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MP aprovada pelo Senado acaba com
mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel |
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Brasília - A
mistura do biodiesel no óleo diesel não será mais obrigatória, como
determinava a medida provisória (MP) aprovada pela Câmara dos Deputados. O
texto previa uma mistura de até 5% de biodiesel em cada litro de óleo
diesel. O fim da obrigatoriedade foi aprovado nesta quinta-feira (16) pelo
Senado. "Ao se tornar obrigatório o uso do biodiesel, no início do processo
de desenvolvimento da indústria estará se criando o mercado de forma
impositiva, sem a adequada estruturação da oferta do biodiesel", argumentou
o relator Tião Viana (PT-AC), autor da proposta.
Com esta alteração, a MP retornará à Câmara dos Deputados para nova votação.
Ainda sobre a obrigatoriedade da adição do biodiesel ao óleo diesel, Tião
Viana lembrou que o país não tem hoje um sistema de produção capaz de
atender à demanda do mercado interno. Ressaltou que o óleo diesel representa
57,7% do consumo de combustíveis veiculares no Brasil. "Para não
onerar o preço final da mistura biodiesel/óleo diesel, seria necessária a
criação de subsídios à produção, que se for concedido ao produtor do
biodiesel, favorecerá os grupos mais organizados e estruturados, em
detrimento da organização de pequenos agricultores e do sistema de
cooperativas", destacou Viana.
O parlamentar disse ainda que a obrigatoriedade do uso da mistura poderia
implicar na necessidade de importação de biodiesel com custos superiores ao
potencial brasileiro de produção. Neste sentido, o senador disse que seria
uma contradição ao objetivo do governo federal que é reduzir as importações
de diesel e de petróleo.
A obrigatoriedade imposta pela Câmara também colocaria o Brasil em rota de
colisão com o protocolo de Quioto (de redução de gases poluentes na
atmosfera terrestre), afirmou Tião Viana. "Para que se entenda as premissas
expostas no Protocolo de Quioto, não há que se falar em obrigatoriedade às
empresas adicionarem biodiesel ao óleo diesel comercializado, posto que
assim, retiramos a possibilidade destas elaborarem projetos voluntários para
a diminuição de emissão de gases poluentes podendo vir a conseguir a
certificação de créditos de carbono negociáveis", disse o parlamentar.
Além de regulamentar o uso do biodiesel, a medida provisória aprovada pelo
Senado estabelece que a comercialização de álcool etílico (combustível)
passará a ser regulada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Tião Viana
explicou que, atualmente, a regulação das atividades de revenda e
distribuição de combustíveis exercida pela ANP trata das relações entre os
agentes sem, no entanto, atingir a comercialização do álcool etílico pelas
usinas e destilarias.
Assim, acrescentou o parlamentar, a fiscalização e a aplicação de
penalidades restringem-se às distribuidoras de combustíveis e postos de
revenda. Com a medida provisória, os postos de revenda só poderão adquirir o
álcool das distribuidoras de combustíveis e comercializá-los dentro das
especificações técnicas do produto. Tião Viana explicou que, caso a ANP
constate a comercialização direta entre donos de postos de combustíveis e
produtores, ou a venda de produtos pela usina fora das especificações, o
comprador será autuado.
Fonte:
Agência Brasil, Marcos Chagas
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Senado aprova biodiesel
feito a partir de várias plantas oleaginosas |
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O
Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (16) medida provisória (MP
214/2004) transformada no projeto de lei de conversão (PLV 60/2004) que autoriza
a fabricação de biodiesel a partir de plantas oleaginosas e sua adição ao diesel
de petróleo. O texto encaminhado pela Câmara dos Deputados estabelecia concessão
privilegiada de crédito oficial apenas para instalação de usinas nas Regiões
Norte e Nordeste, mas, em seu parecer, o relator da matéria, senador Tião Viana
(PT-AC), propôs a extensão desses benefícios a usinas localizadas em outras
regiões.
Tião
Viana atendeu, desse modo, a apelos de senadores como Hélio Costa (PMDB-MG), que
tem se pronunciado a favor dos produtores de girassol, nabo forrageiro e soja
destinados à produção de biodiesel. Em Barbacena (MG) já está instalada uma
destilaria para o aproveitamento dessas matérias primas. A princípio, os grandes
beneficiados seriam os produtores rurais e usinas preparados para
trabalhar com a mamona e o dendê.
Definido tecnicamente como renovável e biodegradável, ou seja, pouco poluente, o
biodiesel passará a integrar o rol das fontes de energia do país, a chamada "matriz
energética". E será acrescentado ao diesel mineral de origem fóssil vendido nos
postos de combustíveis em percentual a ser definido pelo Conselho Nacional de
Política Energética (CNPE).
Espera-se
que gradualmente o biodiesel possa substituir o diesel tradicional, permitindo
uma melhora na qualidade de vida dos grandes centros urbanos e reduzindo a
dependência em relação às reservas, não renováveis, de petróleo. O texto da
Câmara fixava em 5% o percentual obrigatório de adição para um período inicial
de oito anos, mas a obrigatoriedade foi retirada do PLV no Senado para que
empresas brasileiras pudessem concorrer ao recebimento de recursos do programa
de venda de créditos de carbono criado pelo acordo ambiental conhecido como
Protocolo de Kioto. Estima-se que o país venha receber até US$ 1,3 bilhão para
tocar projetos que reduzam a poluição do ar.
O PLV
também determina a criação de linhas de crédito específicas. O Banco do
Brasil financiará o plantio das oleaginosas e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a instalação de usinas. Segundo
Hélio Costa, para os micro, pequenos e médios empresários, o BNDES cobrará juros
entre 1% e 2% mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Dos grandes produtores,
cobrará TJLP mais juros de 2% a 3%.
Segundo
Tião Viana, juros facilitados, assim como a isenção da contribuição ao Programa
de Integração Social ( PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social (Cofins), têm como objetivo priorizar a participação no programa do
biodiesel dos produtores rurais situados na categoria de agricultura familiar,
com efeitos positivos sobre a geração de renda e emprego.
"Faremos
um grande avanço em matéria de desenvolvimento regional e inclusão social",
afirma o senador em seu relatório.
De
acordo com o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL), a isenção do PIS e da
Cofins de micro e pequenos agricultores terá efeito nulo, já que dessa faixa já
não são cobradas essas contribuições. Embora tenha apontado "lacunas" no projeto,
previu que o biodiesel poderá ter na economia do Nordeste impacto semelhante ao
do Proálcool nos anos 70.
Também
se pronunciaram otimistas em relação ao biodiesel os senadores Jonas Pinheiro (PFL-MT),
Sérgio Guerra (PSDB-PE), Aloizio Mercadante (PT-SP), Delcidio Amaral (PT-MS),
Marcelo Crivella (PL-RJ), Sibá Machado (PT-AC), José Agripino (PFL-RN), Leomar
Quintanilha (PMDB-TO), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Lúcia Vânia (PSDB-GO).
Alberto
Silva, defensor histórico do biodiesel, lembrou que foi ele a autorizar as
primeiras pesquisas para desenvolvimento do combustível pela Universidade
Federal do Ceará, ainda no governo Geisel (1974-1979). Como presidente da
extinta Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), Alberto Silva liberou
US$ 1 milhão para esses estudos, já que Geisel exigia uma alternativa para o
óleo diesel, em face da crise do petróleo iniciada em 1973.
Fonte: Agência Senado
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País dispõe de terra, água e mão
de obra, diz Quintanilha |
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O senador
Leomar Quintanilha (PMDB) - foto - diz que o Brasil dispõe de condições
excepcionais para garantir o sucesso do programa do biodiesel: extensas
terras agricultáveis, muita água e oferta de mão de obra rural. O senador,
que elogiou a iniciativa do governo federal, ressaltou que o biodiesel é um
combustível renovável, produzidos a partir de plantas oleaginosas, como
mamona, girassol, soja e dendê, tendo como grande vantagem ser um
combustível diesel de queima limpa, que reduz 78% das emissões poluentes
como o dióxido de carbono, gás responsável pelo efeito estufa, e 98% de
enxofre na atmosfera.
Quintanilha afirmou que, se o biodiesel se
firmar como combustível alternativo no país, será mais uma contribuição do
Brasil para o sucesso do Protocolo de Kyoto, acordo internacional que
pretende reduzir a emissão de gases poluentes no planeta. Com a recente
adesão da Rússia ao tratado, esse poderá entrar em vigor já em 2005,
informou. O senador pelo Tocantins lembrou que o Brasil, por seu extenso
programa de energia limpa, com muitas hidrelétricas e utilização de energias
alternativas como eólica, solar e de biomassa, já é um parceiro ativo na
redução de gazes poluentes na atmosfera, especialmente o gás carbônico.
Quintanilha
acrescentou que a entrada do biodiesel no mercado nacional deverá permitir a
redução de importação de óleo diesel contribuindo para a auto-suficiência na
produção de petróleo e derivados. Além disso, resultará na criação de
empregos no meio rural por meio da agricultura familiar, bem como no
desenvolvimento da pesquisa e da industria nacional de equipamentos.
O parlamento observou ainda que o Tocantins poderá ser um grande produtor de
biodiesel, por dispor de terras agricultáveis, onde já existem extensas
lavouras de milho, soja e arroz. Além disso, o Estado conta com o
fornecimento de energia elétrica, inclusive na zona rural e rodovias para
escoamento da produção.
Fonte: Agência
Senado
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Álcool:Brasil assina acordo
para desenvolver indústria no Paraguai
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O
ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Luiz Fernando Furlan
anunciou hoje a assinatura de um memorando de entendimento entre Brasil e
Paraguai para desenvolver a indústria sucroalcooleira e de biodiesel no país
vizinho.
O acordo poderá incluir, futuramente, o desenvolvimento da indústria de
carros bicombustíveis. De acordo com Furlan, a cooperação vai funcionar
tanto na área agrícola (de produção de cana) quanto industrial. As empresas
dos dois países vão contar com linhas do BNDES para financiamento de
equipamentos e serviços. Empresas de ambos os países vão trabalhar em
sinergia para aumentar a produtividade agrícola no Paraguai a patamares
equivalentes ao do Brasil.
O ministro de Indústria e Comércio paraguaio, Ernesto Bergen, disse que o
país quer fortalecer a produção de álcool e biodiesel como uma alternativa
ao consumo de outros tipos de combustíveis. Nos últimos dois anos o Paraguai
ampliou em 15% o consumo de nafta, um derivado de petróleo.
Fonte: Estado de S. Paulo,
Raquel Massote
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Rossetto diz que Biodiesel é prioridade para o Nordeste |
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O ministro do Desenvolvimento
Agrário, Miguel Rossetto, afirmou nesta quarta-feira que o programa de produção
de biodiesel é prioridade para a região nordestina e um importante instrumento
de inclusão social. Ele lembrou que o Brasil tem tecnologia adaptada à região do
semi-árido para a produção da mamona, uma das culturas indicadas para a produção
desse tipo de óleo combustível. Durante reunião com deputados da bancada do
Nordeste, Rossetto explicou que alguns mecanismos fiscais já estão sendo
pensados pelo Governo para viabilizar o projeto. "A expectativa é que as
primeiras fábricas de biodiesel iniciem sua operação a partir de julho de 2005.
Nossa meta é audaciosa: nós pretendemos, para o ano agrícola 2005/2006, incluir
250 mil famílias na produção de biodiesel", disse o ministro.
Apoio ao biodiesel
O relator do estudo sobre biodiesel realizado pelo Conselho de Altos Estudos da
Câmara, deputado Ariosto Holanda (PSDB-CE), acredita que o programa vai ajudar a
população nordestina, já que há matéria-prima abundante na região, financiamento
disponível do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) e compra de
parte da produção garantida pela Petrobras, que vai misturar o produto ao
diesel.
O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel foi lançado no início deste
mês pelo presidente da República. Na semana passada, o Executivo enviou ao
Congresso a Medida Provisória 227/04, que regulamenta o programa.
Fonte: Agência Câmara
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Para maiores informações, visite o Portal
Biodiesel Brasil,
www.biodieselbrasil.com.br/tindex.htm
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