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Aprovada MP sobre biodiesel |
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O
Plenário aprovou a Medida Provisória 214/04, que altera duas leis para
incluir o biodiesel entre os combustíveis usados no abastecimento nacional e
permitir a atuação reguladora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre
essa nova opção de óleo para motores. O deputado Betinho Rosado (PFL-RN)
relatou a medida e apresentou um Projeto de Lei de Conversão, no qual
incluiu o prazo de oito anos para que a meta de mistura de 5% do biodiesel
no combustível, originado de petróleo, seja cumprida. Ele também propôs que
os bancos oficiais criem linhas de crédito para incentivar o setor e a
criação de um Comitê Gestor do Biodiesel.
Fonte: Agência
Câmara
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LANÇAMENTO
DO PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇÃO E USO DE BIODIESEL |
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O
governo federal anunciou que a cerimônia do Lançamento oficial do "Programa
Nacional de Produção e Uso do Biodiesel" será realizado no dia 06 de
dezembro de 2004 no Palácio do Planalto em Brasília e contará com a presença
do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A convicção,
junto com o esforço e a vontade daqueles que realmente acreditam na
importância dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e mundial
tem possibilitado o rápido avanço do Brasil neste campo. O trabalho de
idealistas e entusiastas tem sido uma das caracteristicas mais importantes
para conseguir o envolvimento do setor produtivo, industrial, técnico e
político para a implantação do biodiesel no Brasil. Esse é o resultado
conseguido por pessoas que de forma desprendida tem dedicado todo o seu
trabalho e esforço ao objetivo de ver o biodiesel implantado no país, em
função dos beneficios que eles acreditam poderão ser obtidos, proporcionando
um Brasil melhor.
Um dos marcos da
implantação do programa do biodiesel que estamos presenciando, foi o
Primeiro Congresso Internacional de Biodiesel que aconteceu em Ribeirão
Preto em Abril de 2003, organizado pelo LADETEL da Universidade de São
Paulo, com a participação de mais de 600 pessoas de diversos setores,
incluindo Ministério da Agricultura e Ministério da Ciência e Tecnologia. Um
dos resultados desse evento foi a transferência da coordenação do programa
do MCT para o MME e que posteriormente passaria para a Casa Civil. Isso foi
fruto de resoluções da Presidência da República, conforme resposta dada à
carta enviada e datada de 15 de abril de 2005 (ver carta abaixo),
indicando que as providências seriam tomadas e que o assunto seria
encaminhado à Ministra Dilma Rouseff.
Posteriormente o
Presidente teve a sensibilidade e a decisão correta de constituir um Grupo
Interministérial para viabilizar a implantação do biodiesel no Brasil. Temos
a certeza de que o Biodiesel está caminhando, mas isso é só o começo e
sabemos que para o programa atingir um sucesso consistente, ainda temos uma
caminhada muito longa à percorrer.
BiodieselBrasil
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BIODIESEL:
UM PROGRAMA PARA ... UM PROGRAMA QUE ... |
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Sertãozinho, 15 de abril de 2003.
Excelentíssimo Senhor
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva
Ref.: Programa para marcar um governo
Programa que só o Brasil pode fazer
Programa que gera emprego e renda
Programa que desenvolve tecnologia
Programa que gera desenvolvimento no campo e na cidade
PROGRAMA DO GOVERNO LULA PARA O BRASIL
Prezado Presidente,
Como integrante do
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - CDES, sinto-me na obrigação
de vir à presença de V.Sa. para dizer que ontem à noite, durante o
lançamento do programa do biodiesel em Ribeirão Preto e depois de ouvir as
explicações e os discursos, vi uma excelente oportunidade para que, se
adotado, o programa venha a ser a marca de seu governo. Em outras palavras, e
daí a minha carta, identifiquei um programa que pode ser um divisor de águas
para o nosso País e que tem a cara do seu Governo.
Não tenho nenhuma
pretensão que a não de colaborar com a V.Sa. Há 20 anos analisamos a
alternativa do biodiesel mas o timing era errado. O timing
certo é agora.
Trata-se de um
avanço no agrobusiness que poderá ser o complemento para o Proálcool,ou
vice-versa, pois gera emprego e renda, tecnologias, movimenta a economia e
expande fronteiras agrícolas, etc.
Cordialmente, com
meu abraço
Maurílio
Biagi Filho
PS: Em
contrapartida, o Projeto Biodiesel precisa ser subsidiado nos primeiros anos.
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PÓLO VAI
AGLUTINAR PESQUISAS PARA O BIODIESEL |
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A organização e
centralização das pesquisas para produção de combustíveis líquidos a partir
da biomassa de cana-de-açúcar é um dos principais objetivos do recém-criado
Pólo Nacional de Biocombustíveis, instalado na Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba. Segundo o professor José
Roberto Postali Parra, diretor da instituição, o programa, lançado pelo
governo federal, foi motivado pelo perspectiva de aumento na demanda interna
e externa de etanol. Além dos R$ 106 mil iniciais repassados pelo Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o pólo também negocia
investimentos externos para o desenvolvimento de suas primeiras linhas de
pesquisa. Parra explica que o pólo vai desenvolver pesquisas em várias
frentes, mas que o combustível de maior interesse mundial no momento é o
álcool, por causa da assinatura pela Rússia do Protocolo de Kyoto. Essa
demanda, segundo ele, é demonstrada pelo aumento da exportação desse
combustível, que deve chegar ao final de 2004 com cerca de 2 bilhões de
litros contra aproximadamente 750 milhões de litros em 2003. "A idéia é
buscar metodologias que permitam a redução de custo para tornar o processo
mais competitivo", diz. Pelo programa, profissionais da área receberão
treinamento para aperfeiçoar conhecimentos e as pesquisas produzidas por
institutos e universidades passarão a ser coordenadas pelo pólo. "As
pesquisas têm ocorrido de forma dispersa e com pouca interação com o setor
produtivo", observa o diretor da Esalq. "Essa conjunção de esforços vai
criar uma entidade líder que, com a ajuda dos governos federal e estadual e
do setor produtivo, poderá formular uma política nacional na questão de
biocombustíveis", completa. A nova entidade, diz Parra, vai auxiliar na
seleção de projetos para buscar financiamentos de fundos nacionais e
internacionais. Antes mesmo de o pólo ser formalizado, o Ministério da
Agricultura negociava com o governo japonês o financiamento de pesquisas
para o desenvolvimento de biocombustíveis. O Japão pretende misturar 3% de
álcool na gasolina. Para tanto, a maior potência oriental vai precisar de
1,8 bilhão de litros de álcool por ano e o Brasil é um dos poucos países
capazes de suprir esta produção. A parceria, segundo o ministro Roberto
Rodrigues, poderá resultar num aporte para o pólo da ordem de US$ 25 milhões.
Os recursos, destinados a pesquisas sobre biocombustíveis, viriam do JBIC (Banco
Japonês de Cooperação Internacional) e da Nedo (Organização para o
Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologia Industrial do Japão), cujo
diretor, Michikatsu Sato, participou da solenidade de implantação do pólo no
dia 16 de novembro. Além do aumento da demanda internacional pelo etanol, a
introdução do biodiesel no mercado nacional será objeto das pesquisas
coordenadas pelo pólo. O biodiesel é feito a partir da mistura de óleos
vegetais com um álcool (metanol ou etanol). A intenção do governo federal é
misturar 5% do combustível renovável ao diesel mineral até 2010. Isso
significará incorporar 2 bilhões de litros de biodiesel na frota nacional.
Para chegar a essa meta, serão
necessários mais 400 milhões de litros de álcool por ano. "Com certeza, a
perspectiva da introdução crescente do biodiesel no mercado interno
implicará numa demanda maior pelo álcool", diz o pesquisador da Universidade
Estadual de São Paulo (USP) e diretor do Laboratório de Desenvolvimento de
Tecnologias Limpas (Ladetel), Miguel Dabdoub. Segundo ele, a mistura que
resulta no biodiesel é composta por 20% de álcool e 80% de óleo vegetal. "Essa
combinação faz do Brasil um forte candidato à produção do biodiesel em larga
escala", afirma. Outro fator que, segundo Dabdoub, deverá implicar num maior
consumo de álcool é a introdução da tecnologia flex fuel. "Nos últimos dois
anos vem aumentando muito o número de veículos que funcionam com dois
combustíveis", diz.
Fonte: Valor
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DEMANDA POR COMBUSTÍVEL VERDE
SURPREENDE |
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As
perspectivas são mais do que favoráveis ao Brasil no mercado internacional
de açúcar e álcool. Diante da escalada dos preços do petróleo, a demanda
pelo "combustível verde" surpreende e cresce de forma acelerada em novos
mercados, enquanto os embarques de açúcar avançam, ocupando boa parcela do
espaço deixado por produtores tradicionais, como a Índia, onde os problemas
climáticos devem reduzir à metade a produção dessa safra, um dos fatores que
têm sustentado as cotações na Bolsa de Nova York. A lista de oportunidades
inclui a recente vitória obtida pelo Brasil, ao lado da Austrália e
Tailândia, na Organização Mundial de Comércio (OMC), quanto ao
questionamento do regime de subsídios praticados pela União Européia nas
exportações de açúcar de beterraba. Ao se concretizar, a suspensão das
regras protecionistas poderia abrir espaço para uma oferta adicional de 2
milhões a 3 milhões de toneladas do produto no mercado mundial. Nesse
cenário, a previsão é de que a participação das exportações brasileiras -
que rendem ao país US$ 2 bilhões por ano e são estimadas em cerca de de 18
milhões de toneladas - poderia passar dos atuais 28% para 35%, de acordo com
analistas do mercado. A China é um dos destinos mais promissores para as
exportações brasileiras de açúcar e poderá ganhar espaço ao lado de
parceiros tradicionais do Brasil, como a Rússia, atualmente o maior
importador mundial. "Os russos também têm conseguido atender ao aumento da
demanda com a produção doméstica", avalia Julio Maria Borges, da JOB
Consultoria. Por isso, segundo ele, as vendas para aquele mercado devem se
estabilizar. Não é o que se vislumbra no caso da China. "O país vive um
intenso processo de urbanização, com mudanças de hábitos da população, que
deve transformá-lo no maior importador mundial de açúcar em dez anos",
comenta Borges. Mas ele lembra que, na Ásia, o Brasil está em desvantagem em
relação a países concorrentes, como Austrália e Tailândia, devido à
distância, o que encarece os custos de frete. O mercado chinês também
oferece boas perspectivas de consumo de álcool combustível, mas o economista
ressalta que é o Japão que apresenta, no curto prazo, as melhores chances de
se tornar "cliente" do Brasil. Borges lembra que o potencial do mercado
japonês é de 6 bilhões de litros de álcool anidro (misturado à gasolina), e
o país vem demonstrando, na prática, seu interesse neste mercado, até por
questões ambientais. Em meio às iniciativas de alguns países, como Japão e
China, de alterar a matriz energética para diminuir a dependência dos
derivados de petróleo, as exportações brasileiras de álcool combustível
devem mais que dobrar nesta safra, sendo estimadas atualmente entre 2
bilhões e 2,5 bilhões. Em maio, início da safra no Centro-Sul, a previsão
girava ao redor de 1,6 bilhão. De janeiro a outubro, as exportações totais
de álcool já haviam alcançado o recorde de 2,1 bilhões de litros, com
receita equivalente de US$ 410 milhões, de acordo com os dados da Secretaria
de Comércio Exterior (Secex).
Fonte: Valor
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Para maiores informações, visite o Portal
Biodiesel Brasil,
www.biodieselbrasil.com.br/tindex.htm
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