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COMPANHIA DE BEBIDAS IPIRANGA E LADETEL - USP FIRMAM PARCERIA PARA TESTES COM O BIODIESEL

 

Serão medidos índices de emissão de poluentes e rendimento com o novo combustível, que irá abastecer a frota de 140 caminhões da Companhia de Bebidas Ipiranga, produtora e distribuidora Coca-Cola de Ribeirão Preto.
A Companhia de Bebidas Ipiranga, fabricante Coca-Cola de Ribeirão Preto e o Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas), vinculado a USP, firmam parceria em 15 de outubro de 2004 para a utilização do Biodiesel em sua frota. Os 140 caminhões da empresa passarão a utilizar a mistura B5, com 5% de biocombustível misturado ao diesel comum.
O biodiesel é basicamente uma mistura de óleo vegetal como os de soja, milho, dendê ou mamona etc. e um reagente que pode ser metanol ou álcool de cana, em diferentes proporções.
O processo de mistura entre o biodiesel e o diesel comum é o mesmo utilizado na gasolina, que recebe 25% de etanol anidro. Existe potencial, entretanto, para que o biodiesel seja utilizado, sozinho, como combustível. Segundo dados da USP, o Brasil poderá economizar, com o novo combustível, cerca de 2 bilhões de litros de diesel por ano. Como o diesel consumido no Brasil é importado, a utilização o biodiesel pode significar uma economia anual de aproximadamente US$ 350 milhões.
A Companhia de Bebidas Ipiranga não precisará fazer alterações em seus caminhões, já que o biodiesel utiliza o mesmo ajuste no motor do diesel comum. A expectativa é que a emissão de fumaça preta, que contém CO2, seja reduzida em 13%. "O benefício ambiental é muito visível", afirmou o coordenador nacional do projeto Biodiesel Brasil da USP e do Ladetel, Miguel Dabdoub.
Fabricantes de motores e de auto-peças, juntamente com a Anfavea, estarão acompanhando os testes para avaliar o desempenho de cada item dos caminhões. "Faz parte da política da Cia de Bebidas Ipiranga apoiar e incentivar ações em prol do meio-ambiente e do desenvolvimento de novas tecnologias que trarão benefícios econômicos para a região e para o país", afirma Ana Maria Trindade, gerente de operações da fabricante Coca-Cola de Ribeirão Preto.
A empresa consome pouco mais de 112 mil litros de diesel por mês, 5% dos quais serão substituídos pelo biodiesel, ou seja, o Ladetel estará fornecendo cerca de 6 mil litros do biocombustível por mês.

Fonte: BrasilAgro

 

RENOVÁVEL E MENOS POLUENTE, BIODIESEL É A ALTERNATIVA CERTA PARA O MERCADO DE COMBUSTÍVEIS

Com maior potencial produtivo do mundo e investimento em pesquisa, Brasil pode ser o novo centro exportador mundial de biodiesel.
Foi a partir da invenção do motor a diesel, pelo engenheiro francês de origem alemã Rudolph Christian Carl Diesel (1858-1913), no final do século XIX, que foi cogitada, pela primeira vez, a possibilidade de se
usar óleos vegetais como combustível. Mas foi apenas na primeira década do século passado que o óleo diesel passou a ser produzido a partir do petróleo.
A primeira patente de biodiesel feito com óleo de amendoim e metanol foi depositada no Japão na década de 1940, seguida de outras três patentes americanas na década de 1950. No Brasil, as pesquisas tiveram início nos anos de 1980 com a criação do Programa de Óleos Vegetais (OVEG). A Universidade Federal do Ceará (UFC) obteve, ainda na década de 80, a primeira patente brasileira de um processo de biodiesel. Pesquisadores cearenses produziram o combustível a partir de uma mistura de óleo de mamona e metanol.
"O programa brasileiro não vingou nessa época por motivos econômicos. Faltou uma visão estratégica de longo prazo que permitisse a superação das deficiências tecnológicas como foi feito com o programa do álcool (PROALCOOL)", conta o professor Miguel J. Dabdoub.
O Interesse pelo diesel de óleos naturais foi pequeno até o começo dos anos 70, motivado pela abundância e pelo baixo custo dos derivados do petróleo. Já na metade dos anos 70, com as crises do petróleo e os conseqüentes aumentos, a situação começou a mudar. Com a queda no preço dos barris, nos anos 80, o interesse pelo biodiesel voltou a cair, mas ressurgiu para ficar nos anos 90, impulsionado por questões ambientais. No século XXI, a preocupação ambiental, bem como a necessidade de um combustível renovável, incentivam as pesquisas sobre biodiesel em todo o mundo.
Foi nos anos 90 que países da Europa começaram a implantar programas de uso do biodiesel. Atualmente, dois milhões de veículos rodam no continente com esse combustível. Na Alemanha e na Áustria, emprega-se o biodiesel puro, enquanto nos demais países ele é misturado ao diesel na proporção de 5% a 20%. Em 2005, 2% de todo combustível consumido na Europa deve ser proveniente de fontes renováveis. Em 2010, esse percentual subirá para 5,75%. Na Europa, o biodiesel é produzido com metanos (álcool derivado de petróleo).
Segundo Miguel Dabdoub, pesquisador da USP e coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), o biodiesel pode ser um fator importante na economia do Brasil. "Existe uma grande possibilidade do Brasil vir a exportar biodiesel", afirma, ressaltando que o Brasil pode vir a ser o maior exportador de biodiesel do mundo, com a vantagem de produzir o biocombustível com álcool etílico (etanol) - álcool de cana, 100% renovável.
"Em função das políticas de incentivo ao uso de combustíveis renováveis, adotadas na Europa, é previsível que haverá um aumento da demanda superior à sua capacidade de produção, enquanto o Brasil é o país com maior potencial de produção. Só no cerrado, temos 90 milhões de hectares para expandir a nossa fronteira agrícola e teremos o biodiesel realmente 100% renovável se empregarmos o álcool de cana ao invés do metanol" conclui o professor
.

Fonte: BrasilAgro

 

 BIODIESEL: A NOVA REALIDADE

 

Pesquisas indicam que utilizar o biodiesel gera menor poluição ambiental, aumento no rendimento e queda no consumo das máquinas.
O Biodiesel é produzido através da reação química de óleos vegetais com um álcool (metanol ou etanol), na presença de um catalisador. Os óleos vegetais podem ser extraídos da soja, do girassol, do amendoim, de outras sementes oleaginosas, ou ainda de frutos como o pequi, a macaúba ou o dendê.
O processo de produção à base de óleos vegetais e álcool metílico (de petróleo), sob aquecimento, é de domínio público. Nos últimos 5 a 10 anos, esse tipo de biodiesel passou a ser comercializado em larga escala na União Européia, onde o óleo de colza (canola) é empregado como matéria prima. Nos Estados Unidos, as matérias primas principais são o óleo de soja e o metanol, que é um derivado do gás natural ou do petróleo. No Brasil, as pesquisas utilizam-se dos processos americano e europeu, mas com os óleos de soja, babaçu e outros óleos virgens, além dos óleos de fritura - óleos vegetais.
Pesquisas realizadas nos laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) pela equipe coordenada pelo professor Miguel J. Dabdoub, do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), em Ribeirão Preto, têm conseguido bons resultados no desenvolvimento de novas tecnologias como a utilização do álcool etílico (etanol), obtido da cana-de-açúcar do mundo. Recurso 100% renovável, ao contrário do petróleo, o etanol garante maior segurança na manipulação devido a sua menor toxicidade. Vale lembrar que o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo.
Realidade e Previsões: Hoje, a frota nacional consome cerca de 37 bilhões de litros de óleo diesel por ano. Em 2005, esse volume subirá para 40 bilhões de litros, conforme projeção da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Nesse contexto, o biodiesel servirá como complemento ao óleo diesel comum e, futuramente, poderá ser usado de forma integral nos motores diesel se houver oferta suficiente. A idéia inicial é acrescentar 5% de biodiesel ao óleo diesel comum - fórmula conhecida como B5, em uma iniciativa similar a que ocorre com a gasolina, que recebe adição de cerca de 25% de etanol anidro. Com essa medida, estima-se que o Brasil reduza em 33%, de um total de 6 bilhões de litros, suas importações de diesel, gerando uma economia anual de US$ 350 milhões.
O uso do biodiesel na sua forma pura diminui a emissão de dióxido de carbono em 46% e de fumaça preta em 68%. Se for usada a mistura B5, a redução de fumaça preta chega a 13%. Segundo Dabdoub, o biodiesel puro é isento de enxofre, ao contrário do diesel comum. O enxofre é o principal gerador de chuva ácida e é potencialmente cancerígeno.
Mais eficiência no biodiesel da cana: Os resultados das pesquisas realizadas demonstram que o biodiesel de cana é mais eficiente do que o óleo vegetal in natura porque não causa corrosão no motor, não carboniza os bicos injetores de combustível e melhora a partida do veículo a frio por ser menos denso e fluir melhor nas mangueiras e dutos.
O processo de produção de biodiesel de etanol, embora já conhecido há alguns anos, era economicamente inviável devido às limitações de ordem técnica, como a baixa taxa de conversão da mistura óleo e etanol em biodiesel.
No processo atual, o óleo vegetal é misturado ao álcool etílico e aos catalisadores em um reator e sofre agitação por meia hora. Para cada 1.000 litros de óleo são utilizados 200 litros de etanol e de 0,8% a 1% dos agentes catalisadores. Em seguida, a mistura vai para um decantador onde ocorre a separação da glicerina.
Apesar da eficiência do processo de conversão e do aproveitamento da glicerina, o biodiesel brasileiro ainda é mais caro do que o diesel comum. Mas a diferença, diz Dabdoub, pode ser facilmente anulada se o governo desonerar o produto de impostos na fase inicial do programa, antes de atingir a produção em grande escala. O pesquisador acrescenta que o novo combustível não acarreta nenhum problema de ordem técnica aos veículos e que não são necessárias modificações no motor para que ele funcione normalmente.
Testes de desempenho: A Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Jaboticabal, ficou responsável por verificar a eficiência do produto em tratores agrícolas. Os ensaios ficaram a cargo do engenheiro agrícola Afonso Lopes, professor do Departamento de Mecanização Agrícola da Unesp. O pesquisador testou o combustível em um trator Valtra, modelo BM100, com cem cavalos de potência, equipado com um sistema de medição de combustível desenvolvido na Unesp.
O veículo foi avaliado em condição de campo sob cinco tipos de mistura biodiesel-óleo: B100 (apenas biodiesel), B25 (25% de biodiesel e 75% de óleo), B50 (metade biodiesel e metade óleo), B75 (75% de biodiesel e 25% de óleo) e apenas óleo diesel.
O funcionamento do trator foi normal com todas as misturas. Constatamos uma redução de consumo de combustível quando se usou uma mistura na proporção de até 50% de biodiesel devido à maior lubricidade desse combustível. A próxima etapa do estudo será avaliar o nível de emissão de poluentes gerado pelo biodiesel.

 

FEISUCRO 2005
FALTAM 8 DIAS PARA O LANÇAMENTO OFICIAL

 

O credenciamento para participar do lançamento oficial da Feira Internacional do Setor Sucroalcooleiro – Feisucro 2005, a partir das 17h deste próximo dia 26 de outubro, no Salão Internacional do Automóvel, no Parque Anhembi, em São Paulo, se encerra neste próximo dia 21.
As empresas interessadas em conhecer o projeto do maior evento mundial até então planejado para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar, podem fazer suas inscrições, gratuitas, através do site www.feisucro.com.br.

 

UMA SACADA INTELIGENTE

Em meio ao tiroteio – no sentido amplo da palavra – que envolve o projeto de biodiesel desenvolvido pelo Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias de Energias Limpas (Ladetel) da Usp de Ribeirão Preto e coordenado pelo prof. dr. Miguel Dabdoub, que há dias sofreu ameaças e até mesmo um atentado à balas, um dos maiores fabricantes de bebidas do país anuncia seu apoio ao Projeto Biodiesel Brasil.
Trata-se da Cia. de Bebidas Ipiranga, fabricante de Coca-Cola, que na última sexta-feira apresentou à imprensa e convidados, o primeiro posto de biodiesel do país. O posto, instalado na sua planta industrial em Ribeirão Preto, servirá para abastecer a frota de 140 veículos da empresa, que passam a rodar com o biodiesel produzido com a tecnologia desenvolvida pela equipe do professor Dabdoub.
Trata-se do maior contrato de parceria até então desenvolvido por uma empresa privada com o objetivo de apoiar as pesquisas e a produção em escala industrial do biodiesel, legítimo e autêntico combustível “verde e amarelo”, que ajudará a reduzir as importações de petróleo no Brasil. Isto porque, se misturado na proporção de apenas 5% ao diesel consumido no país, o biodiesel representará uma economia anual na ordem de US$ 350 milhões.
Além do que, o modelo de biodiesel desenvolvido pela Usp em Ribeirão Preto, utiliza em sua formulação álcool anidro de cana-de-açúcar, não poluente, limpo, renovável, gerador de empregos e distribuidor de renda no campo e na cidade. Ao contrário da fórmula desenvolvida na Europa e já largamente usada, na qual é utilizado o metanol, sub-produto do petróleo, altamente poluente e comprovadamente cancerígeno.
Ao apresentar a parceria entre a fábrica da Coca-Cola de Ribeirão Preto e o Ladetel, o professor Dabdoub foi preciso e objetivo, mandando o seguinte recado: “Estamos há 10 anos trabalhando neste projeto, que pertence à nossa instituição de ensino e que por isto precisa ser respeitado e tratado com ética. Não se pode deixar que terceiros tentem, a qualquer custo, e em benefício próprio, se apropriar deste projeto, que pertence à sociedade como um todo”.
O recado do professor Dabdoub tinha destino e endereço certo. Ele se referiu às tentativas de cooptação de ex-alunos seus, por parte, segundo ele, de uma empresa que atua no setor sucroalcooleiro e de bens de capital. Para os próximos dias, o professor promete, em uma entrevista coletiva à imprensa nacional e internacional, revelar as provas que dispõe da tentativa de sabotagem que acaba de sofrer.
Percalços à parte, o Salão Internacional do Automóvel que começa nesta próxima quinta-feira, no Parque Anhembi em São Paulo, exibirá no estande da Citroen-Peugeot, os veículos usados como testes pelo Ladetel da Usp de Ribeirão Preto.
E neste dia 26 de outubro, também no Salão Internacional do Automóvel, por ocasião do lançamento oficial da Feira Internacional do Setor Sucroalcooleiro – Feisucro 2005, promoção conjunta da Alcantara Machado e do BrasilAgro, o biodiesel será novamente uma referência nacional e internacional.
Isto porque, o próprio prof. dr. Miguel Dabdoub fará uma conferência sobre as perspectivas de negócios, tanto a nível nacional quanto internacional, que se abrem para a produção do biodiesel. Ele também anunciará, oficialmente, a realização do 2º Congresso Internacional de Biodiesel, que será promovido simultaneamente com a Feisucro 2005, no Palácio das Convenções do Anhembi.

Ronaldo Knack

 

 
 

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Para maiores informações, visite o Portal Biodiesel Brasil,


www.biodieselbrasil.com.br