final de três anos, o que cria
um mercado firme de pelo menos 800 milhões de litros do combustível em 2008. A
perspectiva é de que em oito anos (a partir de 2012) a mistura compulsória
subirá para 5%. O projeto prevê a antecipação desse prazo caso haja base
sustentada de produção.
“A obrigatoriedade é condição
central para o programa. O caráter voluntário tornaria o programa regional e de
difícil fiscalização por parte da Agência Nacional do Petróleo. Como não há
espaço para criar subsídio ao programa a partir do imposto sobre o diesel, a
obrigatoriedade é a única forma de viabilizá-lo”, diz Ferres.
Boa parte dos negócios em fase de
articulação tem como base a produção do biodiesel a partir de óleos vegetais por
rota etílica (com o uso do álcool), muito diferente da rota metílica, utilizada
nos países europeus, por exemplo. Mas o Brasil pode surgir com novidades. Há
apostas na produção do mesmo biodiesel a partir do bagaço de cana.
Os negócios em condições de operação
em curto prazo são de pequena escala, para atendimento às demandas regionais. A
obrigatoriedade da mistura coloca no horizonte negócios mais robustos, que
exigirão fábricas com capacidade superiores a cerca de 50 milhões de litros por
ano.
A Dedini S/A Indústrias de Base,
empresa que deverá faturar este ano R$ 550 milhões, tem à mão um acordo
comercial com a italiana Balestra exatamente para quando a demanda por biodiesel
chegar a casa da centena de milhões de litro. O negócio prevê o uso da
tecnologia de produção de biodiesel continuada com uma alteração tecnológica
para a rota etílica (uso do etanol) e não metílica (uso do metanol), como na
Europa.
As unidades em operação atualmente
produzem biodiesel por batelada e são dimensionadas para volumes anuais de 8
milhões de litros de biodiesel. “Um programa para valer demandará unidades de
biodiesel capazes de produzir 50 a 100 milhões de litros por ano. E para isso
estamos falando de seis ou sete encomendas”, diz o otimista Tarcísio Ângelo
Mascarim, presidente corporativo da Dedini.
Na configuração atual de 8 milhões
de litros, haveria necessidade de 100 unidades, diz. “Não deixa de ser um
mercado, mas não acho que a viabilização do biodiesel como combustível ocorrerá
com uma base industrial dessas dimensões”, diz.
A empresa prepara uma unidade piloto
para o setor sucroalcooleiro que deve funcionar a partir de abril do próximo ano.
A fábrica funcionará numa usina de açúcar e álcool de Piracicaba, cujo nome não
foi revelado. A idéia é oferecer uma unidade para processar soja ou outros tipos
de oleaginosas na entressafra da cana.
A Dedini fechou ainda um contrato
pra fornecer uma unidade nova, com capacidade anual de 8 milhões de litros, para
a Agropalma, do Pará. A unidade aproveitará o resíduo refinado do óleo de palma
para produzir o “palmdiesel”. A empresa também fechou um acordo estratégico com
a Ecomat, uma empresa que controla oito usinas de açúcar e álcool no Estado do
Mato Grosso.
Lá, o objetivo é promover a
atualização tecnológica da unidade, que opera há quatro anos. “O objetivo é
melhorar a qualidade do combustível e aprimorar o processo industrial”, diz
Sílvio Rangel, diretor administrativo-financeiro da Ecomat.
ÓLEO VEGETAL
A produção de biodiesel a partir de
óleos vegetais deve antes resolver um problema. Qual óleo vegetal será escolhido?
Soja? Girassol? Mamona? Segundo a Ecomat, este tem sido um problema para a
unidade industrial que utiliza a soja como matéria-prima – exatamente a cultura
que em passado recente bateu recordes de preço. Hoje, 80% do custo de produção
do biodiesel retirado na unidade da Ecomat, mensura Rangel, é decorrente da
matéria-prima.
Não é uma questão insolúvel. A
Ecomat aposta num projeto em parceria com o Ministério do Desenvolvimento
Agrário e assentados matogrossenses para a produção de oleaginosas alternativas,
como girassol e nabo forrageiro. Esta é, aliás, uma característica do programa:
incluir o pequeno produtor como fornecedor da matéria-prima.
Pode funcionar, mas estes terão de ter condições técnicas e de financiamento
para suportar a escala que se avizinha. Caso contrário, sobrará mesmo para
grandes produtores capitalizados.
A perspectiva da Ecomat, por ora, é
que o acordo com o pessoal de assentamentos poderá facilitar a conversão de
óleos vegetais mais baratos em biocombustível. O valor pode cair dos atuais R$
1,6 mil a tonelada de óleo de soja para R$ 900 a tonelada do óleo bruto de
outras fontes. “Com isso, acho que já será possível equiparar o preço do
biodiesel com o do diesel, o que hoje é impossível”, diz Rangel.
O problema está ainda na área
plantada. Para atender à demanda de óleo para a produção anual de 8,5 milhões de
litros de biodiesel, a empresa precisará de uma área de 15 mil hectares de
cobertura vegetal. Mas não terá isso imediatamente.
Fonte: O Estado de São Paulo. |
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Para maiores informações, visite o Portal
Biodiesel Brasil,
www.biodieselbrasil.com.br/tindex.htm
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