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Do biodiesel ao carrapato-estrela

 Por Laércio Trevisan Jr.

Parece hilário, mas não é, ao analisar os recentes fatos envolvendo a pesquisa em nível nacional, fiquei a pensar.
A 1ª fase do biodiesel demorou nada mais, nada menos que dez meses para definir que a sede do pólo será na Esalq em Piracicaba, onde foi firmado convênio com o governo Federal, sendo liberada uma quantia de pouco mais de cem mil reais para a reforma de um local na Esalq, para a instalação de seu laboratório, sendo que a movimentação dos integrantes do comitê gestor do Pólo Nacional de Biocombustível ainda não têm data a ser definida. Outro fato, que chama atenção é que não há especialista nesta área na Esalq. Também é de se ressaltar que toda a parafernália estrutural lançada de apoio à assinatura deste convênio, por três vezes no ano de 2004 na Esalq, custaram provavelmente muito mais do que o dinheiro liberado para adaptação do laboratório de biocombustível.
Por outro lado, há anos o campus da Esalq vem passando por situação complexa com o aumento de carrapatos, alguns infectados (que causa a febre maculosa), que já levou a morte três pessoas, como também houve outros casos confirmados e diagnosticados em tempo.
Já a questão de segurança com a incidência de carrapatos aumenta consideravelmente devido à reprodução desordenada de capivaras no campus da Esalq, maior hospedeiro do carrapato-estrela, ou seja, colocando em risco a saúde da população que freqüenta o campus.
Cabe ressaltar que todas as tentativas anteriores com aplicação de inseticidas e outros agentes biológicos foram infrutíferas, tanto que um professor da Esalq, especialista, relatou em matéria no JP que tal situação impulsionou o "projeto de pesquisa" sobre a doença, e será testado o uso de nematóides (vermes parasitas como as lombrigas) no controle biológico da população de carrapatos-estrela, parece até mentira, mas é verdade, a situação que chegamos, ou seja, fazer testes para combater carrapatos e isso também na Esalq.
Em minha opinião defendo o cerco com alambrados em torno do campus da Esalq e que todas as capivaras, que é o maior hospedeiro do carrapato, sejam retiradas da área, pois o ser humano não pode continuar correndo risco de vida por causa de tecnocratas do Ibama e a falta de recursos financeiros, técnicos e científicos da Esalq, o que prova o despreparo de pesquisadores em um simples caso de combate a carrapatos no campus da Esalq, e, ainda há quem defenda a instalação de um irradiador semicomercial de cobalto 60 no campus da Esalq, reflexão, muita reflexão, pois o que parece é que estamos caminhando de joelhos.
Laércio Trevisan Jr. é presidente do Sinsesalq/Afesalq.

Fonte: Jornal de Piracicaba

 

Lula lança programa com benefícios fiscais

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda feira 06/12 uma medida provisória e dois decretos de tributação privilegiada ao Programa Nacional de Biodiesel, lançado hoje no Palácio do Planalto. A partir de agora, a comercialização do produto está regulamentada. A Receita Federal criou três faixas de alíquotas que tem de ser enquadradas em alguns critérios.

Diesel comum é tributado em R$ 120,14 de PIS e R$ 553,19 de Cofins por metro cúbico. Na média, o biodiesel será taxado em R$ 39,65 e R$ 182,77, respectivamente. No entanto, será diferenciado por região, matéria prima e tamanho da empresa. As desonerações partem de 100% para a agricultura familiar, no Norte e Nordeste no semi-árido; para produtores de mamona e palma e vão até 32% para empresas de alta produção.

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse que não haverá diferenciação na composição do diesel, ou seja, na hora de vender não se saberá de qual planta veio o óleo. "Ele não vai ter DNA", brincou. Isso evitaria a reserva de mercado. No entanto, com tantos benefícios não haverá nenhuma vantagem para o consumidor final, pois as frotas de ônibus e caminhão são as maiores consumidoras de diesel.

Ela informou ainda que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi zerado sobre o biodiesel. Dilma disse ainda que o barril do produto terá uma cotação internacional semelhante a do álcool. O impacto na balança comercial anual será positivo em US$ 200 milhões nas importações nos primeiros anos quando serão adicionados 2% de biodiesel ao diesel. O montante aumentará para US$ 400 milhões em 2007, quando o percentual misturado subirá para 7%.

O financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será feito também embasado em faixas. Não há ainda um limite do crédito oferecido por não ter noção de quantos produtores participarão do programa. A Taxa de Juros de Longo Prazo será a base de remuneração dos financiamentos. Além dela, será cobrado um ponto por cento a mais para as três faixas de diferenciação.

(Gabriela Valente - InvestNews)

 

programa de biodiesel:

Mercado será de 800 milhões de litros em 2005

 

O Programa Nacional de Biodiesel pode virar uma alternativa para o Brasil reduzir sua dependência da importação de petróleo e permitirá a geração de renda, emprego e ganhos para a balança comercial doméstica. A avaliação é da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.

Ela prevê que 800 milhões dos 40 bilhões de litros de combustível que serão vendidos no ano que vem serão de biodiesel. Com o objetivo de ter uma matriz renovável com recursos próprios, poupança de divisas e distribuir renda, disse ela, o governo fará a desoneração total ou parcial de PIS e Cofins, em diferentes faixas de isenção. Dilma disse ainda que o programa pode estar aquém das possibilidades e que o mercado deverá crescer.

Atualmente, o etanol ocupa 9,15% da matriz de combustíveis veiculares. Segundo a ministra, o índice subirá para 50% nos próximos anos e pode chegar a 100%, dependendo da indústria automobilística. Hoje, o consumo de diesel representa 57% do total. Uma Medida Provisória já aprovada pela Câmara permite a mistura de combustíveis verdes no diesel. O percentual da mistura, inicialmente em 2%, pode chegar a 5% em 2007.

"O principal aspecto é renovar a matriz", disse a ministra. Soja, algodão, mamona, girassol e outras oleaginosas serão a base do novo combustível. Dilma ressaltou que o programa é uma meta política, por causa de seu alcance social. "Ao dar prioridade para as regiões do semi-árido, estamos privilegiando terras que não disputam com a produção de alimentos", disse.

(Gabriela Valente - InvestNews)

 

Presidente Lula lança programa nacional de incentivo ao biodiesel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que o Programa Nacional do Biodiesel, lançado pelo governo, tem uma função social. "O programa está dirigido num primeiro momento para a gente tentar resolver os graves problemas sociais de uma região do Brasil, que há muitos e muitos anos está esquecida. Por isso que na estamos privilegiando a mamona e a palma do nordeste e do norte do país", afirmou o presidente, depois de assinar medida provisória, no Palácio do Planalto que lança o novo combustível.

O óleo vegetal para a produção do Biodiesel será extraído no Nordeste (mamona), Norte (dendê) e, no resto do país, com a soja. O diretor do Departamento do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressar, informou que o biodiesel é produzido a partir da retirada da gordura destes vegetais. "Para termos 2% de biodiesel para adicionar ao diesel, teremos que ter entre 700 e 800 milhões de litros do óleo vegetal, para produzir combustível para caminhões, trens, ônibus, caminhonetes e outros produtos que necessitam dele para funcionar", disse Bressar.

Para o presidente Lula, o Programa do Biodiesel significa "mais uma chama acesa no coração da gente nordestina". "Isso vale para o semi-árido nordestino, isso vale para o Vale do Jequitinhonha em Minas, isso vale para região norte do Brasil", destacou.

Segundo Lula, há muito tempo que o nordeste brasileiro espera uma oportunidade de voltar a ter esperança. "Eu penso que agora voces conseguiram produzir um projeto, que ele pode significar muita coisa para as regiões mais pobres do Brasil", enfatizou o presidente.

Fonte: Agência Brasil - Nelson Motta
 

 

usando biodiesel, no futuro brasil poderá exportar diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que vê o Brasil, no futuro exportando diesel e usando biodiesel no mercado interno, a exemplo do que acontece hoje com a gasolina.

Ele afirmou ainda que gostaria de ver o Brasil negociando petróleo através da OPEP e que a partir de hoje e num futuro próximo, o uso do biodiesel em veiculos de passeio poderá ser possível, já que a proibição do uso do motor diesel em veiculos leves é devido ao Brasil ser um país importador de diesel, mas que esse cenário mudará com a implantação do novo programa nacional de biodiesel.

Posteriormente o Presidente disse acreditar no uso de percentuais maiores de biodiesel misturado ao diesel de petróleo, lembrando ter visto no último Salão do Automóvel de São Paulo o exemplo da montadora francesa Peugeot que tem usado o B30 nos seus veiculos de passeio.

Fonte: BiodieselWorld

 

Programa de biodiesel estebelece benefícios fiscais e financiamentos diferenciados

 

A Medida Provisória assinada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que incentiva a produção de biodiesel a partir de oleagionosas, vai estabelecer benefícios fiscais e financiamento aos produtores do setor. As regras, no entanto, serão diferenciadas de acordo com a região, a matéria prima e o tipo de produtor, explicou a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O objetivo é fazer com que os produtores das regiões Norte e Nordeste consigam se manter competitivos frente aos produtores das regiões Sul e Sudeste.

A MP prevê isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para todos os produtores do país. Mas com relação à isenção do PIS e COFINS, as regras serão diferenciadas. Para os agricutores enquadrados no Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) do Norte, Nordeste e Semi-árido, haverá redução de 100% desses tributos, e para produtores das outras regiões, a isenção do PIS e Cofins será de 68%. Para os agricultores intensivos do Norte, Nordeste, Centro-oeste e Semi-árido, o percentual de redução será de 32%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar recursos para o financiamento de agricultores. Segundo Dilma Rousseff, os empréstimos vão depender dos projetos apresentados.

Fonte: Agência Brasil - Ana Paula Marra e Nelson Motta

 

Programa de Biodiesel pode contribuir para diversificação da matriz energética brasileira

O Programa Nacional do Biodiesel, autorizado hoje pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de Medida Provisória, vai permitir o uso de um novo combustível no país. O Brasil vai colocar no mercado um produto obtido a partir de matérias-primas como mamona, soja e dendê.

Com o Biodiesel, o Brasil inicia um novo ciclo do setor de energia e reforça a promoção do uso de fontes renováveis e a diversificação da matriz energética. Hoje, as fontes renováveis representam 43,8% da nossa matriz, enquanto a média mundial é de 13,6%, e a dos países desenvolvidos de apenas 6%.

O Biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais que, estimulados por um catalisador, reagem quimicamente com o etanol ou o metanol. No Brasil, existem diferentes espécies de oleaginosas, das quais se pode produzir o biodiesel, entre elas, mamona, dendê, girassol, babaçu, soja e algodão.

No Programa Nacional do Biodiesel, lançado hoje pelo governo, o combustível substitui total ou parcialmente o diesel de petróleo em motores ciclodiesel de caminhões, tratores, camionetes, automóveis e também na geração de energia e calor. Ele pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel é chamado de B2 e assim sucessivamente até o biodiesel puro, denominado de B100.

A adição de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo não exigirá alteração nos motores. Os motores que passarem a utilizar o biodiesel misturado ao diesel nesta proporção têm garantia de fábrica assegurada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores(ANFAVEA).

Fonte: Agência Brasil - Ana Paula Marra e Nelson Motta

 

deputada Mariângela Duarte (PT-SP) conseguE aprovaR emenda

de R$ 200 milhões para o Programa do Biodiesel.

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, participou nesta tarde, no Palácio do Planalto, da cerimônia de assinatura de nova medida provisória que trata do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodisel, um combustível renovável produzido a partir do óleo de plantas como a mamona, palma e milho.
A medida assinada há pouco complementa a MP 214/04, aprovada na semana passada pela Câmara, que define a meta de 2% a 5 % de biodiesel na adição ao diesel comum. O presidente Lula agradeceu aos deputados presentes e ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha, pela aprovação da matéria. Segundo Lula, "os parlamentares aprovaram um projeto que pode ser o mais importante para atender a expectativa de uma região que precisa de uma oportunidade".
Com a meta inicial, de adicionar 2% de biocombustível ao óleo diesel, o Governo espera ganhos comerciais decorrentes da redução da importação de diesel; ganhos sociais com a geração de renda e empregos, principalmente na agricultura familiar; e ganhos ambientais com a queda na emissão de gases poluentes.

Descontos para agricultores
A partir de fevereiro, Belém, no Pará, já estará comercializando o biodiesel. Mas a MP assinada nesta tarde também beneficia a região Nordeste, ao prever descontos de 100% no PIS/Cofins para agricultores familiares que produzirem biodiesel a partir do óleo de mamona ou de palma, produtos típicos daquela região.

Orçamento
Também estava presente à cerimônia de assinatura da MP a deputada Mariângela Duarte (PT-SP), que conseguiu a aprovação pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara de uma emenda ao Orçamento de 2005 destinando R$ 200 milhões ao Programa do Biodiesel. Ela espera que o Congresso aprove a emenda, já que a proposta orçamentária original do Governo prevê apenas R$ 250 mil para o programa.

Fonte: Agência Câmara

 

 

Para maiores informações, visite o Portal Biodiesel Brasil,


www.biodieselbrasil.com.br/tindex.htm