O estado de São Paulo instalou
na semana passada a
Câmara Setorial Especial de Biocombustíveis, com a finalidade de
consolidar as propostas de projetos estratégicos para o álcool combustível
e o biodiesel. O grupo foi formado por
representantes de todos os elos da cadeia de produção dos biocombustíveis.
A câmara foi criada por meio de resolução do
secretário de Agricultura e Abastecimento, Duarte Nogueira, no início
deste ano. Seu presidente é o professor Miguel Dabdoub, do Laboratório de
Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), do Departamento de
Química da USP. Essa equipe já dominou e patenteou o processo de produção
de biodiesel que utiliza o álcool de cana. Nos outros países, o álcool
utilizado é o metanol, proveniente do petróleo e altamente tóxico.
O álcool de cana é o grande diferencial do
biodiesel brasileiro por vários fatores e o Brasil é o maior produtor
mundial de álcool combustível. “Os países estão de olho no Brasil por
conta do Protocolo de Kyoto, que tornou obrigatória a redução das emissões
de gases causadores do efeito estufa. Países que reduzam a emissão ou
retirem esses gases da atmosfera podem vender cotas de carbono a outros
que necessitem se enquadrar ao protocolo. É uma grande oportunidade para o
Brasil”, afirma o secretário Duarte Nogueira, sobre a importância do
trabalho da câmara de biocombustíveis.