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São paulo discute participação ativa no programa de biodiesel
 

No próximo dia 18 a Câmara Setorial de Biocombustíveis do Governo do Estado de São Paulo se reúne para discutir as ações concretas que vêm sendo realizadas no âmbito Estadual e à sua interação com o Programa Federal. Nessa oportunidade ocorrerá a formalização de propostas de todos os setores interessados para a elaboração e apresentação do documento das ações de incentivo à produção e uso do Biodiesel e do álcool no Estado de São Paulo.

Segundo Miguel Dabdoub atual presidente da Câmara Setorial, uma das ações mais importantes para a validação do biodiesel no Brasil, está sendo realizada em São Paulo através da iniciativa da Secretaria da Agricultura e Abastecimento que têm conseguido aglutinar os mais importantes atores do setor automobilístico para a realização de testes com o uso de biodiesel etílico.

Atualmente está sendo iniciado o primeiro teste oficial em larga escala em uma frota pertencente a empresa de Bebidas Ipiranga, engarrafadora da Coca-Cola de Ribeirão Preto que disponibilizou 140 veículos, entre caminhões e vans para rodarem com a mistura B5.

A ANFAVEA está apoiando e monitorando estes testes que contam com a participação oficial da VOLKSWAGEN, FIAT, BOSCH, MWM, CUMMINS e DELPHI. O LADETEL é o fornecedor oficial do biodiesel. A pedido do coordenador de testes veiculares e em motores do Grupo Gestor Interministerial, Cláudio Júdice do MCT, e do presidente da CEMA/ANFAVEA, Henry Joseph, metade da frota monitorada e com sistemas de injeção protocolados usará biodiesel etílico de soja e a outra metade dos veículos usará biodiesel etílico de mamona.

O controle de qualidade do biodiesel será responsabilidade do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas e o fornecimento de diesel está a cargo da Distribuidora ESSO.

A criação da Câmara Setorial dos Biocombustíveis foi uma iniciativa do Secretário da Agricultura e Abastecimento, Antônio Duarte Nogueira e conta atualmente com a participação de representantes da Secretaria da Ciência e Tecnologia, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Energia e Recursos Hídricos, além de representantes do setor produtivo como óleos vegetais, álcool de cana, equipamentos e do sistema cooperativo, entre outros.

Fonte: BiodieselWorld

 

Álcool do Brasil já preocupa países desenvolvidos



O álcool brasileiro, que começa a ganhar novos mercados internacionais, já é motivo de preocupação em países desenvolvidos. É o que se deduz da posição manifestada pela consultoria alemã F.O. Licht, cujo diretor, Christoph Berg, afirmou, ontem, ver riscos no domínio brasileiro sobre o fornecimento mundial do combustível. A Licht aponta possíveis aumentos dos preços do álcool caso a produção continue concentrada no Brasil e sugere que outros países invistam na cana para produção de álcool.

Fonte: Gazeta Mercantil
 

KYOTO COLOCA O PAÍS NO CENTRO DO CICLO DE CARBONO

 

A concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera vem aumentando gradativamente. O Protocolo de Kyoto tem como objetivo forçar os países a tomarem medidas que reduzam suas emissões do gás. O simples ato de acender um cigarro produz CO2. Parte vem da queima do fumo e parte do gás do isqueiro. Para o planeta, o CO2 vindo do isqueiro é mais nocivo que o gerado pelo fumo. Por contemplar esta diferença, o Protocolo de Kyoto coloca o Brasil em uma posição privilegiada.
O estoque de carbono do planeta está em grandes reservatórios intercomunicantes. Em cada reservatório encontramos carbono em um tipo de molécula. Na atmosfera é o CO2. Nos seres vivos, são os açúcares e outras moléculas sintetizadas a partir dele. Nos combustíveis fósseis, como o petróleo, são moléculas de hidrocarbonetos. A atividade humana alterou os processos que regulam o fluxo de carbono entre os reservatórios, aumentando a concentração de CO2 na atmosfera.
A fotossíntese é um dos processos capazes de retirar CO2 da atmosfera. Durante o dia as plantas usam energia solar para combinar gás carbônico e água, formando açúcar e outras moléculas. À noite, ou quando as plantas são queimadas (como no caso do fumo), o CO2 é liberado e volta para a atmosfera. Neste caso, existe um caminho de duas mãos entre o carbono presente nos seres vivos e o presente na atmosfera. Havendo equilíbrio entre esses processos, a concentração de CO2 na atmosfera não é alterada. Grandes queimadas e desmatamentos podem alterar o equilíbrio do sistema.
O principal culpado pelo aumento do CO2 na atmosfera é a queima de petróleo e seus derivados (o gás do isqueiro, por exemplo). Neste caso, não existe um processo reverso, capaz de retirar o CO2 liberado na atmosfera e transportá-lo de volta para os reservatórios de combustíveis fósseis. Com o Protocolo de Kyoto, este caminho de mão única, do petróleo para a atmosfera, vai ter de pagar pedágio.
Para liberar CO2 na atmosfera, o poluidor terá de comprar este direito de quem for capaz de retirá-lo da atmosfera. É aí que entra em campo o Brasil. Não somente temos a maior máquina de retirar CO2 da atmosfera (nossa biomassa) como temos o Sol e a água necessários para sermos os maiores fotossintetizadores do planeta.
Temos ainda outra vantagem. Somos o país com a melhor tecnologia de utilização da fotossíntese para mover carros. Nosso álcool é produzido a partir de açúcar, que é produto da fotossíntese. Quando um carro queima álcool está devolvendo à atmosfera o CO2, que a cana-de-açúcar retirou. É por esse motivo que o álcool é considerado combustível limpo.
Não é de se estranhar que os EUA estejam desenvolvendo um enorme programa de produção de álcool a partir de milho. Apesar de ainda não terem carros bicombustível em 2004 os EUA vão superar o Brasil na produção de álcool.
O Protocolo de Kyoto colocou o Brasil em uma posição privilegiada no ciclo do carbono. Possuímos uma vantagem competitiva tanto em recursos naturais quanto em tecnologia. Vamos saber tirar proveito disso?

Fonte: Estadão

 

Programa de biodiesel beneficiará regiões mais carentes do país

 

Durante discurso de posse da nova diretoria da Fiesp, o presidente Lula disse que o programa do Biodiesel será prioritário para as regiões brasileiras que não tiveram nesses cinco séculos possibilidades de se desenvolver, sobretudo o semi-árido nordestino, o Vale do Jequitinhonha".
   "A gente vai começar nessa região com o biodiesel da mamona. Em outra região com o biodiesel do dendê e, quem sabe, quando a gente tiver o mercado todo consumindo biodiesel, a gente inclua a soja para que a gente possa ser o maior produtor de biodiesel no mundo e possa limpar o planeta Terra", afirmou.
   O presidente defendeu a implantação do Programa de Biodiesel como um instrumento para promover a inclusão social.
   O governo prevê o início efetivo do programa com a adição de 2% de biodiesel ao óleo diesel consumido no país ainda este mês.

Fonte: Jornal Cana

 

BIOCOMBUSTÍVEL

 

O governo da Bahia e o Banco do Nordeste vão investir, até 2007, R$ 90 milhões nas culturas da mamona e do dendê. Os acordos envolvem desde o financiamento ao plantio à comercialização da safra

Fonte: Folha de São Paulo

 

Projeto incentiva energias renováveis

 

A Câmara dos Deputados começa a examinar o Projeto de Lei que cria o Programa de Fomento às Energias Renováveis, o Profer, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O Projeto é iniciativa do deputado Edson Duarte (PV-BA). “A intenção é popularizar o uso das energias renováveis, permitindo que todas as pessoas possam usufruir dos seus benefícios, afirma o deputado”.
   O deputado explica que, na prática, o projeto procura a viabilização de recursos e incentivos para que as comunidades possam adquirir, no âmbito do Profer, biodigestores, placas fotovoltaicas e cata-ventos. “É um incentivo à pesquisa aplicada ao desenvolvimento das fontes de energia de biomassa, eólica, solar e fabricação e comercialização dos equipamentos utilizados na produção de energia a partir dessas fontes”, disse Edson Duarte.
   O Projeto ainda prevê recursos para a realização de campanhas de divulgação das vantagens do uso de energias renováveis e dos incentivos existentes com a sua utilização. “Estamos propondo, ainda, a isenção de ICMS incidente sobre saída de equipamentos conversores de energia alternativa”, conclui o deputado.
 

Fonte: Geraldo Magela Matias, de Campinas - Free lance para o site ProCana

 

 
 

 

 

Para maiores informações, visite o Portal Biodiesel Brasil,


www.biodieselbrasil.com.br/tindex.htm